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Por Stephanie Nebehay
GENEBRA, 9 Jan (Reuters) – Israel precisa acabar com os
planos de enviar à força dezenas de milhares de imigrantes de
volta para a África, afirmou nesta terça-feira a agência de
refugiados da Organização das Nações Unidas, sugerindo que
alguns imigrantes podem ser reassentados na Europa e em outros
países.
Israel informou na semana passada que irá pagar milhares de
imigrantes africanos vivendo ilegalmente no país para saírem,
ameaçando-os com prisão caso sejam pegos até o final de março.
A vasta maioria é da Eritreia e do Sudão, e muitos dizem ter
fugido de guerra e perseguição, assim como de dificuldades
econômicas. Israel os trata na maioria como imigrantes
econômicos.
O plano israelense oferece a imigrantes africanos um
pagamento de 3.500 dólares do governo israelense e uma passagem
aérea de graça para voltarem para casa ou irem para "terceiros
países", que grupos de direitos humanos identificaram como
Ruanda e Uganda.
"Nós estamos novamente apelando a Israel para encerrar sua
política de realocar eritreus e sudaneses para a África
subsaariana", disse William Spindler, do Alto Comissariado das
Nações Unidas para Refugiados (Acnur), durante entrevista
coletiva em Genebra.
"Afirmações oficiais de que o plano pode eventualmente mirar
famílias e aqueles com pedidos pendentes de asilo, ou que
solicitantes a asilo podem ser levados ao aeroporto em algemas,
são particularmente alarmantes", disse.
Cerca de 27 mil eritreus e 7.700 sudaneses vivem em Israel,
mas autoridades do país só concederam status de refugiado para
11 desde 2009, segundo Spindler.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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