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BRASÍLIA, 17 Mai (Reuters) – As bancadas do PT no Senado e
na Câmara reafirmaram nesta quinta-feira, em nota, a defesa da
candidatura à Presidência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, preso há 40 dias na Superintendência da PF em Curitiba.
"Líder em todas as pesquisas eleitorais, mesmo depois de ter
sido injusta e arbitrariamente condenado e preso, Lula
representa a oportunidade de o Brasil reencontrar o caminho da
democracia, da inclusão social, do diálogo, da soberania
nacional, do crescimento econômico e da geração de empregos,
garantindo a construção de um país mais justo e solidário", diz
a nota assinada pelos deputados e senadores do partido.
Os parlamentares do partido defendem ainda que as eleições
de outubro deste ano só serão verdadeiramente democráticas com a
participação de todas as forças políticas.
"Não podemos fazer concessões na luta em defesa da inocência
e da manutenção dos direitos políticos de Lula", diz o texto.

VISITA
Um dos nomes tratados como possível plano B do PT à
Presidência -e também um dos principais articuladores de
conversas do partido com outras siglas de esquerda- o
ex-prefeito Fernando Haddad fez nesta quinta-feira sua primeira
visita à Lula na prisão, acompanhado da presidente do PT,
senadora Gleisi Hoffmann (PR).
Em entrevista depois de sair a PF, Haddad garantiu que não
conversou com Lula sobre alianças ou outras candidaturas, mas
apenas sobre programa de governo. O ex-prefeito, que coordena o
programa de governo da candidatura Lula, diz que o ex-presidente
está convicto da sua participação no pleito de outubro e pediu
um programa de governo "ousado".
"Nós estamos convictos das teses que o presidente Lula
encarna, não há dissidência em relação a isso. Nós vamos negar o
que as pesquisas indicam?", disse Haddad.
Oficialmente, o PT defende a tese de que Lula pode ter sua
candidatura registrada, apesar da condenação na Justiça, e
concorrer e tomar posse com uma liminar. Dentro do partido, no
entanto, há sim dissidências.
Alguns nomes fortes do partido já defendem internamente -e
em alguns casos até publicamente, como fez o ex-ministro Jaques
Wagner- que o PT precisa procurar alianças e até ceder a cabeça
de chapa, se for o caso, para garantir uma frente de esquerda
nessas eleições.
A posição, no entanto, é combatida por Gleisi e pela maior
parte da direção do partido. Ficou nas mãos de Lula tomar uma
decisão e, até agora, o próprio ex-presidente insiste em se
manter candidato.

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(Reportagem de Lisandra Paraguassu
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
[email protected]))


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