Clicky

MetaTrader 728×90

BRASÍLIA, 30 Nov (Reuters) – O ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que o jantar do
presidente Michel Temer com lideranças partidárias da Câmara dos
Deputados, previsto para ocorrer no domingo, terá como objetivo
avaliar as dificuldades do governo para votar a nova versão da
reforma da Previdência.
"Possivelmente o que vai se ter (no jantar) é uma aferição
das dificuldades que, por ventura, restaram após o enxugamento
que foi feito no texto da Previdência. A esperança do governo é
que a gente consiga ter o placar no momento que é antes do
encerramento deste ano legislativo", afirmou a jornalistas.
Temer vai participar de um jantar na residência oficial da
Câmara promovido pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
com líderes e presidentes de partidos da base.
Padilha disse que o governo não descartou tentar votar a
proposta na próxima semana, mesmo diante da constatação feita
por líderes partidários da Câmara de que não pretendem apreciar
a matéria.
Segundo o ministro, o governo trabalha para votar a proposta
"com a maior brevidade possível", mas ressalvou que cabe a Maia
e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), definir a
pauta de votações do Congresso e saber "o momento certo" de se
colocar o assunto em votação.
O ministro reafirmou que o Palácio do Planalto não vai
apoiar que se façam novas concessões ao texto recém-apresentado
pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta. Ele
repetiu que o governo chegou "no osso" e "não tem mais condições
de cortar".
"O governo não vai analisar mais nenhuma modificação a
partir do texto que foi produzido pelo relator Arthur Maia",
destacou.

PSDB
O ministro disse que Temer vai conversar com o governador de
São Paulo e provável futuro novo presidente do PSDB, Geraldo
Alckmin, no sábado sobre o momento em que os ministros tucanos
vão deixar o governo. Na véspera, ele havia dito em entrevista
coletiva que o PSDB não é mais da base de sustentação do
governo.
Os tucanos -que detém no momento três ministérios na
Esplanada- devem confirmar no próximo dia 9 a saída do governo.
Questionado se o apoio à reforma da Previdência por Alckmin
poderia se converter no apoio do PMDB à candidatura presidencial
dele, Padilha não respondeu diretamente. Disse que o PMDB e os
partidos da base têm um projeto de poder para 2018 e que
considera, de forma "absolutamente justa" que o PSDB e Alckmin
tenham um projeto que eles possam defender.
"Nós compreendemos, é compreensivo, e de outra parte também
se espera que haja compreensão com o PMDB e os demais partidos
da base do governo", disse ele, em entrevista antes de evento
que marcou encerramento da versão imprensa do Diário Oficial da
União.

MetaTrader 300×250

(Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]com; +55 21 5644-7505;
Reuters Messaging:
[email protected]))


Assuntos desta notícia