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Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 8 Jan (Reuters) – O papa Francisco pediu
nesta segunda-feira que todos os países apoiem o diálogo para
diminuir as tensões na península coreana, e que trabalhem por
uma proibição com vínculo legal das armas nucleares.
Em um pronunciamento anual a diplomatas que passou a ser
conhecido como seu discurso de "Estado do Mundo", Francisco
também repetiu seu pedido para que o "status quo" de Jerusalém
permaneça intacto, após a decisão do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, de reconhecer a cidade como capital de
Israel.
Francisco também falou sobre mudanças climáticas, pedindo
para países continuarem comprometidos com o Acordo de Paris de
2015 sobre redução de emissões de carbono. Trump anunciou que os
EUA irão deixar o acordo.
"É de suma importância apoiar cada esforço para diálogo na
península coreana, para encontrar novas maneiras de superar as
disputas atuais, aumentando confiança mútua e garantindo um
futuro pacífico para o povo coreano e o mundo inteiro", disse
Francisco.
O papa discursou a diplomatas um dia antes de Coreia do
Norte e Coreia do Sul estarem programadas para realizar
conversas que devem resolver a participação da Coreia do Norte
na Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em
fevereiro.
Mais cedo neste mês, após o líder da Coreia do Norte, Kim
Jong Un, dizer ter um botão nuclear à disposição, Trump tuitou
que o botão dos EUA à sua disposição é maior e mais poderoso.
"Armas nucleares devem ser proibidas", disse Francisco,
citando um documento emitido pelo papa João 23 no auge da Guerra
Fria e acrescentando que "não há como negar que a conflagração
pode ser iniciada por alguma mudança e circunstância
imprevisível".
Ele destacou que a Santa Sé está entre 122 Estados que no
ano passado concordaram com um acordo da Organização das Nações
Unidas para proibir armas nucleares. Os Estados Unidos, o Reino
Unido, a França e outros boicotaram as conversas que levaram ao
tratado, ao invés disso jurando compromisso ao Tratado de Não
Proliferação Nuclear.
(Reportagem de Philip Pullella)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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