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BRASÍLIA, 17 Mai (Reuters) – O ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha, afirmou nesta quinta-feira que o governo mantém
a previsão de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de
2,5 por cento para este ano, em uma visão que colocou como
"conservadora".
De acordo com Padilha, os resultados abaixo do esperado no
primeiro trimestre deste ano –a economia encolheu 0,13 por
cento– levaram o governo a manter a previsão do final de 2017.
"Nós vínhamos numa projeção do PIB crescendo 3 por cento,
mas agora nesse primeiro trimestre não tivemos o crescimento
esperado e nós do governo, de forma conservadora, estamos
mantendo a previsão que tínhamos lá no final do ano passado",
disse Padilha em entrevista a agências internacionais.
"Nossa previsão é que fique entre 2,5 e 3 por cento. Hoje,
na análise feita, a tendência é projetando mais para direção dos
2,5. Nós, no governo, preferimos não trabalhar com número
superior a 2,5 por cento", completou.
Na última projeção oficial do governo, feita no fim de
março, a expectativa era de um avanço de 2,97 por cento. Na
última terça-feira, uma fonte adiantou à Reuters que o próximo
relatório de receitas e despesas, a ser publicado até o dia 22
deste mês, a projeção será de 2,5 por cento.
Questionado se as políticas econômicas do governo já não
estão mais dando resultado, já que tanto o resultado do PIB
quanto da geração de empregos foram piores nesse início de ano
do que o esperado, Padilha afirmou que o cenário internacional
não tem ajudado.
"Ele (o governo) está no rumo certo. O ajuste fiscal era
absolutamente indispensável. A busca de geração de emprego tem
apresentado resultados, as políticas estão acontecendo", disse
Padilha.
"Mas não podemos desconhecer a circunstância econômica
internacional. O mundo não vai da forma que gostaríamos que
fosse para que pudéssemos ter um crescimento acima do que
estamos tendo."
Apesar disso, defendeu o ministro, o momento de crise por
que passa a Argentina, um dos maiores parceiros comerciais do
país, não deve contaminar o Brasil ou os países do Mercosul.

ELEIÇÃO
Mesmo reconhecendo a dificuldade do presidente Michel Temer
em conseguir aumentar sua aprovação e diminuir a rejeição ao
governo, o ministro mantém a aposta de que Temer é o melhor
candidato do MDB à Presidência, mesmo colocando o ex-ministro da
Fazenda Henrique Meirelles como uma boa alternativa.
"O presidente Michel Temer é seguramente o que está mais
habilitado a defender o seu governo e dar voz a todas essas
realizações que tiveram curso nesses dois anos de governo. Mas
não podemos ignorar também a existência do ministro Henrique
Meirelles como uma das alternativas que dispomos para poder ter
a defesa do legado das realizações do governo Michel Temer",
disse Padilha.
O ministro acrescentou ainda que Temer pode vir a ser
candidato na medida em que o partido consiga consolidar sua
candidatura, mas não entrou em detalhes do que seria necessário
para essa consolidação. Padilha admite, no entanto, que o
governo não consegue capitalizar o que chama de avanços
econômicos e colar as boas notícias na figura do presidente.
Exatamente um anos depois do surgimento das gravações das
conversas entre o empresário Joesley Batista, um dos donos da
J&F, holding que controla a JBS , e Temer no Palácio
do Jaburu, que levaram a duas denúncias contra o presidente,
bloqueadas depois pela Câmara dos Deputados, Padilha admitiu
que, mesmo com a defesa de Temer, o governo perdeu ética e
moralmente.
"Houve uma perda de capital político, mas acabamos perdendo
também do ponto de vista ético, moral, para que pudesse ser
creditado ao presidente todos esses avanços. Todos sentem os
avanços mas não creditam ao presidente", defendeu.

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(Reportagem de Lisandra Paraguassu
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
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