Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Há pouco, o Palácio do Planalto divulgou nota oficial sobre a gravações do dona da JBS, Joesley Batista, autorizando a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso por participar do escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato, afirmou nesta quarta-feira (17) o jornal “O Globo”.

Nota do presidente Michel Temer:

MetaTrader 300×250

“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”, fecha nota.

Na frente de Joesley Batista, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha (PMDB-PR) para resolver um problema da holding J&F Investimentos, que controla a JBS, segundo “O Globo”. Posteriormente, Rocha foi filmado recebendo uma maleta com R$ 500 mil enviados pelo proprietário da JBS.

Nesse encontro, Temer também ouviu do empresário que Joesley fazia pagamentos mensais a Cunha na prisão para que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanecesse em silêncio. Segundo “O Globo”, com base na gravação, Temer disse: “Tem que manter isso, viu?”

O jornal “O Globo” informa que Joesley Batista e seu irmão, Wesley, proprietários da JBS, tentam fechar um acordo de delação premiada com a Justiça como já fizeram 77 ex-diretores do grupo Odebrecht, também envolvido no escândalo da Lava Jato.

Temer já foi citado em vários dos depoimentos dados pelos ex-diretores da Odebrecht, mas a lei impede que o presidente seja investigado por fatos ocorridos antes de seu mandato.

Em outra das gravações feita pelos irmãos Batista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi registrado pedindo R$ 2 milhões. O dinheiro foi entregue a um primo do ex-candidato à presidência derrotado nas últimas eleições em um jantar que foi filmado pela Polícia Federal. O dinheiro foi rastreado e localizado em uma empresa do senador Zezé Perrella, do mesmo partido de Aécio.

Joesley Batista relatou, segundo “O Globo”, que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, também investigado na Lava Jato, era seu contato no PT. Segundo o empresário, com Mantega eram negociados as propinas distribuídas aos petistas e aos aliados dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Além disso, Joesley revelou que pagou R$ 5 milhões a Eduardo Cunha depois que o ex-deputado foi preso. O empresário ainda devia R$ 20 milhões a Cunha pela tramitação de uma lei de incentivo fiscal para o setor de frango. Essas informações são da Ag.Efe

Ainda sobre a JBS

O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de irregularidades nas operações de crédito e de mercado de capitais realizadas pelo BNDES com o Grupo JBS para a compra da norte-americana Swift. A operação foi realizada pela subsidiária BNDESPar, que adquiriu ações da indústria frigorífica brasileira para viabilizar o negócio de R$ 1,13 bilhão, ocorrido em 2007.

O TCU avaliou que o BNDESPar utilizou recursos superiores ao necessário, sem análise aprofundada da viabilidade econômica do investimento e sem acompanhamento posterior adequado da operação. De acordo com o tribunal, a transação representou risco de investimento para o BNDES e custo zero para a JBS.

Na análise da operação realizada pelo Banco havia sido demonstrada a existência de aporte de capital em montante acima do necessário no pedido da JBS. Os analistas da instituição afirmaram que, após contabilizadas as finalidades especificadas, restariam cerca de US$ 350 milhões, cujo destino e necessidade não estavam especificados, podendo ser utilizados para reduzir o endividamento da empresa Swift ou para investimento em capital de giro no curto e no médio prazos.


Assuntos desta notícia