Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

MADRI, 13 Abr (Reuters) – O Parlamento da Catalunha pediu
nesta sexta-feira que um juiz da Suprema Corte da Espanha seja
processado por se recusar a libertar um político
pró-independência preso que esperava ser eleito como seu líder
regional.
A queixa foi o ataque mais recente de um confronto entre
Barcelona e Madri, que impôs um controle direto sobre a rica
região do nordeste espanhol depois que seu governo declarou
independência da Espanha em outubro.
O juiz Pablo Llarena frustrou uma tentativa do Parlamento
catalão nesta semana de nomear como seu líder Jordi Sánchez,
separatista de longa data atualmente preso e aguardando um
julgamento por acusações de rebelião.
Um conselho de representantes parlamentares concordou em
acusar Llarena de proferir deliberadamente um veredicto injusto
–que o presidente da legislatura regional, Roger Torrent,
descreveu como uma "violação de direitos humanos".
A decisão foi repudiada por forças unionistas da assembleia,
entre elas o partido liberal Ciudadanos, que se tornou a maior
sigla nas eleições de dezembro, mas ficou aquém da maioria
estreita da coalizão separatista.
Depois da votação os políticos pró-independência não
conseguiram escolher um novo líder.
O ex-líder catalão Carles Puigdemont fugiu para a Bélgica em
novembro, evitando uma audiência judicial na qual responderia a
acusações de rebelião e mau uso de fundos públicos relacionados
à iniciativa separatista.
Sánchez apelou para ser solto e tomar posse, mas Llarena
recusou, dizendo existir o risco de ele cometer o mesmo delito.
O porta-voz do governo central, Íñigo Méndez de Vigo, disse
nesta sexta-feira que gastar dinheiro tentando apresentar
acusações contra Llarena pode constituir mau uso de fundos
públicos, e os próprios advogados do Parlamento catalão não o
aconselharam.
"Seria bom se o Parlamento aderisse ao que os advogados
disseram", disse Méndez de Vigo em uma coletiva de imprensa em
Madri.
"Não deixem que eles digam mais tarde que não sabiam quais
seriam as consequências, porque foram alertados."
Se nenhum líder regional for eleito até 22 de maio, os
catalães serão chamados a participar de novas eleições.
(Por Isla Binnie e Inmaculada Sanz)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


Assuntos desta notícia

Join the Conversation