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O setor público consolidado registrou déficit primário de R$25,1 bilhões em março. O Governo Central e as empresas estatais apresentaram déficits de R$25,5 bilhões e de R$156 milhões, respectivamente, e os governos regionais, superávit de R$552 milhões. Os números são do Banco Central do Brasil e foram apresentados hoje.

No primeiro trimestre, o resultado primário do setor público foi superavitário em R$4,4 bilhões, comparativamente a superávit de R$2,2 bilhões no mesmo período de 2017. No acumulado em doze meses até março, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$108,4 bilhões (1,64% do PIB), 0,21 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até fevereiro.

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Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$32,5 bilhões em março, comparativamente a R$28,4 bilhões em fevereiro, elevação influenciada pelo aumento no número de dias úteis no mês de referência. Na comparação com março de 2017 (R$43,3 bilhões), houve diminuição, influenciada pela redução dos principais indexadores da dívida, a taxa Selic e os índices de inflação, especialmente o IPCA. Em doze meses, os juros nominais alcançaram R$379,5 bilhões (5,73% do PIB) até março, reduzindo-se 0,18 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em fevereiro.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$57,6 bilhões em março. Em doze meses até março, o déficit nominal alcançou R$487,9 bilhões (7,37% do PIB), elevando-se 0,03 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado no mês anterior.

Dívida Líquida do Setor Público e Bruta do Governo Geral

A Dívida Líquida do Setor Público – DLSP  alcançou R$3,463,4 trilhões (52,3% do PIB) em março, elevando-se de 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. No ano, a expansão de 0,8 p.p. na relação DLSP/PIB decorreu da incorporação de juros nominais (aumento de 1,3 p.p.), do superavit primário (redução de 0,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial acumulada de 0,48% (redução de 0,1 p.p.), e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral – DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS, e os governos estaduais e municipais – alcançou R$4,984,7 trilhões em março, equivalente a 75,3% do PIB, crescendo 0,2 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em fevereiro, e 1,3 p.p em relação ao final do ano anterior.


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