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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta terça-feira (23). O destaque
fica para o Banco Central do Japão.

ÁSIA

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O Banco Central do Japão – BoJ, no final da reunião de hoje mostrou que a Política Monetária definida pelo Conselho ficou, por um voto de maioria de 8-1, mantida. O banco aplicará uma taxa de juros negativa de menos 0,1% aos saldos de taxa de política em contas correntes detidas por instituições financeiras no banco. A taxa de juros de longo prazo: o banco comprará títulos do governo japonês (JGBs) para que os rendimentos de TRAN de 10 anos permaneçam em torno de zero por cento

No Japão, o índice geral de atividade industrial subiu para 105,9, um aumento de 1,0% em relação ao mês anterior. Pela indústria, o índice de atividade industrial terciária é de 1,1% em relação ao mês anterior, o índice de produção industrial é o mesmo, 0,5% e também é o mesmo índice de atividade de construção, alta de 0,6%.

EUROPA

Na Alemanha, o indicador ZEW do Sentimento Econômico subiu 3,0 pontos em janeiro de 2018, atualmente em 20,4 pontos. O indicador ainda permanece um pouco abaixo da média de longo prazo de 23,7 pontos. A avaliação da situação econômica atual na Alemanha aumentou 5,9 pontos, com o indicador correspondente atualmente em 95,2 pontos. Os resultados mais recentes da pesquisa revelam perspectivas otimistas para a economia alemã nos primeiros seis meses de 2018. Com 95,2 em 100 pontos, esta é a avaliação mais importante da situação econômica atual desde a introdução da pesquisa em dezembro de 1991.

O sentimento dos especialistas em mercado financeiro sobre o desenvolvimento econômico da Zona do Euro aumentou 2,8 pontos, atualmente em um nível de 31,8 pontos. O indicador da situação econômica atual da região também continuou a melhorar em janeiro, deixando o índice em um nível de 56,4 pontos, 5,7 pontos acima do que em dezembro. As expectativas econômicas para a Zona do Euro são, portanto, bastante positivas. Este desenvolvimento econômico positivo também se reflete no fato de que as expectativas de inflação estão aumentando, com o indicador correspondente para a região subir 11,3 pontos para um nível de 57,5 pontos.

No Reino Unido, o setor de endividamento líquido público (excluindo bancos do setor público) diminuiu em £ 6,6 bilhões para £ 50,0 bilhões no atual exercício até abril de 2017 a dezembro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016. Este é o menor endividamento líquido acumulado desde o ano desde 2007.

O Escritório de Responsabilidade Orçamental (OBR) prevê que o endividamento líquido do setor público (excluindo os bancos do setor público) será de £ 49,9 bilhões durante o exercício encerrado em março de 2018, um aumento de £ 3,9 bilhões no resultado financeiro líquido no exercício encerrado em março 2017.

O setor de endividamento líquido público (excluindo bancos do setor público) diminuiu em US $ 2,5 bilhões ou £ 2,6 bilhões em dezembro de 2017, em comparação com dezembro de 2016, ajudou em parte por um crédito de £ 1 bilhão da União Europeia. Este é o menor empréstimo líquido de dezembro desde 2000.

A dívida líquida do setor público (excluindo bancos do setor público) foi de £ 1.759,5 bilhões no final de dezembro de 2017, equivalente a 85,4% do produto interno bruto (PIB), um aumento de £ 62,3 bilhões (ou 0,7 p.p como proporção do PIB) em dezembro de 2016.

A dívida líquida do setor público (excluindo os bancos do setor público e o Banco da Inglaterra) foi de £ 1.591,4 bilhões no final de dezembro de 2017, equivalente a 77,2% do PIB, com uma queda de £ 26,8 bilhões (ou 3,6 p.p como proporção do PIB) em dezembro de 2016.

O requisito de caixa líquido do governo central diminuiu em £ 31,1 bilhões para £ 49,4 bilhões no atual ano fiscal atualizado (abril de 2017 a dezembro de 2017), em comparação com o mesmo período de 2016. Este é o requisito de caixa líquido do governo central mais cedo desde 2007.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos serão apresentados indicadores ao longo do dia.

BRASIL

No Brasil, o IPC-S de 22 de janeiro de 2018 apresentou variação de 0,59%1, 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,93% para 1,27%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 10,18% para 15,55%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (1,04% para 1,74%), Despesas Diversas (0,15% para 0,18%) e Transportes (0,84% para 0,85%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: cursos formais (2,60% para 3,83%), cartão de telefone (0,00% para 0,80%) e tarifa de ônibus urbano (0,33% para 0,78%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Habitação (-0,17% para -0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,40%) Vestuário (-0,27% para -0,42%) e Comunicação (0,22% para 0,17%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-1,93% para -2,34%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,06% para -0,30%), roupas (-0,63% para -0,80%) e mensalidade para TV por assinatura (0,43% para 0,08%), respectivamente.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,39% em janeiro e ficou acima da taxa de 0,35% de dezembro em 0,04 ponto percentual (p.p). Depois da variação de 0,31% de janeiro de 2017, esta é a menor taxa para um mês de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice registrou 3,02%, ficando acima dos 2,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em janeiro, embora os Transportes tenham apresentado o mais elevado resultado entre os grupos, com 0,86%, foi Alimentação e Bebidas o principal responsável pelo crescimento da taxa do IPCA-15, ao passar de 0,35% para 0,39% de dezembro para janeiro. Na região metropolitana de Curitiba, a alta dos alimentos chegou a atingir 1,54%, ao passo que na de Porto Alegre, a alta foi de 0,16%.

Interrompendo a sequência de quedas registradas nos últimos sete meses, o grupo Alimentação e Bebidas (0,76% e 0,19 p.p.) voltou a subir sob a pressão dos alimentos consumidos em casa, que variaram 0,97%. Os preços de alguns produtos subiram bastante, inclusive invertendo a queda registrada em dezembro, como o tomate (19,58%), a batata-inglesa (11,70%) e as frutas (4,39%). As carnes variaram 1,53%, após a alta de 0,41% de dezembro. Outros que vinham caindo intensificaram a queda, como o feijão-carioca (de -5,02% para -5,86%) e o leite longa vida (de -0,24% para -1,69%).

Na alimentação fora, as áreas variaram da queda de 0,97%, na região metropolitana de Porto Alegre, até a alta de 2,33% na de Curitiba.

Transportes (0,86%) constituiu-se na maior alta entre os grupos, tendo em vista a influência dos combustíveis, cujos preços subiram 2,54%, com destaque para a gasolina, que ficou com o mais elevado impacto, de 0,10 p.p. O preço do litro passou a custar, em média, 2,36% a mais, refletindo, nas bombas, os reajustes autorizados pela Petrobrás, nas refinarias, que totalizaram 2,75% no período de coleta do IPCA-15 (14 de dezembro de 2017 a 15 de janeiro de 2018).

Além da gasolina (2,36%), as despesas com Transportes foram pressionadas pelo etanol (3,86%) e pelas tarifas dos ônibus urbanos (0,43%) e intermunicipais (0,94%).

A respeito dos ônibus urbanos, a alta de 0,43% é consequência das variações apropriadas em Salvador (1,20%), que refletiu o reajuste de 2,78% nas tarifas, desde 2 de janeiro e em São Paulo (1,32%), onde o reajuste foi de 5,26% a partir de 7 de janeiro. Ainda em São Paulo, trem (1,32%) e metrô (1,32%) também foram reajustados em 5,26% na mesma data.

O grupo Habitação (-0,41%) foi o único a apresentar queda no mês. Esta foi motivada pelas contas de energia elétrica que ficaram 3,97% mais baratas e geraram impacto de -0,15p.p., o mais forte impacto para baixo. Isto devido à volta, a partir de 1º de janeiro, da bandeira tarifária verde, sem custo adicional nas tarifas cobradas aos consumidores, em substituição à vermelha patamar, que implicava em um custo adicional de R$ 0,03 por cada kwh consumido. As regiões pesquisadas apresentaram variações que foram da queda de 7,54%, em Belém, até a alta de 5,43%, em Porto Alegre, onde desde 21 de dezembro, está em vigor o reajuste de 29,60% nas tarifas de uma das concessionárias.

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto (1,48%) refletiu os reajustes de 5,25% no Rio de janeiro (5,26%), em vigor desde 27 de novembro, e de 8,43% em Belém (8,43%), desde 12 de dezembro. Ambos os reajustes foram integralmente incorporados em janeiro pois não haviam sido captados no IPCA-15 de dezembro. Já a variação de 3,26% em São Paulo é decorrente da não apropriação, também no IPCA-15 de dezembro, de parte do reajuste de 7,89% em vigor desde 10 de novembro.

O índice do gás encanado (1,28%) é consequência do reajuste de 2,77%, desde 1º de janeiro, nas tarifas no Rio de Janeiro.

Tanto no item empregado doméstico (0,15%) do grupo Despesas Pessoais (0,19%), quanto no de mão de obra para pequenos reparos (0,15%), do grupo Habitação, foram apropriados, em todas as regiões pesquisadas, 1/12 do percentual de reajuste do novo salário mínimo nacional.

Os demais grupos situaram-se entre a taxa de 0,06% registrada nos Artigos de Residência e 0,41% de Saúde e Cuidados Pessoais.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi nas regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba (0,52%) onde se destacaram os preços da gasolina, que subiu, respectivamente, 2,79% e 3,56% e do etanol (4,12% e 5,14%). Ainda em Curitiba, cabe destacar o aumento de 3,91% na refeição fora. O menor índice foi o de Belém (-0,06%) sob influência das quedas de 7,54% nas tarifas de energia elétrica e de 9,40% na passagem aérea.


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