Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Philip Pullella e Mitra Taj
PUERTO MALDONADO, Peru, 19 Jan (Reuters) – O papa Francisco
fez nesta sexta-feira uma forte defesa dos povos amazônicos e do
meio ambiente que os abriga ao afirmar que os grandes negócios e
a "avidez do consumo" não devem destruir seu habitat natural,
essencial para todo o planeta.
Em um encontro com nativos amazônicos da região peruana de
Madre de Dios, em Puerto Maldonado, o sumo pontífice pediu
respeito às terras do Amazonas, duramente afetadas pelas
atividades de mineração e corte de árvores, muitas destas
ilegais, que estão destruindo a floresta e sua primitiva
biodiversidade.
"Provavelmente os povos amazônicos originários nunca
estiveram tão ameaçados em seus territórios como estão agora",
disse a uma multidão de mais de 20 grupos nativos da Amazônia,
incluindo harakbut, esse-ejas, shipibos, asháninkas e juni kuin.
Na visita à zona fronteiriça com Brasil e Bolívia, o papa
denunciou a "forte pressão de grandes interesses econômicos" em
busca de petróleo, gás, madeira e ouro. "Temos que romper com o
paradigma histórico que considera a Amazônica como uma dispensa
inesgotável dos Estados, sem levar em consideração seus
habitantes", acrescentou.
Próximo à zona, na região vizinha de Cusco, se encontra a
reserva de gás Camisea, a maior do Peru. Mais ao norte, mais de
uma dezena de vazamentos de petróleo em um oleoduto operado pelo
Estado contaminaram terras nativas.
"Não podemos dispor dos bens comuns no ritmo da avidez do
consumo. É necessário que existam limites que nos ajudem a
preservar de toda tentativa de destruição massiva do habitat que
nos constitui", afirmou o religioso argentino.
Francisco chegou ao Peru na quinta-feira para uma visita de
quatro dias, em sua segunda e última escala após viajar ao
Chile.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


Assuntos desta notícia