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Por Philip Pullella
VATICANO, 10 Out (Reuters) – O papa Francisco se encontrará
com os principais monges budistas de Mianmar e com generais
militares e a líder civil do país, Aung San Suu Kyi, em
novembro, quando visitar Mianmar e Bangladesh, que estão
envolvidos em uma crise sobre a minoria muçulmana rohingya.
De acordo com o programa completo da viagem que acontecerá
do dia 6 de novembro a 2 de dezembro, divulgado pelo Vaticano
nesta terça-feira, o papa realizará duas missas em Mianmar, país
de maioria budista, e uma em Bangladesh, país que é
predominantemente muçulmano.
Francisco será o primeiro papa a visitar Mianmar e o segundo
a visitar Bangladesh, após passagem do papa João Paulo 2º, em
1986.
O papa chegará a Rangum, a maior cidade de Mianmar, no dia
27 de novembro, após um voo de mais de 10 horas, e deve
descansar por cerca de um dia antes de se dirigir a capital do
país, Naypyitaw, por um dia.
Na capital, o papa Francisco conversará separadamente com o
presidente de Mianmar, Htin Kyaw, e com Suu Kyi, que é
conselheira de Estado e ministra de Relações Exteriores, o que a
torna efetivamente a líder civil do país.
Uma autoridade graduada do Vaticano disse que líderes
militares devem comparecer a uma reunião pública separada, onde
o papa falará com políticos e diplomatas. Nesse momento, o
pontífice deve conduzir o discurso principal da viagem.
(Reportagem adicional de Antoni Slodkowski em Yangoon e
Stephanie Nebehay em Genebra)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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