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O presidente em exercício, Michel Temer, fez há pouco um pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília, para esclarecer o teor das declarações do ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, no processo que investiga a participação de políticos na Operação Lava Jato. O presidente considerou as declarações como “manifestação irresponsável”, “leviana”, “criminosa” e “mentirosa”.

O ex-diretor disse que Temer teria pedido recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita.

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Visivelmente incomodado, Temer disse que não vai permitir que “um fato leviano” como esse embarace a atividade governamental.

“Quero me dirigir à minha família, aos muitos amigos e conhecidos que tenho no Brasil, ao povo brasileiro, para dizer que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas”, ressaltou.

Sem esconder a insatisfação sobre ter o nome citado, entre mais de 20 políticos, Temer foi claro “Penso que se a primeira afirmação deixar passar, como esta, e se alguns deixaram passar em branco, eu não deixarei. Quero registrar que essa ‘leviandade’ não deverá permanecer”, disse.

Michel Temer reafirmou que como presidente neste momento é preciso ter “sobriedade como alguém que tem os destinos do País”.

O presidente afirmou também que tem recebido cumprimentos de grande parte da sociedade e orientação para que não pratique atos como os que ocorreram nos últimos anos. “Agora com ponderação e sobriedade, ao logo desse mês, adotamos mediadas importantes para tirar o país de crise. Eliminando ministérios, reduzindo cargos comissionados e sempre em contato direto com o Senado Nacional. Estamos em sintonia com os ministérios e o das Relações Exteriores fortalecido.”

Temer também chamou a atenção para as medidas anunciadas nesta quarta-feira (15) com o novo plano fiscal, considerando o mais adequado para o País. “Tivemos a ousadia de propor teto para os gastos públicos, com o déficit de R$170 bilhões sem a divida pública de R$400 milhões. Outras medidas virão para ser retomar o crescimento do País”. explicou.

As declarações de Machado foram destacadas como “tentativa de abalar a estrutura política do Brasil”.

Ao finalizar o pronunciamento de menos de 10 minutos, o presidente foi duro e não demonstrou intimidação sobre o conteúdo do processo de 400 páginas tornado público na última terça-feira (14). “Nada vai embaraçar o nosso desejo, a nossa missão e nossa tarefa nesse momento em que estou à frente da Presidência da República. Não vamos tolerar atitudes dessa natureza e todas as vezes que surgiram fatos como esse eu virei a público esclarecê-los”, concluiu.


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