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SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde
(OMS) avaliou nesta segunda-feira que a campanha de vacinação
contra a febre amarela anunciada por autoridades brasileiras
pode ser efetiva em limitar a disseminação da doença transmitida
por um mosquito, ao mesmo tempo que apontou para os desafios
logísticos envolvidos em um processo de vacinação em massa.
Em informativo sobre a doença no país, a OMS também afirmou
que a quantidade de pessoas ainda não vacinadas que moram em
áreas com ecossistema favorável à transmissão do vírus
"representa um risco elevado para a mudança no padrão atual de
transmissão".
Atualmente circula no Brasil a versão silvestre do vírus da
febre amarela, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e
Sabethes. A versão urbana da doença é transmitida pelo mosquito
Aedes aegypti. Neste momento, não existem registros no país da
versão urbana da doença.
"Espera-se que a decisão das autoridades brasileiras de
realizar uma campanha de vacinação em massa contra a febre
amarela, incluindo doses padrão (0,5 ml) e fracionadas (0,1 ml),
possa efetivamente limitar a transmissão da febre amarela",
disse a OMS em comunicado.
"É importante notar que, devido à sua escala e alcance, essa
campanha de vacinação em massa provavelmente será caracterizada
por desafios logísticos significativos", acrescenta o
comunicado.
Com o aumento de casos e de mortes provocadas pela doença,
principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a
busca pela vacina tem aumentado significativamente, o que tem
provocado longas filas e esperas em postos de saúde por pessoas
tentando se vacinar.

(Por Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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