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Por Giuseppe Fonte e Steve Scherer
ROMA, 17 Mai (Reuters) – Os dois partidos anti-establishment
da Itália acertaram nesta quinta-feira a base para um acordo de
governo que cortaria impostos, aumentaria os gastos sociais e
representaria o maior desafio à União Europeia desde que o Reino
Unido decidiu deixar o bloco dois anos atrás.
Os líderes da sigla de extrema-direita Liga e o Movimento 5
Estrelas, que emergiram como dois dos maiores partidos da
eleição inconclusiva de 4 de março, vêm debatendo uma agenda
política para formar uma coalizão de governo e encerrar mais de
10 semanas de impasse.
Quando o líder do 5 Estrelas, Luigi Di Maio, saiu de uma
reunião de quatro horas com o chefe da Liga, Matteo Salvini,
disse que os dois partidos precisam combinar alguns "detalhes
menores" e que o programa deve ser concluído até o final do dia.
Momentos antes uma fonte do 5 Estrelas havia dito que grande
parte do programa havia sido acertada e que este não contém
nenhuma referência a uma possível saída do euro nem "nada que
possa causar qualquer preocupação referente à filiação da Itália
ao euro".
O pacto ainda não veio a público e precisa ser ratificado
pelos correligionários das duas siglas, além de receber a
aprovação do presidente italiano. Os partidos fizeram progresso
na combinação de um primeiro-ministro, afirmou Di Maio, mas sem
informar nenhum nome.
Um esboço do acordo visto pela Reuters mais cedo nesta
quinta-feira delineava um plano de gastos que violaria as regras
da disciplina fiscal da UE: cortar impostos, elevar a
transferência de renda aos pobres com programas sociais e
descartar uma reforma da Previdência impopular.
As políticas custariam muitos bilhões de euros e assustaram
os investidores da dívida, das ações italianas e do euro. A
Itália é a terceira maior economia da zona do euro.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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