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A Petrobras apresentou o resultado financeiro referente ao terceiro trimestre de 2017 e o acumulado do ano.

O lucro líquido ficou em R$ 5,03 milhões nos acumulado de 2017, ante um prejuízo de R$ 17,34 milhões no mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre de 2017, o lucro líquido atingiu R$ 266 milhões, no mesmo patamar do trimestre anterior.

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O EBITDA Ajustado no acumulado do ano ficou estável em R$ 63,57 bilhões, evidenciando que a redução nas despesas operacionais e o aumento das exportações compensaram a queda das margens de derivados. A Margem EBITDA Ajustado foi de 31%.

Em nove meses, o Fluxo de Caixa Livre atingiu R$ 37,45 bilhões, 26% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Esse resultado reflete a estabilidade da geração operacional e a redução de investimentos. O Fluxo de Caixa Livre foi positivo pelo décimo trimestre consecutivo.

Em relação a 31.12.2016, houve redução do endividamento bruto em 7%, passando de R$ 385,78 bilhões para R$ 359,41 bilhões, e do endividamento líquido em 11%, passando de R$ 314,12 bilhões para R$ 279,23 bilhões.

Em dólares, o decréscimo foi de 9% no endividamento líquido (US$ 8.38 milhões), que passou de US$ 96.381 milhões em 31.12.2016, para US$ 88.143 milhões em 30.09.2017. Além disso, a gestão da dívida possibilitou o aumento do prazo médio do endividamento de 7,46 anos, em 31.12.2016, para 8,36 anos, em 30.09.2017.

A redução do índice dívida líquida sobre LTM EBITDA Ajustado de 3,54 em 31.12.2016, para 3,16 em 30.09.2017. Neste mesmo período, a Alavancagem reduziu de 55% para 51%.

O efetivo de pessoal da Companhia ao final de outubro foi de 62.528 empregados, uma redução de 12% em comparação a 30.09.2016, em função do plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV).

Principais destaques operacionais

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, nos nove meses 2017 foi de 2.776 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2.660 mil boed no Brasil, 3% acima do registrado no ano anterior.

Nos nove meses de 2017, a produção de derivados no Brasil apresentou queda de 6% na comparação anual, totalizando 1.802 mil barris por dia (bpd), enquanto as vendas de derivados no mercado doméstico atingiram 1.959 mil bpd, uma queda de 6%.

A companhia manteve sua posição de exportadora líquida, com saldo de 385 mil bpd nos 9M-2017 (vs. 111 mil bpd nos nove meses de 2016), em função do aumento das exportações de petróleo e derivados em 39% e da redução das importações em 19%.

Lucro Bruto na comparação com o segundo trimestre de 2017

O lucro bruto foi de R$ 21,23 bilhões, permanecendo estável. Houve redução das margens de derivados no refino e, em contrapartida, melhora nas margens de distribuição de derivados e de geração de energia.

O lucro operacional reduziu para R$ 7,7 bilhões, devido, principalmente, ao reconhecimento de provisão para contingências judiciais. Além disso, no trimestre anterior houve ganho com alienação da NTS.

Melhora do resultado financeiro em 16%, refletindo as despesas financeiras decorrentes da adesão aos Programas de Regularização de Tributos Federais, ocorridas no trimestre anterior.

O lucro líquido permaneceu no mesmo patamar.

O EBITDA Ajustado alcançou R$ 19,22 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, devido, principalmente, à queda das margens do refino e à melhora das margens na distribuição e energia. A Margem do EBITDA Ajustado foi de 27% no 3T-2017.

O Fluxo de Caixa Livre foi positivo pelo décimo trimestre consecutivo, atingindo R$ 14,73 bilhões, 58% superior ao 2T-2017 devido, principalmente, ao aumento da geração operacional em 22%, que atingiu R$ 24.022 milhões e à redução dos investimentos em 10%.

Lucro Bruto no comparativo com igual período de 2016

O lucro bruto permaneceu estável em relação ao mesmo período do ano anterior devido, principalmente, ao aumento expressivo das exportações de petróleo, aliado ao incremento da cotação do petróleo Brent, e crescimento das vendas de gás natural com
maior participação do gás nacional no mix de vendas. Por outro lado, houve redução das margens e dos volumes de derivados no mercado interno.

O lucro operacional foi de R$ 37.038 milhões refletindo, entre outros fatores, os menores gastos com pessoal e baixas de poços secos e/ou subcomerciais, bem como o ganho com a venda da NTS. Adicionalmente, houve uma redução significativa de
impairment.

A despesa financeira líquida de R$ 24 bilhões foi superior em R$ 2,12 bilhões, devido à maior depreciação do dólar sobre a exposição passiva líquida em libra e euro, e aos encargos financeiros relativos à adesão ao PERT e PRT no 2T17. Por outro lado,
houve redução das despesas com juros devido à diminuição da dívida.

A Companhia apresentou lucro líquido de R$ 5,03 bilhões, ante um prejuízo de R$ 17,33 bilhões no 9M-2016.

O EBITDA Ajustado ficou estável em R$ 63,57 bilhões, evidenciando que a redução nas despesas operacionais e o aumento das exportações compensaram a queda das vendas e margens de derivados. A Margem do EBITDA. Ajustado foi de 31% no nove meses de 2017.

O Fluxo de Caixa Livre aumentou 26%. Esse resultado reflete a estabilidade da geração operacional e a redução de investimentos.

Entre os destaques;

Maiores exportações líquidas de petróleo e derivados, a preços mais elevados;

Menores margens e volume de vendas de derivados no Brasil;

Menores gastos com pessoal e com baixas de poços secos e/ou subcomerciais;

Ganho com a venda da NTS no 2T-2017;

Redução do impairment dos ativos; e

Maiores gastos com adesão a programas de regularização de débitos federais.


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