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O IBGE mostrou nesta manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro variou 0,32%, superando em 0,03 ponto percentual (p.p.) o resultado de janeiro (0,29%). Este foi o IPCA mais baixo para os meses de fevereiro desde o ano 2000, quando se situou em 0,13%.

O acumulado nos dois primeiros meses do ano está em 0,61%, menor percentual para o período desde a implantação do Plano Real em 1994. Em 2017, o acumulado no primeiro bimestre havia sido 0,71%. O acumulado dos últimos doze meses ficou em 2,84% e foi o menor para um mês de fevereiro desde 1999 (2,24%). Em fevereiro de 2017, o IPCA havia sido 0,33%.

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Em fevereiro, o grupo Educação, com alta de 3,89% e impacto de 0,19 p.p., dominou o IPCA, sendo responsável por 59% dele. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,33%, contribuindo para conter o índice, com seu impacto de -0,08 p.p.

A alta de 3,89% no grupo Educação reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram 5,23%, gerando o mais elevado impacto individual sobre o índice do mês (0,16 p.p.). Regionalmente, os cursos regulares tiveram aumentos entre os 4,40% de São Paulo e os 8,02% de Goiânia.

O grupo dos Transportes apresentou variação de 0,74%, contribuindo com 0,13 p.p. de impacto no índice de fevereiro. Os destaques no grupo foram os itens ônibus urbano (1,90%) e a gasolina (0,85%).

Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas, com variação de -0,33%, contribuiu para conter a taxa do IPCA de janeiro para fevereiro.

Foram vários os produtos importantes na mesa do brasileiro que ficaram mais baratos de um mês para o outro, a exemplo das carnes (-1,09%) e das frutas (-1,13%). Quanto aos demais grupos, esses situaram-se entre -0,38% referente ao Vestuário e 0,38% de Saúde e Cuidados Pessoais.

Na ótica dos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,72%), com destaque para o ônibus urbano, com alta de 4,71% e os cursos regulares, que subiram 5,89%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,18% em fevereiro e ficou 0,05 p.p. abaixo da taxa de 0,23% de janeiro. Este foi o INPC mais baixo para os meses de fevereiro desde 2000, quando se situou em 0,05%. O acumulado dos últimos doze meses desceu para 1,81%, ficando abaixo dos 1,87% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Este acumulado foi o menor para o período desde a implantação do Plano Real. Em fevereiro de 2017, o INPC registrou 0,24%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,36% em fevereiro enquanto no mês anterior registraram alta de 0,76%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,41% enquanto, em janeiro, apresentaram estabilidade.

Entre os índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,65%), onde se destacaram os itens ônibus urbano (4,71%), refeição fora (2,25%) e os cursos regulares (5,99%). O menor índice foi o de Goiânia (-0,03%), reflexo da queda de 5,09% da energia elétrica.


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