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ISTAMBUL, 18 Mai (Reuters) – A Turquia pediu a países
muçulmanos que impeçam outras nações de seguirem o exemplo dos
Estados Unidos e inaugurarem embaixadas em Jerusalém, na
abertura de uma reunião realizada em Istambul nesta sexta-feira.
O presidente turco, Tayyip Erdogan, convocou uma cúpula da
Organização de Cooperação Islâmica (OCI), com 57 membros, depois
que forças israelenses mataram dezenas de manifestantes em Gaza
nesta semana. Os palestinos protestavam contra a abertura da
embaixada dos EUA em Jerusalém.
"Na declaração final, enfatizaremos o status da questão
palestina para nossa comunidade e que não permitiremos que se
mude o status da cidade histórica", disse o ministro das
Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, no discurso de
abertura.
"Devemos impedir outros países de seguirem o exemplo dos
EUA".
O chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif, também disse que
nações islâmicas precisam se coordenar com outros Estados.
"Os crimes recentes de Israel na Palestina e a realocação da
embaixada dos EUA para Jerusalém exigem uma coordenação séria
entre países islâmicos e a comunidade internacional", disse
Zarif à televisão estatal iraniana depois de chegar a Istambul.
A Turquia tem sido uma das vozes mais críticas da medida
norte-americana e da violência em Gaza, e seu governo decretou
três dias de luto pelos mortos. Erdogan descreveu as ações das
forças israelenses como "genocídio", e Israel como um "Estado
terrorista".
Os eventos em Gaza também provocaram uma crise diplomática
entre Turquia e Israel, que expulsaram diplomatas graduados um
do outro nesta semana.
O sofrimento dos palestinos ecoa em muitos turcos, incluindo
os eleitores nacionalistas e religiosos que formam a base de
apoio de Erdogan, que concorre à reeleição no mês que vem.
O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas
(ONU), Zeid Ra'ad al-Hussein, disse nesta sexta-feira que Israel
vem privando os palestinos de seus direitos humanos
sistematicamente e que 1,9 milhão de habitantes de Gaza estão
"enjaulados em uma favela tóxica do nascimento à morte".
(Por Tuvan Gumrukcu e Parisa Hafezi)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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