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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Huw Jones
LONDRES, 18 Mar (Reuters) – O órgão fiscalizador global que
criou uma série de reformas no setor bancário e no mercado
financeiro depois da crise financeira de 2008 disse que suas
ações serão mais voltadas em revisar as regras atuais do que
desenhar novas.
O Financial Stability Board (FSB), que coordena a regulação
financeira do G20, também resistiu a pedidos de alguns membros
do G20 para regular criptomoedas, como o bitcoin.
O interesse em criptomoedas aumentou no ano passado, quando
os preços delas dispararam – e depois despencaram –, causando
alertas por parte de órgãos reguladores.
Mas, em um sinal de pouco consenso por uma atitude mais
radical, o FSB disse que é necessária mais coordenação
internacional para acabar com falhas no monitoramento do setor,
que, embora cresça rápido, representou menos de 1 por cento do
PIB em seu ponto mais alto.
“A avaliação inicial do FSB é de que a as criptomoedas não
são um risco à estabilidade financeira global neste momento”,
afirmou o presidente do FSB, Mark Carney, em carta a presidentes
dos Banco Centrais e ministros da Fazenda do G20, que se
reunirão na segunda e terça-feiras em Buenos Aires.
Carney, que deixará o cargo neste ano, quando seu mandato
como presidente do Banco da Inglaterra acaba, assinalou que seu
sucessor comandará um órgão mais focado em rever regras, em vez
de criar novas.
“Em um momento no qual se aproxima o encerramento de seu
trabalho de consertar as linhas de conexão que causaram a crise
financeira, o FSB está crescentemente se afastando da criação de
novas regras e passando a atuar mais na implementação dinâmica e
avaliação rigorosa dos efeitos das reformas acertadas pelo G20”,
afirmou Carney.
((Tradução Redação Brasília, +5561 34267020))