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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (11). O destaque fica para a estimativa de safra nacional de grãos para o Brasil.

ÁSIA

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Na Austrália, o volume de negócios no varejo cresceu 1,2% em novembro de 2017, ajustado sazonalmente, de acordo com os últimos números do Departamento de Comércio Australiano de Estatísticas (ABS). Isso segue um aumento de 0,5% em outubro de 2017.
“Em termos dessazonalizados, os aumentos foram liderados pelas indústrias domésticas (4,5%) e outras indústrias de varejo (2,2%)”, disse o diretor do Quarterly Economy Wide Surveys, Ben James, que completou: “As vendas sazonalmente ajustadas em ambas as indústrias são influenciadas pelo lançamento do iPhone X e pela crescente popularidade das promoções em novembro, incluindo as vendas da Black Friday”.

A estimativa de tendência para o volume de negócios no varejo australiano subiu 0,1% em novembro de 2017 após um aumento (0,1%) em outubro de 2017. Em comparação com novembro de 2016, a estimativa da tendência aumentou 1,7%.

O volume de negócios no varejo on-line contribuiu com 5,5% para o volume de negócios total no varejo, em termos originais. Esta é a maior contribuição para o volume de negócios total de varejo das vendas on-line na história da série via internet.

EUROPA

Na Zona do Euro, em novembro de 2017 em relação a outubro de 2017, a produção industrial ajustada aumentou 1,0% e 0,9% na União Europeia (UE28), de acordo com as estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em outubro de 2017, a produção industrial aumentou 0,4% na EA19 e 0,5% na UE28. Em novembro de 2017 em relação a novembro de 2016, a produção industrial aumentou 3,2% na Zona do Euro e 3,5% na UE28.

Comparação mensal por grupo industrial principal e por Estado-Membro

O aumento de 1,0% na produção industrial na Zona do Euro deve-se à produção de bens de capital aumentando 3,0%, bens de consumo duráveis em 1,6%, bens intermediários em 1,1% e consumidor não durável bens em 0,1%, enquanto a produção de energia permaneceu inalterada.

Na UE28, o aumento de 0,9% deve-se à produção de bens de capital aumentando 2,4%, bens de consumo duráveis em 1,4%, bens intermediários em 0,9%, energia em 0,4% e bens de consumo não duráveis em 0,2%.

Entre os Estados-Membros para os quais os dados estão disponíveis, os maiores aumentos na produção industrial foram registrados na República Tcheca e na Alemanha (ambos + 3,6%) e no Luxemburgo (+ 3,4%), e as maiores diminuições na Irlanda (-9,4%), Croácia (-3,6%) e Hungria (-2,1%).

Comparação anual por grupo industrial principal e por Estado-Membro

O aumento de 3,2% na produção industrial na área do euro em novembro de 2017, em relação a novembro de 2016, deveu-se à produção de bens de capital aumentando 6,2% e bens de consumo intermediários e duráveis em 4,6%, enquanto a produção de energia caiu 3,4% e os bens de consumo não duráveis em 0,1%.

Na UE28, o aumento de 3,5% deve-se à produção de bens de capital aumentando 6,8%, bens intermediários em 4,8%, bens de consumo duráveis em 4,6% e bens de consumo não duráveis em 0,3%, enquanto a produção de energia caiu em 2,0%.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, os maiores aumentos da produção industrial foram registrados na Eslovênia (+ 9,9%), na Romênia (+ 9,3%) e na República Checa (+ 8,5%). Diminuições foram observadas na Irlanda (-10,1%), Holanda (-4,7%), Dinamarca (-2,7%) e Croácia (-1,6%).

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o índice de Preços no Produtor para a demanda final caiu 0,1% em dezembro, ajustado sazonalmente, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos hoje. O resultado ficou abaixo das estimativas de 0,2%. Os preços da demanda final avançaram 0,4% em novembro e outubro. Em uma base não ajustada, o índice de demanda final subiu 2,6% em 2017 após um aumento de 1,7% em 2016.

A maior parte do declínio de dezembro no índice de demanda final é atribuível a uma redução de 0,2% nos preços dos serviços de demanda final. O índice para produtos de demanda final permaneceu inalterado.

Os preços da demanda final menos alimentos, energia e serviços comerciais subiram 0,1% em dezembro, depois de subir 0,4% em novembro. Em 2017, o índice de demanda final menos alimentos, energia e serviços comerciais subiu 2,3%, depois de um avanço de 1,8% em 2016.

Nos Estados Unidos, para a semana fechado no dia 06 de janeiro, o índice de pedidos iniciais de seguro desemprego, ajustado, foi de 261 mil, alta de 11 mil do nível não revisado de semana anterior da semana anterior, acima da estimativa de 246 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 250.750, alta em 9 mil da média não revisada da semana anterior de 241,750.

Os procedimentos de reclamação continuam interrompidos nas Ilhas Virgens. O processo de reivindicação em Porto Rico ainda não retornou ao normal.

A taxa de antecipada para o benefício, ajustada, foi de 1,3% para a semana que terminou em 30 de dezembro, queda de 0,1 ponto percentual em relação à taxa não revisada da semana anterior. O número de adiantamento para ajuste sazonal do seguro durante a semana que terminou em 30 de dezembro foi de 1.867 milhão, queda de 35 mil do nível revisado da semana anterior. Este é o nível mais baixo para o desemprego segurado desde 29 de dezembro de 1973, quando era 1.805 milhão.

BRASIL

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de 0,75%, na apuração referente ao primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de 0,73%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de janeiro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de dezembro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 1,03%, no primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período do mês de dezembro, o índice variou 0,96%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 0,47% para 0,70%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,73% para 3,66%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 1,04%, ante 1,47%, no mês anterior. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 4,02% para 1,95%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,42%. No mês anterior, a taxa foi de 0,96%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: minério de ferro (1,99% para 6,59%), cana-de-açúcar (0,46% para 1,05%) e milho (em grão) (1,34% para 2,22%). Em sentido oposto, vale mencionar: soja (em grão) (0,70% para -1,01%), suínos (3,06% para -4,93%) e mandioca (aipim) (2,49% para -0,97%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou, no primeiro decêndio de janeiro, taxa de variação de 0,30%, a mesma do mês anterior. A principal contribuição em sentido ascendente partiu do grupo Alimentação (-0,17% para 0,44%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -4,52% para 5,05%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,14%, no primeiro decêndio de janeiro. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 0,30%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,31%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,54%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação. No mês anterior, este índice variou 0,10%.

No Brasil, de acordo com a terceira estimativa do IBGE para a safra nacional de grãos de 2018, existe a perspectiva de uma retração em 6,8% ante o resultado do ano passado.
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2018 foi estimada em 224,3 milhões de toneladas. A redução deve-se, principalmente, às menores produções previstas para o milho e a soja. Em relação ao prognóstico anterior, houve um acréscimo de 4,8 milhões de toneladas (2,2%), devido as boas condições climáticas observadas em dezembro, que proporcionaram impactos positivos, principalmente na produção de soja (3,8%), milho 1ª safra (3,1%) e arroz (2,1%). Os números foram apresentados hoje.

Já a estimativa de dezembro para a safra nacional de grãos de 2017 totalizou 240,6 milhões de toneladas, 29,5% (54,8 milhões de toneladas) maior que em 2016 (185,8 milhões de toneladas). A área a ser colhida (61,2 milhões de hectares) cresceu 7,2% frente a 2016 (57,1 milhões de hectares). Em relação à informação de novembro (241,9 milhões de toneladas), a estimativa da produção diminuiu 0,5%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 94,4% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve aumento de 2,2% na área da soja, de 19,3% na área do milho e de 4,3% na área de arroz. Na produção, ocorreram acréscimos de 19,4% para a soja, 55,2% para o milho e 17,2% para o arroz. As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Nessa avaliação para 2017, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,3%, seguido pelo Paraná (17,3%) e Rio Grande do Sul (14,7%), que, somados, representaram 58,3% do total nacional previsto.

Neste terceiro prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2018 foi estimada em 224,3 milhões de toneladas, 6,8% menor que o total obtido na safra colhida em 2017. Este declínio deve-se, principalmente, às menores produções previstas para o milho (15,0 milhões de toneladas) e para a soja (2,7 milhões de toneladas).

Entre os cinco produtos de maior importância para a próxima safra, três devem apresentar variações negativas na produção: arroz em casca (-5,9%), milho 1ª safra (-14,4%) e soja em grão (-2,4%). As possíveis variações positivas são: algodão herbáceo em caroço (4,7%) e feijão 1ª safra (5,0%). Neste prognóstico, as informações de campo representaram 98,1% da produção nacional prevista, enquanto que as projeções responderam por apenas 1,9% do total agora estimado.

As principais culturas

ARROZ (em casca) – O terceiro prognóstico da produção de arroz para 2018 é de 11,7 milhões de toneladas, aumento de 2,1% em relação ao levantamento realizado em novembro e redução de 5,9% em relação ao obtido em 2017.

SOJA (em grão) – A terceira estimativa de produção para 2018 totalizou 112,3 milhões de toneladas, acréscimo de 3,8% em relação ao mês anterior e redução de 2,4% em relação à safra de 2017. A área a ser plantada é de 34,5 milhões de hectares, aumento de 1,2% em relação ao mês anterior e aumento de 1,7% em relação a 2017.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção de café em 2018 é de 3,2 milhões de toneladas (53,2 milhões de sacas de 60 kg), aumento de 14,9% em relação à safra 2017. Para o café arábica, a produção estimada é de 2,5 milhões de toneladas, ou 41,4 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 18,6%, representando 77,8% do total a ser colhido de café.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção de feijão para a safra 2018 é de 3,4 milhões de toneladas, aumento de 4,2% em relação à safra colhida em 2017. A 1ª safra deve produzir 1,6 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 519,6 mil toneladas.

MILHO (em grão) – O terceiro prognóstico de milho em grão estima uma produção de 84,5 milhões de toneladas em 2018, queda de 15,1% em relação à safra de 2017. A safra 2017 foi recorde em decorrência dos aumentos substanciais da área plantada e do rendimento médio, alcançando 99,6 milhões de toneladas, o que eleva a base de comparação para a produção no próximo ano.

CANA-DE-AÇÚCAR – A área colhida entre novembro e dezembro teve uma redução de 7,9% enquanto a produção teve queda de 3,8%. Por outro lado, o rendimento médio foi ajustado positivamente em 4,5%, passando de 70 886 kg/ha em novembro, para 74 044 kg/ha em dezembro. As alterações foram influenciadas, em sua maior parte, por São Paulo, responsável por 53,8% do total produzido no País. No estado, a área plantada foi reduzida em 12,8% e a produção em 6,3%, estimada em 370,0 milhões de toneladas. O rendimento médio, no entanto, aumentou 8,9%, com 78 241 kg/ha.

No Brasil, o IBGE apresentou, nesta quinta-feira, a pesquisa da produção industrial nacional, que mostrou aumento de 0,2%, sendo que em oito dos 14 locais pesquisados mostraram taxas positivas na passagem de outubro para novembro de 2017, na série com ajuste sazonal.

Os avanços mais acentuados foram no Espírito Santo (5,8%), com a segunda expansão consecutiva e acumulando nesse período ganho de 7,0%; Bahia (3,5%), eliminando parte da perda de 8,0% acumulada em setembro e outubro; Pernambuco (2,6%), que voltou a crescer após dois meses consecutivos de queda, e Minas Gerais (2,4%), que recuperou parte da redução de 3,4% acumulada entre julho e outubro de 2017. Rio Grande do Sul (1,4%), Pará (1,1%), São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro de 2017.

Por outro lado, os resultados negativos mais intensos nesse mês foram no Amazonas (-3,7%), que devolveu o avanço de 3,7% observado em outubro; Rio de Janeiro (-2,9%), eliminando parte da expansão de 13,3% acumulada entre agosto e outubro; e Ceará (-2,3%) voltando a recuar após crescer 1,1% em outubro, quando interrompeu quatro meses consecutivos de queda na produção. As demais taxas negativas foram no Paraná (-0,9%), Goiás (-0,6%) e Santa Catarina (-0,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria subiu 0,3% no trimestre encerrado em novembro de 2017 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória ascendente iniciada em abril de 2017. Em termos regionais, ainda na série ajustada, sete locais apontaram taxas positivas, com destaque para os avanços mais acentuados no Rio de Janeiro (2,1%) e Espírito Santo (1,2%). Por outro lado, Bahia (-1,6%) e Ceará (-0,8%) tiveram os recuos mais intensos em novembro de 2017.

Na comparação com igual mês de 2016, a indústria mostrou crescimento de 4,7% em novembro de 2017, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos.


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