Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

O IBGE mostrou nesta terça-feira que, em outubro de 2017, a produção industrial nacional teve acréscimo de 0,2% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Este foi o segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 0,6% em dois meses.Os dados foram divulgados nesta manhã.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com outubro de 2016, a indústria cresceu 5,3%, sexta taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde abril de 2013 (9,8%). Assim, o acumulado do ano teve alta de 1,9%. Já o acumulado nos últimos doze meses avançou 1,5%. Foi o segundo resultado positivo consecutivo e o mais elevado desde março de 2014 (2,1%).

MetaTrader 300×250

De setembro para outubro, 15 dos 24 ramos pesquisados apresentaram alta

Na passagem de setembro para outubro de 2017, houve taxas positivas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências positivas foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), com ambos revertendo os resultados negativos registrados no mês anterior: -19,7% e -0,7%, respectivamente. Outras contribuições positivas vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), de metalurgia (1,6%), de máquinas e equipamentos (1,3%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%).

Entre os nove ramos que reduziram a produção nesse mês, produtos alimentícios (-5,7%) obteve o desempenho de maior relevância para a média global, eliminando a expansão de 3,7% verificada em setembro. Outros impactos negativos importantes foram observados nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês anterior, bens de consumo semi e não-duráveis, ao crescer 2,0%, apontou a expansão mais acentuada em outubro de 2017 e interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 2,8%.

O segmento de bens de capital (1,1%) também cresceu e manteve o comportamento positivo iniciado em abril, período em que acumulou alta de 11,6%. Já os setores de bens de consumo duráveis (-2,0%) e de bens intermediários (-0,8%) recuaram em outubro de 2017, com o primeiro interrompendo três meses consecutivos de alta, período em que acumulou ganho de 9,7%; e o segundo eliminando o avanço de 0,7% assinalado no mês anterior.

Média móvel no trimestre

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou ligeira variação negativa (-0,1%) no trimestre encerrado em outubro de 2017 frente ao nível do mês anterior, interrompendo o comportamento predominantemente positivo presente desde maio de 2017. Indústria cresceu 5,3% em relação a outubro de 2016.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 5,3% em outubro de 2017, com resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 61 dos 79 grupos e 61,9% dos 805 produtos pesquisados (outubro de 2017 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior).Indústria avança 1,9% no período janeiro-outubro de 2017.

No índice acumulado de 2017, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou expansão de 1,9%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 48 dos 79 grupos e 53,8% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (16,1%) e indústrias extrativas (5,8%) exerceram as maiores influências positivas sobre a média da indústria.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (20,4%), de metalurgia (2,9%), de máquinas e equipamentos (3,1%), de produtos de borracha e de material plástico (3,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,5%), de produtos do fumo (22,1%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (7,4%) e de celulose, papel e produtos de papel (2,7%).

Por outro lado, entre as oito atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,1%) assinalou a maior contribuição negativa no total da indústria. Já os resultados negativos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,4%), outros equipamentos de transporte (-11,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,4%) e de produtos de minerais não-metálicos (-3,1%).


Assuntos desta notícia

Join the Conversation