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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta sexta-feira (10). O destaque fica para o IPCA apudarado pelo IBGE.

ÁSIA

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No Japão, o índice de atividade da indústria terciária foi de 104,6, uma queda pelo segundo mês consecutivo de -0,2% em relação ao mês anterior. Em termos gerais, os serviços de escritório diminuíram 103,4 e -0,7% pelo quarto mês consecutivo. No geral, a atividade da indústria terciária se estabilizou em um nível alto.

EUROPA

Na França, em setembro de 2017, a produção voltou ligeiramente para a indústria transformadora (+ 0,4% após -0,3% em agosto) e em toda a indústria (+ 0,6% após -0,2%).
A produção industrial cresceu ao longo do terceiro trimestre de 2017 (+ 0,6%). No terceiro trimestre de 2017, a produção aumentou na indústria de transformação (+ 0,6%) e na indústria em geral (+ 0,6%). A produção cresceu fortemente na fabricação de equipamentos de transporte (+ 4,8%). Cresceu em mineração e pedreiras, energia, abastecimento de água (+ 1,0%) e mais moderadamente em “outras fabricação” (+ 0,2%). Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE) da França.

Na França, no terceiro trimestre de 2017 o emprego da folha de pagamento privada diminuiu suavemente: + 0,2%, após + 0,4%, ou seja, alta de 29.700 postos de trabalho após a alta de 81.500. Em relação ao ano anterior, o emprego da folha de pagamento privada aumentou + 1,3% (ou seja, alta de 240.900 empregos). Excluindo o emprego temporário, o aumento ao longo do trimestre foi em + 0,2% (ou seja, 28.200 empregos) e + 0,8% ao longo do ano (+152.800 postos de trabalho).

O emprego da folha de pagamento privado era quase estável na indústria (-0,1%, -3,6 mil empregos) e na agricultura. Continuou a aumentar fortemente na construção (+ 0,5%, ou seja, alta de 6.700 empregos, após 0,4%). Em relação ao ano anterior, o emprego privado diminuiu 15,7 mil no setor, enquanto aumentou 18,1 mil em construção.

No terceiro trimestre de 2017, nos serviços de mercado, o emprego privado desacelerou: + 0,3% (que é alta de 31 mil empregos), após + 0,6%. Excluindo o emprego temporário, a desaceleração é menos pronunciada: + 0,3%, após + 0,4%. O emprego privado em serviços fora do mercado diminuiu 0,2% em relação ao trimestre (após + 0,2% no trimestre anterior), mas aumentou ao longo de um ano (+ 0,5%, ou seja, alta de 12.500 empregos). Os dados também são do INSEE.

Na Itália, o índice mede a evolução mensal do volume da produção industrial (excluindo a construção). Com efeitos a partir de janeiro de 2013, os índices são calculados com referência ao ano base 2010, utilizando a classificação Ateco 2007. Em setembro de 2017, o índice de produção industrial dessazonalizado diminuiu 1,3% em relação ao mês anterior. A variação percentual da média dos últimos três meses em relação aos três meses anteriores foi de alta em 1,5%. O índice de produção industrial ajustado no calendário aumentou 2,4% em relação a setembro de 2016.

No Reino Unido, os três meses até setembro de 2017, estima-se que o Índice de Produção tenha aumentado 1,1% em relação aos três meses até junho de 2017, devido principalmente a um aumento de 1,1% na fabricação. A maior contribuição para o aumento na fabricação nos três meses até setembro de 2017 veio de equipamentos de transporte, que cresceram 3,0%, seguidos por outros fabricação e reparos, que aumentaram 4,4%. Em setembro de 2017, estima-se que a produção total tenha aumentado 0,7% em relação a agosto de 2017, devido principalmente ao aumento de 0,7% em manufatura.

No Reino Unido, nos três meses até setembro de 2017, o déficit na balança comercial (bens e serviços) aumentou em £ 3,0 bilhões para £ 9,5 bilhões. O resultado se deu com o aumento das importações de bens, maquinário, bens não especificados (incluindo ouro não monetário) e combustíveis, parcialmente compensados por uma diminuição das importações de aeronaves. As importações de bens provenientes de países da UE e de países terceiros aumentaram entre os três meses até junho de 2017 e os três meses até setembro de 2017; as exportações para países da UE aumentaram em £ 0,9 bilhões, enquanto as exportações para países não pertencentes à UE diminuíram em £1,7 bilhão no mesmo período.

O déficit comercial total do Reino Unido (bens e serviços) diminuiu em £ 0,7 bilhões entre agosto e setembro de 2017. O resultado foi devido ao aumento das exportações de bens não especificados (incluindo ouro não monetário).

O déficit comercial total do Reino Unido (bens e serviços), excluindo commodities, diminuiu em £ 1 bilhão para £ 3,8 bilhões entre agosto de 2017 e setembro de 2017; principalmente devido ao aumento nas exportações de bens, excluindo commodities.

No Reino Unido, o resultado da produção foi contraído em 0,9% na série de três meses em três meses em setembro de 2017, mas permanece em níveis relativamente altos.
Esta queda de 0,9% para o trimestre (julho a setembro) segue um declínio de 0,5% no trimestre (abril a junho), representando o primeiro deságio consecutivo em relação às estimativas atuais do resultado da construção desde o trimestre 3 de 2012.

A diminuição de 0,9% na produção foi decorrente de diminuição no reparo e manutenção, que caiu 1,4% e todo o novo trabalho, que caiu 0,7%.

A produção de construção caiu 1,6% no mês de setembro em setembro de 2017, decorrente de quedas de 2,1% em reparo e manutenção e 1,3% em todo o novo trabalho.

A estimativa para o crescimento da construção no trimestre 3 2017 foi revisada abaixo de 0,2 pontos percentuais de 0,7% negativo na estimativa preliminar do produto interno bruto (PIB), que não teve impacto no crescimento trimestral do PIB com uma casa decimal.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos serão apresentados o relatório da Universidade de Michigan e as expectativas para a inflação.

BRASIL

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de outubro ficou em 0,42%, 0,26 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de setembro (0,16%). No ano, o índice acumula 2,21%, bem abaixo dos 5,78% registrados em igual período do ano passado, sendo o menor acumulado no ano registrado em um mês de outubro desde 1998 (1,44%). Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 2,70%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia.

Em outubro, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) apresentaram sinal negativo. Nos demais, destaca-se o grupo Habitação, com 1,33% de variação e 0,21 p.p. de impacto no índice do mês.

Pelo sexto mês consecutivo, o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,05%), porém bem menos intensa do que a registrada em setembro (-0,41%). Tal sequência de variações negativas ocorreu, também, no período de abril a setembro de 1997, com seis meses seguidos de queda nos alimentos. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo é de -2,14%. No ano, tal variação está em -2,02% sendo que, dos dez meses já transcorridos, sete apresentaram variação negativa. O acumulado no ano é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994.

Pelo lado das altas, o grupo Habitação, com variação de 1,33% e impacto de 0,21 p.p., dominou o IPCA do mês, sendo responsável por metade dele. Isso por conta da energia elétrica, em média 3,28% mais cara. A partir de 1º de outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, representando uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária vigente era a amarela, incidindo um adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos.

Nas regiões pesquisadas, o item variou de -2,27%, em Vitória, até 18,77%, em Goiânia. Nesta, além do reajuste médio de 15,70% no valor das tarifas (a partir de 22 de outubro), houve aumento na alíquota do PIS/COFINS. Já em Vitória, a queda foi em função da redução da alíquota do imposto. Cabe também destacar os reajustes médios de 6,84% em Brasília (em vigor desde 22 de outubro) e de 22,59% em uma das empresas pesquisadas em São Paulo a partir de 23 de outubro.

Ainda no grupo Habitação, o gás de botijão registrou variação de 4,49%, reflexo do reajuste médio, nas refinarias, de 12,90% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13kg, em vigor desde 11 de outubro.

Registre-se, também, a variação de 4,71% no gás encanado em Curitiba. Tal variação reflete o reajuste de 5,19% em vigor desde 1º de outubro.

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre -0,10%, registrado em Vitória, e 1,52%, em Goiânia. Nesta, o aumento foi impulsionado pela energia elétrica (18,77%) e pelos combustíveis (7,75%), com destaque para o preço da gasolina, em média 7,87% mais cara. Em Vitória, o movimento foi inverso, com a energia elétrica em queda de 2,27%, e a gasolina registrando redução de 1,22%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,37% em outubro. No ano, o acumulado foi de 1,62%, bem abaixo dos 6,36% registrados em igual período do ano passado, sendo a menor variação acumulada para o período desde a implantação do Plano Real. Considerando-se os últimos 12 meses, o índice foi de 1,83%, ficando acima do 1,63% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o INPC registrou 0,17%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,11% em outubro. Em setembro, o resultado havia sido de -0,57%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,58%, acima da taxa de 0,22% de setembro.

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,22%, registrado no Rio de Janeiro, e 1,50%, em Goiânia. Nesta, o aumento foi impulsionado pela energia elétrica (18,55%) e pelos combustíveis (7,89%), com destaque para o preço da gasolina, em média 7,87% mais cara. No Rio de Janeiro, a queda foi impulsionada pela refeição fora (-2,15%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de setembro a 30 de outubro (referência) com os preços vigentes no período de 30 de agosto a 27 de setembro (base).

O PIB atingiu R$ 5,996 trilhões em 2015 e a sua queda, em volume, na comparação com 2014, foi revisada de 3,8% para 3,5%, conforme mostrou ontem o IBGE

Os serviços caíram 2,7%, o primeiro resultado negativo na série com início em 1996. A agropecuária cresceu 3,3% e a indústria caiu 5,8%.

O PIB per capita (R$ 29.324) caiu 4,3% em relação a 2014. Foi a maior queda desse indicador na série com início em 1996, sendo que os recuos mais recentes ocorreram em 2014 (-0,4%) 2009 (-1,2%) e 2003 (-0,2%).

O consumo das famílias, que representa 62,5% do PIB, caiu 3,2%, a primeira queda desde 2003 (-0,4%).

A taxa de investimento retraiu para 17,8%, uma redução de 3,1 pontos percentuais (p.p.) em relação ao pico de 20,9% (2013) da série histórica 2000-2015.

O setor externo foi o único a contribuir positivamente para o PIB, com crescimento de 6,8% no volume exportado de bens e serviços, e queda de 14,2% nas importações, a maior baixa desde 1999 (-15,1%).

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de -0,02%, na apuração referente ao primeiro decêndio de novembro. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de 0,32%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de novembro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de outubro. Os dados são da FGV/IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,09%, no primeiro decêndio de novembro. No mesmo período do mês de outubro, o índice variou 0,42%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 0,25% para 0,19%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,26% para -4,44%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 1,70%, ante 1,10%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo suprimentos,que passou de -0,30% para 2,88%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -2,62%. No mês anterior, a taxa foi de -0,17%. Entre os itens com taxas em trajetória decrescente, destacam-se: minério de ferro (-2,53% para -14,95%), bovinos (1,05% para -1,67%)e cana-de-açúcar (0,29% para -1,80%). Em sentido oposto, vale mencionar: aves (-0,99% para 3,50%), mandioca (aipim) (-1,72% para 2,80%) e pedras britadas (-4,29% para 0,73%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de 0,03%, no primeiro decêndio de novembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,17%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Vestuário (1,18% para -0,35%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item roupas, cuja taxa passou de 1,56% para -0,30%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,49% para 0,11%), Educação, Leitura e Recreação (0,07% para -0,59%), Alimentação (-0,14% para -0,28%) e Despesas Diversas (0,62% para -0,01%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: gasolina (1,75% para 0,51%), passagem aérea (-1,19% para -12,92%), carnes bovinas (0,82% para -0,45%) e cigarros (0,97% para 0,17%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,05% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,52%) e Comunicação (0,12% para 0,20%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: tarifa de eletricidade residencial (-1,20% para 1,51%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,81% para 0,50%) e tarifa de telefone móvel (0,10% para 0,56%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,29%, no primeiro decêndio de novembro. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 0,06%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,64%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,04%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação. No mês anterior, este índice variou 0,08%.

No Brasil, o IBGE mostrou nesta sexta-feira que o Índice Nacional da Construção Civil – SINAPI apresentou variação de 0,16% em outubro, ficando 0,11 ponto percentual abaixo dos 0,27% do mês de setembro. Esta foi uma das menores taxas observadas no ano, ficando acima somente do índice registrado no mês de abril, 0,15%. Os últimos doze meses ficaram em 3,75%, resultado abaixo dos 4,25% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016 o índice foi significativamente mais alto, 0,64%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em setembro fechou em R$ 1.057,99, em outubro subiu para R$ 1.059,68, sendo R$ 540,58 relativos aos materiais e R$ 519,10 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,20%, caindo 0,25 p.p em relação à taxa do mês anterior (0,45%). A variação da parcela da mão de obra foi de 0,12%, índice ligeiramente superior ao do mês anterior (0,08%), porém, diferente do mês de outubro de 2016, quando a taxa apresentou alta de 1,23%, devido a reajustes salariais nos estados do Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo.

De janeiro a outubro deste ano os acumulados foram 1,78% (materiais) e 4,65% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 1,73% (materiais) e 6,00% (mão de obra).


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