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No mês de julho, as transações correntes apresentaram déficit de US$4,1 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, déficit de US$27,9 bilhões, equivalente a 1,57% do PIB. Na conta financeira, as captações líquidas superaram as concessões líquidas em US$3,6 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos de US$3,4 bilhões em passivos de investimentos em carteira. Os números foram apresentados nesta tarde pelo Banco Central.

A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,3 bilhões no mês, redução de 30,4% comparativamente ao resultado de julho de 2015, em decorrência de recuos nas receitas e nas despesas brutas de 4,2% e 18,0%, respectivamente. As despesas líquidas com serviços de transportes e de aluguel de equipamentos reduziram, na ordem, 46,2% e 13,8%, em relação ao ocorrido em mesmo mês do ano anterior. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$895 milhões, recuo de 25,9%, na mesma base de comparação, resultado de relativa estabilidade nas receitas referentes a turistas estrangeiros no Brasil, e recuo de 18,8% nas despesas de turistas brasileiros no exterior.

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As despesas líquidas de renda primária somaram US$6,3 bilhões em julho de 2016, aumento de 20,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,6 bilhão, decorrente de retração de 24,0% nas receitas e expansão de 75,1% nas despesas. As despesas líquidas de juros somaram US$4,7 bilhões, comparativamente a US$4,6 bilhões ocorridos em mês correspondente do ano anterior. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$1,9 bilhão, ante saídas líquidas de US$671 milhões observadas em mês equivalente do ano anterior.

As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira totalizaram US$4,2 bilhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$223 milhões, de juros de títulos negociados no mercado externo, US$1,1 bilhão, e de juros de títulos negociados no mercado doméstico, US$2,8 bilhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos atingiu US$474 milhões, aumento de 10,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a receita de juros gerada pela carteira de reservas internacionais cresceu 21,3%, em igual período comparativo.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$226 milhões em julho de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais alcançaram US$83 milhões no mês, 27,4% inferiores ao observado em período correspondente do ano anterior.

Os investimentos diretos no exterior expandiram US$178 milhões no mês, concentrados em participação no capital e incluído o reinvestimento de lucros, ante aplicações líquidas no exterior de US$1,5 bilhão ocorridas no mesmo mês do ano anterior.

Os investimentos diretos no país somaram ingressos líquidos de US$78 milhões, resultado de saídas líquidas de US$2,0 bilhões em participação no capital, incluídos os ingressos líquidos de US$758 milhões decorrentes de lucros reinvestidos, e créditos recebidos do exterior de US$2,1 bilhões em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país totalizaram US$72,0 bilhões, equivalentes a 4,06% do PIB.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 33,894 bilhões de janeiro a julho, montante 8,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Para o ano, o Banco Central projeta investimento estrangeiros diretos de US$ 70 bilhões, volume um pouco menor que os US$ 75,1 bilhões registrados em 2015.


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