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LIMA, 14 Nov (Reuters) – O ex-presidente da construtora
Odebrecht, Marcelo Odebrecht, disse a procuradores peruanos que
sua empresa, acusada de vários escândalos de corrupção,
contratou o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski como
consultor na década passada, informaram os jornais locais nesta
terça-feira.
O empresário, condenado a 19 anos por corrupção, foi
interrogado na quinta-feira por procuradores peruanos em
Curitiba, no âmbito de uma investigação no Peru sobre supostos
aportes de dinheiro de sua empresa para a campanha da
ex-candidata presidencial Keiko Fujimori em 2011.
Segundo o jornal El Comercio, Odebrecht disse que quando o
atual presidente foi ministro da Economia durante o governo do
ex-presidente Alejandro Toledo (2001-06) era "uma pedra no
sapato para os interesses da companhia", por suas objeções à
construção da estrada que une Peru e Brasil.
De acordo com a reportagem do jornal, Odebrecht sinalizou
que após o fim do mandato de Toledo e "quando Kuczynski já não
exercia nenhum cargo público, a empresa contratou seus serviços
como consultor. Isso, segundo sua versão, para curar feridas".
O jornal La República informou, citando uma fonte com
conhecimento sobre as declarações da Odebrecht, que o executivo
disse que Kuczynski assessorou a construtora.
Uma porta-voz do governo disse à Reuters que o presidente
Kuczynski "aguardará a versão oficial" do interrogatório a
Odebrecht. Uma representante da procuradoria disse que não faria
comentários, uma vez que se trata de um tema sigiloso.
Kuczynski, que foi empossado em julho do ano passado, para
um mandato de cinco anos, rejeitou no passado qualquer vínculo
profissional com a construtora Odebrecht, no âmbito de uma
investigação realizada pelo Congresso, controlado pela oposição.
O advogado de Keiko Fujimori, que esteve presente no
interrogatório de Odebrecht não quis comentar as reportagens.
"O que devo fazer é respeitar o sigilo até que a
procuradoria emita seu pronunciamento ao nosso pedido de
levantamento do sigilo", disse o advogado Edward García.
(Por Marco Aquino e Mitra Taj)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS AAP


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