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BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) – Partidos de esquerda assinam
nota de repúdio divulgada nesta segunda-feira contra a prisão do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-presidente entregou-se à Polícia Federal no dia 7 de
abril para iniciar o cumprimento da pena de 12 anos e um mês por
corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá,
em São Paulo.
“O encarceramento apressado e injustificado do ex-presidente
Lula, contra o qual não há uma única prova minimamente sólida de
culpa, agrava sobremaneira o perigoso e crescente clima de ódio
e de instabilidade política que tomou conta do país”, diz a
nota, assinada pelo PT, pelo PDT, pelo PSOL e pelo PCdoB.
O documento argumenta que a prisão de Lula carece de
fundamentos jurídicos, configura “ato de perseguição política”,
e lembra que o petista lidera as pesquisas de intenção de voto
nos cenários em que é considerado.
“Assim sendo, a prisão de ex-presidente pode ser
interpretada como uma decisão casuística, politicamente
motivada, que cria insuportável insegurança jurídica no Brasil”,
diz a nota.
Os outros três partidos que assinam a nota além do PT têm
pré-candidatos à Presidência da República: Ciro Gomes, pelo PDT,
Manuela D’Ávila, pelo PCdoB, e Guilherme Boulos, pelo PSOL.
Pesquisa DataFolha divulgada no fim de semana aponta que
Lula segue na liderança, mas seu apoio diminuiu, se comparado ao
patamar averiguado pelo mesmo instituto em janeiro.
No melhor cenário agora, ele tem 31 por cento das intenções
de voto, enquanto no final de janeiro seu melhor desempenho era
de 37 por cento. O Datafolha ressalta, porém, que, como houve
mudanças de pré-candidatos, não é possível fazer uma comparação
direta entre as duas pesquisas.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
segue isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a ex-senadora
Marina Silva (Rede) cresce e encosta no deputado, configurando
empate técnico —Bolsonaro aparece com 17 por cento e Marina
chega até 16 por cento.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Tatiana
Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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