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MONTREAL, 16 Set (Reuters) – Autoridades de mais de 30
nações que assinaram em 2015 um pacto para combater mudanças
climáticas se encontraram neste sábado em Montreal, na primeira
reunião desde que os EUA formalmente notificaram, no mês
passado, que sairão do Acordo de Paris.
O representante especial da China para assuntos climáticos,
Xie Zhenhua, disse que o mundo deve prosseguir com seus
compromissos feitos na França. "O Acordo de Paris não precisa
ser renegociado", disse.
O encontro foi organizado por Canadá, China e União Europeia
para abrir o diálogo entre a maior nação industrializada do
mundo e países em desenvolvimento e "melhorar o impulso global"
para implementar o Acordo de Paris, disse Miguel Arias Canete,
comissário da UE para a ação climática e energia.
A reunião ocorre após três furações devastadores atingirem
países na América do Norte e Central, fenômeno que alguns
especialistas acreditam que podem ter sido agravados pelo
aquecimento dos oceanos.
A delegação norte-americana é chefiada pelo vice-assistente
de assuntos econômicos internacionais, Everett Eissenstat. Ele
não fez comentários. Washington disse que participará dos
encontros da Organização das Nações Unidas sobre mudanças
climáticas durante o processo de retirada, o que deverá levar
pelo menos três anos. Os EUA também disseram que considerarão
participar de um novo e renegociado acordo.
A ministra canadense do meio ambiente, Catherine McKenna,
disse que a participação dos EUA é um sinal positivo. Ela
acrescentou que as iniciativas de combate a mudanças climáticas
poderiam criar 30 trilhões de dólares em atividade econômica.
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS TH AAP



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