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Por Patient Ligodi
KINSHASA, 10 Mai (Reuters) – Casos de febre hemorrágica
foram relatados em uma área do Congo que está enfrentando uma
epidemia de Ebola ainda em dezembro, e as primeiras mortes foram
comunicadas em janeiro, disse um porta-voz da Organização
Mundial da Saúde (OMS) na capital Kinshasa nesta quinta-feira,
enquanto quatro novos casos foram registrados.
Na terça-feira o Ministério da Saúde disse que ao menos 17
pessoas morreram em uma área do nordeste da República
Democrática do Congo, onde autoridades de saúde agora
confirmaram um surto de Ebola, embora não tenha informado uma
cronologia.
Só dois casos foram confirmados como Ebola por um
laboratório de Kinshasa.
Um intervalo de até cinco meses desde a primeira infecção
seria alarmante por dar ao vírus um período inicial de
contaminação de muitas pessoas antes de se adotar qualquer ação
para contê-lo.
Até agora a epidemia parece se concentrar nos arredores do
vilarejo de Ikoko Impenge, perto da cidade de Bikoro.
Serge Ngaleto, diretor do principal hospital de Bikoro,
disse que recebeu quatro novos casos suspeitos na quinta-feira,
incluindo duas enfermeiras que trataram outras que apresentavam
sintomas.
"Após o contato, as enfermeiras começaram a mostrar
sintomas", disse Ngaleto à Reuters por telefone. "Nós as
isolamos."
Isso levaria o número total de pessoas a relatar sintomas
para 25, dos quais pelo menos 17 morreram até agora.
Esta é a nona vez em que o Ebola foi registrado na vasta
nação cheia de florestas do centro da África desde que a doença
foi identificada perto do rio Ebola, situado no leste do país,
nos anos 1970. O surto ocorre menos de um ano depois de outro
que matou quatro pessoas nas florestas remotas do nordeste
congolês.
"De acordo com nossas informações iniciais, os casos vêm
sendo relatados desde dezembro e as primeiras mortes foram
relatadas em janeiro, mas o elo entre as mortes e a epidemia
ainda não foi estabelecido", disse o porta-voz da OMS para o
Congo, Eugene Kabambi, à Reuters.
O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira que enviou
uma equipe de 12 especialistas à área para tentar rastrear novos
contatos da doença, identificar o epicentro e todos os vilarejos
afetados e providenciar recursos.
"Esta equipe avançada trouxe as primeiras levas de
equipamento, a maioria contendo testes de diagnóstico rápido
para o vírus do Ebola e termômetros a laser", disse o comunicado
do ministério.
A pasta acrescentou que a equipe já chegou à capital
regional, Mbandaka, localizada a cerca de 150 quilômetros da
área afetada.
O Ebola é mais conhecido e mais temido pelo sangramento
interno e externo que pode causar em suas vítimas, devido a
danos causados aos vasos sanguíneos. As vítimas muitas vezes
morrem de choque, mas os sintomas podem ser vagos, incluindo
febre, dores musculares, diarréia e náusea.
A pior epidemia de Ebola da história terminou na África
Ocidental pouco mais de dois anos atrás depois de matar mais de
11.300 pessoas e infectar 28.600 na Guiné, Serra Leoa e Libéria.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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