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O ex- presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a Curitiba nesta madrugada, fez a viagem de São Paulo ao Paraná de carro e sem escolta, conforme informou a Polícia Rodoviária Federal. Acompanhado de dois assessores, Lula dormiu em casa de um amigo não identificado na capital paranaense.

Há pouco, conforme prometido, o ex-presidente saiu do carro e caminhou por alguns minutos ao lado de militantes, políticos e simpatizantes nos arredores da sede da Justiça Federal, a bairro do Ahú. Em seguida, voltou para o carro e seguiu para ter com o Juiz faltando 10 minutos para a audiência.

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Neste segundo encontro com Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente vai responder ao processo que investiga a compra de um terreno para a construção do novo prédio do Instituto Lula, na capital paulista. Conforme o conteúdo do processo, o terreno seria uma doação em forma de propina pela construtora Odebrecht.

Vale lembrar que é a primeira vez que Lula se apresenta na Justiça Federal paranaense como condenado a mais de 9 anos, além de multa, no imbróglio do triplex no Edifício Solaris, Guarujá, litoral Sul de São Paulo. Lula recorre da decisão em liberdade.

O encontro de hoje é cercado de muita atenção, principalmente, depois do depoimento do ex-ministro, Antonio Palocci, ao Juiz Moro na semana passada.

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma, que está preso em Curitiba, revelou detalhes sobre o terreno, bem como sobre várias operações entre os governos e a Odebrecht, o que chamou de “pacto de sangue”.

Sobre o terreno em questão, Palocci confirmou que a Odebrecht teria desembolsado R$12,4 milhões. Para atender aos interesses, a empreiteira se comprometia pagar R$300 milhões em propina ao partido até o final do governo Lula e sustentado também durante a presidência de Dilma Rousseff.

Palocci, que declarou colaboração com a Justiça acrescentando: “Os fatos narrados na denúncia são verdadeiros. Eu diria apenas que os fatos narrados nessa denúncia dizem respeito a um capítulo de um livro um pouco maior do relacionamento da empresa em questão, da Odebrecht, com o governo do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, que foi uma relação bastante intensa, bastante movida a vantagens à empresa e a propinas pagas pela Odebrecht a agentes públicos em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, de caixa 1 e caixa 2”, finaliza o ex-ministro.

O ex- ministro era o “Homem Forte” de Lula e inúmeras vezes reafirmou o laço forte de amizade entre eles.


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