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A maioria dos britânicos optou pela saída do Reino Unido do bloco de 28 países que integram a União Europeia na madrugada desta sexta-feira (24). O chamado “Brexit” conquistou mais de 13,4 milhões de votos (52%) contra os 12,6 milhões (48%) dos que defendiam a permanência na UE.

A confiança de que o “Não” pela saída venceria, deu fôlego aos mercados acionários globais nas negociações desta quinta-feira (23). Porém, com a surpresa, a reação imediata partiu dos mercados asiáticos e promovendo imediatamente a elevação do iene.

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O euro já havia caído mais de 3% em relação ao dólar com as preocupações de uma votação Brexit, que poderá trazer danos econômicos e políticos mais amplos para um bloco com 27 nações.

A Libra sofreu a sua maior queda diária, -10% em relação ao dólar, atingindo a maior baixa de 31 anos com o mercado prevendo que a decisão vai bater em cheio nos investimentos da quinta maior economia do mundo.

Diante dessa decisão, os investidores já saíram para ativos mais seguros, incluindo o ouro, além das moedas. As ações europeias estavam em curso para abrir com 6% a 7,5% de quedas.

De acordo com agências internacionais, o resultado que define pela saída poderá levar o país “para um caminho incerto e com o maior retrocesso ante os esforços até agora para manter a maior unidade na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.”

A partir de agora serão dois anos de processo para o desmembramento da UE e com a questão mais importante, se Londres será a capital e colocado mais peso sobre o primeiro-ministro David Cameron. Segundo declarações recentes, Cameron disse que deixaria o cargo se o referendo fosse pelo “Sim”, o que acabaria rompendo o compromisso assumido durante sua campanha.

Ainda hoje é esperado um comunicado do Grupo dos Sete, já que nos últimos dias os membros estavam monitorando a volatilidade das moedas e preparados para agir contra uma desestabilização econômica.

Já as autoridades norte-americanas se preocupavam que um “Brexit” poderia enfraquecer a economia dos Estados Unidos, porque o Reino Unido é um de seu principais parceiros comerciais.

Na segunda-feira (20), a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, manifestou certa tranquilidade sobre o referendo, mas disse destacou que “o voto do Reino Unido para sair da União Europeia poderia ter repercussões econômicas significativas.”

Tanto Yellen como o resto do mundo estão surpresos com a decisão dos britânicos e mais uma vez as pesquisas de opinião, mesmo por lá, não são completamente confiáveis.


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