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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta terça-feira (05). O destaque fica para a produção industrial do Brasil.

ÁSIA

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Na China, a atividade no setor de serviços expandiu a um ritmo mais rápido em novembro, a última indicação de força no setor após dados oficiais divulgados na semana passada.

O índice de PMI- Gerente de Compras de Serviços da Caixin China subiu para 51,9 em novembro, de 51,2 em outubro, de acordo com o IHS/Markit.

Em comparação com os fabricantes, os prestadores de serviços mostraram uma confiança empresarial mais forte em novembro. O novo negócio expandiu-se a um ritmo acelerado, enquanto os custos de insumos e os preços cobrados continuaram a aumentar, disse Caixin.

O PMI oficial da China, que inclui o setor de construção, subiu para 54,8 em novembro, de 54,3 em outubro, informou a Escritório Nacional de Estatísticas na semana passada.

EUROPA

Na Europa, o índice final de saída composto PMI – IHS Markit ficou em 57,5 em novembro, ante 56,0 em outubro e inalterado com a estimativa de flash anterior. O índice principal mostrou expansão em cada um dos últimos 53 meses.

O crescimento foi novamente liderado pelo setor de manufatura. A produção de manufatura aumentou no ritmo mais rápido em quase sete anos em novembro e o índice principal da pesquisa de fabricação – o PMI de fabricação – postou um nível melhorado apenas uma vez em seus 20 anos de história.

Na Europa, a economia do serviço da Zona do Euro continuou a fazer progressos sólidos em novembro. O crescimento da atividade comercial acelerou a uma alta de seis meses, à medida que as empresas aumentaram a produção em resposta ao aumento das entradas de novas encomendas e atrasos no trabalho.

Em 56,2 em novembro, em relação aos 55,0 em outubro, o Índice de atividade de negócios da IHS Markit PMI de serviços indicou um aumento no resultado do segundo mês consecutivo. A publicação final do índice foi inalterada a partir da estimativa de flash anterior.

Na Espanha, o índice de atividade comercial ajustado sazonalmente apresentou 54,4 em novembro, abaixo de 54,6 em outubro e sinalizando o aumento mais fraco do negócio atividade desde janeiro. Dito isto, a produção aumentou mensalmente em cada um dos últimos 49 meses.

O setor de serviços continuou crescendo de forma sólida em novembro, embora houvesse novas desacelerações nas taxas de expansão para atividades comerciais e novos pedidos.

Houve alguns relatos de que a incerteza política na Catalunha atuou para atenuar a demanda. Numa nota mais positiva, a taxa de criação de emprego acelerou durante o segundo mês consecutivo. Enquanto isso, a taxa de inflação de custo de insumos atingiu o nível mais alto desde março de 2011 e os preços de produção aumentaram a um ritmo mais rápido. Os dados são do IHS/Markit.

Na Itália, o índice de atividade de negócios da IHS Markit ajustado sazonalmente mostrou recuperação em novembro para um máximo de 54,7 meses. Isso comparado a de outubro em 52,1 e o índice já registrado acima da marca de 50% sem alteração por 18 meses consecutivos.

Na França, o índice de atividade comercial ajustado sazonalmente postou 60,4 em novembro. A partir de 57,3 em outubro, a última leitura do índice apontou para a maior expansão no setor de serviços desde maio de 2011. A demanda robusta de clientes e condições econômicas fortes foram citadas como fatores-chave que suportam a expansão.

O índice final de produção composta pelo índice IHS Markit France – que cobre os setores combinados de fabricação e serviços – registrou 60,3 em novembro, ante 57,4 em outubro e alta de seis anos e meio.

O índice de atividade comercial do PMI da IHS Markit para a Alemanha no setor de serviços chegou em 54,3 em novembro, abaixo ligeiramente de 54,7 em outubro (bem como a estimativa anterior de flash de 54,9) e sinalizando o ritmo de crescimento mais lento por três meses. Ainda assim, a média do quarto trimestre até agora permaneceu acima da registrada nos três meses até setembro.

Um aumento acentuado e acelerado da produção industrial – o mais rápido observado em mais de seis anos e meio – ajudou a compensar o aumento mais lento na atividade comercial dos serviços. O índice final de saída composto da IHS Markit registrou 57,3, em relação ao 56,6 de outubro (mas abaixo da estimativa de flash de 57,6).

Na Europa, em outubro de 2017 em relação a setembro de 2017, o volume ajustado sazonalmente do comércio varejista diminuiu 1,1% na Zona do Euro (EA19) e 0,5% na União Europeia (E28), de acordo com as estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em setembro, o volume do comércio varejista aumentou 0,8% na EA19 e 0,2% na UE28. Em outubro de 2017 em relação a outubro de 2016, o índice ajustado de preços de varejo aumentou 0,4% na Zona do Euro e 0,9% na UE28.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio anunciou hoje que o déficit de bens e serviços foi de US $ 48,7 bilhões em outubro, US $ 3,8 bilhões acima dos US $ 44,9 bilhões em setembro, revisados. As exportações de outubro foram de US $ 195,9 bilhões, abaixo de US $ 0,1 bilhão de exportações de setembro. As importações de outubro foram de US $ 244,6 bilhões, US $ 3,8 bilhões em relação às importações de setembro.

O aumento de outubro no déficit de bens e serviços refletiu um aumento no déficit de bens de US $ 3,8 bilhões para US $ 69,1 bilhões e uma diminuição do superávit de serviços de menos de US $ 0,1 bilhão para US $ 20,3 bilhões.

No acumulado do ano, o déficit de bens e serviços aumentou US $ 49,1 bilhões, ou 11,9%, em relação ao mesmo período de 2016. As exportações aumentaram US $ 97,5 bilhões ou 5,3%. As importações aumentaram US $ 146,6 bilhões ou 6,5%.

Nos Estados Unidos ainda serão apresentados indicadores.

BRASIL

No Brasil, em outubro de 2017, a produção industrial nacional teve acréscimo de 0,2% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Este foi o segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 0,6% em dois meses.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com outubro de 2016, a indústria cresceu 5,3%, sexta taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde abril de 2013 (9,8%). Assim, o acumulado do ano teve alta de 1,9%. Já o acumulado nos últimos doze meses avançou 1,5%. Foi o segundo resultado positivo consecutivo e o mais elevado desde março de 2014 (2,1%).

Na passagem de setembro para outubro de 2017, houve taxas positivas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências positivas foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), com ambos revertendo os resultados negativos registrados no mês anterior: -19,7% e -0,7%, respectivamente. Outras contribuições positivas vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), de metalurgia (1,6%), de máquinas e equipamentos (1,3%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%).

Entre os nove ramos que reduziram a produção nesse mês, produtos alimentícios (-5,7%) obteve o desempenho de maior relevância para a média global, eliminando a expansão de 3,7% verificada em setembro. Outros impactos negativos importantes foram observados nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo semi e não-duráveis, ao crescer 2,0%, apontou a expansão mais acentuada em outubro de 2017 e interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 2,8%.

O segmento de bens de capital (1,1%) também cresceu e manteve o comportamento positivo iniciado em abril, período em que acumulou alta de 11,6%. Já os setores de bens de consumo duráveis (-2,0%) e de bens intermediários (-0,8%) recuaram em outubro de 2017, com o primeiro interrompendo três meses consecutivos de alta, período em que acumulou ganho de 9,7%; e o segundo eliminando o avanço de 0,7% assinalado no mês anterior.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou ligeira variação negativa (-0,1%) no trimestre encerrado em outubro de 2017 frente ao nível do mês anterior, interrompendo o comportamento predominantemente positivo presente desde maio de 2017. Indústria cresceu 5,3% em relação a outubro de 2016

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 5,3% em outubro de 2017, com resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 61 dos 79 grupos e 61,9% dos 805 produtos pesquisados (outubro de 2017 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior). Indústria avança 1,9% no período janeiro-outubro de 2017

No índice acumulado de 2017, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou expansão de 1,9%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 48 dos 79 grupos e 53,8% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (16,1%) e indústrias extrativas (5,8%) exerceram as maiores influências positivas sobre a média da indústria.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (20,4%), de metalurgia (2,9%), de máquinas e equipamentos (3,1%), de produtos de borracha e de material plástico (3,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,5%), de produtos do fumo (22,1%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (7,4%) e de celulose, papel e produtos de papel (2,7%).

Por outro lado, entre as oito atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,1%) assinalou a maior contribuição negativa no total da indústria. Já os resultados negativos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,4%), outros equipamentos de transporte (-11,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,4%) e de produtos de minerais não metálicos (-3,1%).

No Brasil, o Índice Consolidado de Dados de Produção, PMI- IHS Markit, sazonalmente ajustado, registrou contração pelo segundo mês consecutivo. Além disso, o número básico caiu de 49,5 em outubro para 48,9, sua marca mais baixa desde junho. Isso ocorreu apesar da produção industrial ter crescido pelo ritmo mais acentuado em quase cinco anos.

Ao registrar 46,9 em novembro, abaixo do valor de 48,8 divulgado em outubro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, PMI – IHS Markit, sazonalmente ajustado, registrou a sua marca mais baixa desde fevereiro. Isso indicou um declínio sólido e acelerado no volume de produção. As perdas de clientes, as inadimplências e um ambiente operacional desafiador foram os principais motivos por trás do declínio.


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