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Por Stephanie Nebehay
GENEBRA, 11 Out (Reuters) – As forças de segurança de
Mianmar expulsaram brutalmente meio milhão de muçulmanos
rohingyas de Rakhine, Estado do norte do país e incendiaram suas
casas, lavouras e vilarejos para evitar que eles retornem, disse
o escritório de direitos humanos da Organização das Nações
Unidas (ONU) nesta quarta-feira.
Jyoti Sanghera, diretora do escritório de direitos humanos
da ONU para a região da Ásia-Pacífico, pediu à líder de Mianmar,
Aung San Suu Kyi, que "detenha a violência", e expressou temor
de que os refugiados rohingyas apátridas sejam aprisionados se
voltarem de Bangladesh.
"Se vilarejos foram completamente destruídos e as
possibilidades de sustento foram destruídas, o que tememos é que
eles possam ser encarcerados ou detidos em campos", disse ela em
um boletim à imprensa.
Em um relatório baseado em 65 entrevistas com rohingyas que
chegaram a Bangladesh no último mês, a entidade disse que
"operações de liberação" começaram antes dos ataques de
insurgentes rohingyas a postos da polícia em 25 de agosto e que
incluíram assassinatos, tortura e estupro de crianças.
O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid
Ra'ad al-Hussein –que descreveu as operações do governo como
"um exemplo didático de faxina étnica"– disse em um comunicado
que as ações parecem ser "uma manobra cínica para transferir um
grande número de pessoas à força sem possibilidade de retorno".
"Informações confiáveis indicam que as forças de segurança
de Mianmar destruíram propositalmente a propriedade dos
rohingyas, incendiaram suas habitações e vilarejos inteiros do
Estado de Rakhine, no norte, não somente para expulsar a
população aos montes, mas também para evitar que as vítimas
rohingyas em fuga voltassem para suas casas", disse o relatório.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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