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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados ajustando expectativas no Brasil

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Os mercados no Brasil começaram o dia tendo que ajustar expectativas. Vazou para a imprensa que a PGR (Procuradoria Geral da União) havia pedido a prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney; além de Eduardo Cunha. Ou seja: a cena política dominando os mercados de risco.

No exterior, as bolsas asiáticas e europeias também tiveram que ajustar, dessa feita para as declarações da presidente do FED, Janet Yellen, positivas no que tangem ao adiamento da elevação dos juros em junho e até em julho, com maior probabilidade para a reunião de setembro. Ajudadas pela alta do petróleo, as ações de commodities tiveram melhor desempenho na sessão.

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Voltando ao cenário local, tivemos a sabatina de Ilan Goldfjan para assumir a presidência do Bacen (foi aprovado com 8 votos contrários) e ainda a votação do relatório de cassação de Eduardo cunha na Comissão de Ética que acabou adiada para amanhã por conta da não presença da deputada Tia Eron que seria o divisor de águas.

O candidato ao Banco Central foi muito bem na arguição falando em focar inflação no centro da meta (coisa que não ocorre desde 2009) e relevância de se ter as contas públicas em ordem. Falou que o sistema financeiro está sólido em cenário desafiador e sobre trabalhar novamente com o tripé de câmbio flutuante, inflação e contas públicas controladas. Tivemos ainda o início da reunião do Copom sobre política de juros, ainda sob o comando de Alexandre Tombini.

Os DIs tiveram dia de alta dos juros para todos os vencimentos, o dólar mostrou tendência de queda com perda de 1,26% e cotado a R$ 3,447, enquanto na Bovespa os investidores estrangeiros voltavam a aplicar recursos na sessão de 03 de junho no montante de R$ 196,36 milhões, deixando saldo negativo em junho de R$ 41,24 milhões e ingresso no ano de R$ 11,43 bilhões.

No mercado internacional, os EUA anunciaram que o custo unitário da mão de obra no primeiro trimestre ficou em alta de 4,5% (maior que o previsto) e que a produtividade sofreu queda de 0,6%. Ainda tivemos o volume de crédito ao consumidor crescendo em abril US$ 13,4 bilhões, menos que os esperados US$ 20 bilhões.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrou alta de 1,34%, com o barril cotado a US$ 50,36. O euro foi transacionado em alta para US$ 1,1364 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,71%%. O ouro e a prata em queda nas negociações da Comex e commodities agrícolas na bolsa de Chicago em alta. O minério de ferro também foi negociado em alta no mercado spot chinês de 3,4%, com a tonelada em US$ 52,30.

No mercado acionário dia de alta nas principais bolsas europeias, com Londres subindo 0,18%, Paris com +1,19% e Frankfurt com +1,65%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,80% e 1,99%. No mercado americano, dia de oscilações modestas, com o Dow Jones encerrando em+0,12% e Nasdaq com -0,14%. Na Bovespa alta de 0,11%, com o índice em 50487 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos a inflação oficial de maio pelo IPCA, o fluxo cambial da semana anterior e o término da reunião do Copom com expectativa de manutenção dos juros, mas com alguma sinalização de mudança. Sai ainda o IPC-S da primeira quadrissemana de junho. Nos EUA, os estoques de petróleo e derivados. De noite, a inflação na China em maio.


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