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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (23). O destaque fica para o Monitor do PIB da FGV para o Brasil.

ÁSIA

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Na Ásia não foram apresentados indicadores.

EUROPA

Na Europa, a economia da Zona do Euro está mostrando sinais de aceleração no quarto trimestre, com altas plurianuais observadas para todos os principais indicadores de produção, demanda de emprego e inflação em novembro. A atividade comercial e os preços aumentaram nas taxas mais íngremes por mais de seis anos, enquanto a maior acumulação de trabalho incompleto por mais de uma década incentivou as empresas a assumir a equipe a uma taxa não observada há 17 anos.

O índice IHS Markit Eurozone PMI subiu para 57,5 em novembro, de acordo com a estimativa (com base em aproximadamente 85% das respostas finais), acima de 56,0 em outubro e maior desde abril de 2011.

O índice Composto de Saída, PMI, está em 57,5 para novembro (56,0 em outubro), alta de 79 meses.

O índice da Atividade de Serviços, PMI, estava em 56.2 para novembro (55.0 em outubro), alta de 6 meses.

O índice de Produção Industrial, PMI, para novembro está em 60,8 (58,8 em outubro), alta de 81 meses.

O índice de Fabricação da Zona do Euro para novembro está em 60,0 (58,5 em outubro), alta de 211 meses.

Na Alemanha, o IHS Markit Composto de Saída registrou 57,6 em novembro, acima de 56,6 em outubro e chegando apenas timido no máximo de seis anos e meio.

O setor manufatureiro continuou a liderar o crescimento e registrou o maior aumento nos volumes de produção desde abril de 2011. A atividade comercial na economia de serviços aumentou de forma sólida e ligeiramente mais rápida do que em outubro, embora a diferença de desempenho entre os dois setores tenha sido a mais ampla visto em mais de sete anos e meio.

A estimativa do IHS Markit PMI de Manufatura subiu para 62,5 em novembro, ante 60,6 em outubro e sinalizando a segunda maior melhoria nas condições de negócios desde que a pesquisa começou em abril de 1996.

O índice Composito de Saída, PMI, s egue em 57,6 no mês de novembro (56,6 em outubro), alta de 2 meses.
O índice da Atividade de Serviços, PMI, está em 54,9 em novembro (54,7 em outubro), alta de 2 meses.

O índice de Manufatura, PMI, estava em 62,5 em novembro (60,6 em outubro), alta de 81 meses.

O índice de Saída de Manufatura, PMI, está em 62,9 (60,2 em outubro), alta de 79 meses.

Na França, o crescimento no setor privado continuou em novembro, de acordo com os últimos dados da estimativa. De fato, a taxa de expansão acelerou do período de pesquisa anterior com o índice de saída composta do IHS Markit, que se baseia em cerca de 85% das respostas mensais usuais de pesquisa, registrando uma alta de seis anos e meio de 60,1, acima de 57,4 em outubro. O aumento do resultado manteve-se amplamente baseado em ambos os setores de fabricação e serviços.

Além disso, a taxa de crescimento acelerou em cada instância, atingindo 79 e 78 meses, respectivamente. O ritmo de expansão nos prestadores de serviços ultrapassou o valor registrado pelas empresas produtoras de produtos pela primeira vez desde julho

O índice Composto de Saída, PMI, está em 60,1 para novembro (78 meses de alta).

O índice de Atividades de Serviços, PMI, sobe para 60,2 em novembro (57,3 em outubro), alta de 78 meses.

O índice de saída de Manufatura, PMI, sobe para 59,7 (57,5 em outubro), 79 meses de alta.

O índice PMI de Manufatura aumenta para 57,5 (56,1 em outubro) 79 meses de alta.

No Reino Unido, o produto interno bruto (PIB) em termos de volume foi estimado em 0,4% entre o trimestre (abril a junho) e o no terceiro trimestre (julho a setembro) 2017, não revisado a partir da estimativa preliminar do PIB.

O setor de serviços seguiu forte para o crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2017, com os componentes da abordagem de produção amplamente não revisados a partir da estimativa preliminar.

A taxa de crescimento nas despesas de consumo final das famílias aumentou para 0,6% entre o segundo e terceiro trimestres, com as compras de automóveis em recuperação no 3T17 ante o 2T17. O crescimento do investimento empresarial aumentou para 0,2% entre o trimestre e o trimestre 3 2017. O PIB per capita foi estimado em 0,3% entre os trimestres 2º e 3º de 2017.

ESTADOS UNIDOS

Em feriado e sem indicadores.

BRASIL

No Brasil, o Monitor do PIB-FGV apresentado nesta quinta-feira sinalizou o crescimento de 0,1% do PIB no terceiro trimestre, comparado ao segundo trimestre e de 0,1% no mês de setembro, em comparação ao mês de agosto, de acordo com a série ajustada sazonalmente. Considerando que este é um trimestre excepcional para as estimativas do Monitor do PIB-FGV, já que na divulgação do terceiro trimestre das Contas Nacionais Trimestrais, o IBGE irá incorporar os resultados definitivos recém divulgados do PIB de 2015, revisando a taxa negativa de -3,8% (do PIB Tri) para -3,5%, e alterando os resultados de 2016 e 2017, anteriormente divulgados. Era imprescindível, portanto, emular tais procedimentos, a despeito das limitações deste exercício.

A atenção segue para a taxa de variação do PIB de 2016, estimado pelo Monitor do PIB-FGV, se torna menos negativa (de -3,6% para -3,4%) e os trimestres de 2017 também sofrem alterações.

Em termos monetários, o PIB de 2016 foi de R$ 6,26 trilhões, enquanto o PIB acumulado em 2017 até o mês de setembro, em valores correntes, alcançou a cifra estimada em aproximadamente de R$ 4,91 trilhões. Para se obter os números de 2016 foi usada a Tabela de Recursos e Usos disponibilizada, de 12 setores do IBGE a valores correntes. Para os meses dos dois primeiros trimestres de 2017 foram utilizados os deflatores do PIB-Tri do IBGE anteriormente divulgados. Para os meses deste terceiro trimestre de 2017 foram utilizados os deflatores desenvolvidos pela equipe do Monitor do PIB-FGV.

“No mês de setembro, a economia continuou a crescer e no terceiro trimestre se completaram 3 trimestres de taxas positivas na série com ajuste sazonal. Nessa comparação, a agropecuária após um primeiro trimestre espetacular apresentou no segundo e terceiro trimestres taxas de variação negativas, enquanto a indústria e os serviços foram positivos. A indústria de transformação e o comércio apresentam os melhores resultados. Surpreende a taxa positiva (+0,2%) da Construção após 10 trimestres de resultados negativos.”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Vale a pena destacar as desagregações dos elementos pela ótica da demanda, exclusivas do Monitor do PIB-FGV, que possibilitam uma análise mais robusta, e que já permitia antecipar esse processo de recuperação: São eles o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo.

O consumo das famílias continua puxando o crescimento pela ótica da demanda; a reação do consumo iniciou em março com os resultados positivos do consumo de bens semiduráveis (vestuário, calçados etc.), passou para os bens duráveis (autos, televisores, etc.) a partir de maio, abrangeu o consumo dos não duráveis (alimentação, gasolina, etc.) a partir de junho e, em setembro a única taxa trimestral interanual ainda negativa é a de serviços (-0,1%).

A Formação Bruta de Capital Fixo, por sua vez, apresenta pela primeira vez em 40 meses (desde abril de 2014) resultado positivo na taxa trimestral móvel interanual (+0,2%); este resultado não é melhor devido ao fraco desempenho da construção civil (-5,3%), pois, o componente máquinas e equipamentos já vinha sinalizando com taxas timidamente positivas desde janeiro e, em setembro, apresenta resultado expressivo (9,7%), com resultado positivo também para sua importação.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 1,3%, no terceiro trimestre. Os destaques foram os desempenhos da agropecuária (+10,2%), da transformação (+3,3%), do comércio (+5,3%) e dos transportes (+3,6%). A construção, embora apresente tendência ascendente, ainda se encontra em significativa retração (-6,4%), enquanto serviços de informação vêm apresentando taxas mais negativas desde o trimestre findo em maio de 2017, chegando a -4,9% no terceiro trimestre. Na taxa mensal interanual, o PIB apresentou crescimento de 1,3% no mês de setembro, sendo esta a quinta taxa mensal positiva consecutiva.

O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,8% no terceiro trimestre, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016. Todos os bens de consumo continuam com aceleração do crescimento: o consumo de bens não duráveis cresceu 2,5%, o de semiduráveis 11,6%, e o consumo de duráveis 11,7%. A única taxa negativa, ainda que ínfima, foi a de consumo de serviços (-0,1%). Em termos da série ajustada sazonalmente, há três trimestres consecutivos o consumo das famílias é positivo e neste terceiro trimestre foi de 0,9%, comparativamente ao segundo. Adicionalmente, há 2 trimestres todos seus componentes se mostram positivos em relação aos trimestres anteriores.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) apresentou crescimento de 0,2% no terceiro trimestre, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016; esta é a primeira variação positiva da FBCF após 40 meses consecutivos de queda. Todos os componentes da FBCF apresentaram melhora com relação as taxas divulgadas nos meses recentes

A taxa de investimento (FBCF/PIB), a preços constantes, após alcançar o ápice de 24,3% em outubro de 2013, declinou sistematicamente até o início de 2017 e, no mês de setembro do corrente ano, apresenta sinais de melhora chegando a 18,1%.

A exportação apresentou crescimento de 6,8% no terceiro trimestre, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016, e tem sido crescentemente positiva desde o primeiro trimestre.

O destaque positivo se deve ao desempenho da exportação dos produtos da agropecuária (+38%), da extrativa mineral (+12,9%), de bens de consumo duráveis (+31,7) e de bens intermediários (+11,1%).

A importação apresentou crescimento de 6,9% no terceiro trimestre, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016. Chama a atenção o desempenho positivo de todas as categorias de bens, à exceção dos bens de consumo duráveis cuja taxa é negativa em 8,1%.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,32% em novembro e ficou 0,02 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de outubro (0,34%). O acumulado no ano está em 2,58%, inferior aos 6,38% do mesmo período de 2016. Esse foi o menor acumulado para um mês de novembro desde 1998 (1,52%). Já o acumulado nos últimos doze meses ficou em 2,77%, acima dos 2,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A energia elétrica, do grupo Habitação (1,33%) foi o item com o maior impacto individual no índice de novembro. Com variação de 4,42% e 0,16 p.p. de impacto, as contas de luz responderam por metade do IPCA-15 de novembro. O novo valor do patamar 2 da bandeira vermelha entrou em vigor no dia 1º de novembro e passou a adicionar R$ 5,00 para cada 100kwh consumidos. O item ficou entre o 1,12% registrado na região metropolitana de Fortaleza e os 21,21% de Goiânia.

Em Goiânia, houve reajuste médio de 15,70% no valor das tarifas a partir de 22 de outubro. Cabe destacar, ainda, os reajustes médios de 6,84% em Brasília, também desde 22 de outubro, e de 22,59% em uma das empresas pesquisadas na região metropolitana de São Paulo, a partir de 23 de outubro.

Ainda no grupo Habitação, o preço do gás de botijão subiu 3,30%, com impacto de 0,04 p.p. Regionalmente, as variações oscilaram entre 0,14% na região metropolitana do Rio de Janeiro e 9,44% na região metropolitana de Recife. A partir de 05 de novembro, a Petrobrás reajustou o preço dos botijões de 13kg nas refinarias em 4,5%, em média.
A taxa de água e esgoto (0,30%), também do grupo Habitação, refletiu os reajustes de 7,89% em São Paulo, a partir de 10 de novembro e de 4,33% em Fortaleza, em vigor desde 23 de setembro.

O grupo Transportes (0,27%) foi influenciado pela gasolina (variação de 1,53% e 0,06 p.p. de impacto) e pelo etanol (2,78% e 0,03 p.p.). No ônibus intermunicipal (0,45%), destaca-se a variação de 7,40% na região metropolitana de Porto Alegre, devido ao reajuste médio de 7,76%, em vigor desde 16 de outubro. Por outro lado, as passagens aéreas vieram com queda de 10,10% e -0,04 p.p. de impacto, após alta de 7,35% em outubro. Nos demais grupos de produtos e serviços pesquisados, destacam-se os Artigos de residência (-0,35%), em razão da queda dos preços dos eletrodomésticos (-1,19%).

O grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,25%. Belo Horizonte (0,33%), Rio de Janeiro (0,02%) e Brasília (0,01%) se destacaram, com variações positivas de um mês para o outro. As demais áreas ficaram entre -0,87%, da região metropolitana de Salvador e -0,19%, das regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre.

Os preços dos alimentos para consumo no domicílio caíram, em média, 0,45%, com destaque para: feijão-carioca (-7,03%), açúcar refinado (-4,52%), farinha de mandioca (-4,25%), açúcar cristal (-3,81%) e ovos (-3,69%). No lado das altas sobressaem a batata-inglesa (19,59%), a cenoura (13,39%) e as carnes (0,22%). Já a alimentação fora de casa subiu, em média, 0,10%. As variações regionais oscilaram entre a queda de 1,05% na região metropolitana de Curitiba e a alta de 2,26% da região metropolitana de Belém.

O IPC-S de 22 de novembro de 2017 apresentou variação de 0,32%, 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Os números da FGV/IBRE revelaram também que na apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (-0,32% para 0,01%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -12,44% para -4,93%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,66% para 0,79%), Vestuário (-0,52% para -0,27%) e Habitação (0,75% para 0,80%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: gasolina (1,63% para 2,51%), roupas (-0,53% para -0,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (-0,78% para -0,61%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Alimentação (-0,12% para -0,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,47% para 0,31%), Comunicação (0,49% para 0,23%) e Despesas Diversas (0,10% para 0,01%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (2,75% para -0,99%), medicamentos em geral (0,27% para 0,05%), tarifa de telefone residencial (-0,15% para -1,14%) e alimentos para animais domésticos (-0,86% para -1,20%), respectivamente.

A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 30.11.2017, será divulgada no dia 01.12.2017.

O levantamento mensal calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostrou que a intenção dos micro e pequenos empresários (MPEs) em procurar crédito pelos próximos 90 dias subiu de 10,4 pontos em setembro para 13,0 pontos no último mês de outubro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, também houve um leve crescimento, uma vez que o índice se encontrava em 12,3 pontos. Os números foram apresentados hoje.

De acordo com o levantamento, apesar da melhora do indicador, em termos percentuais, somente 9% dos micro e pequenos empresários das capitais e do interior do país manifestam a intenção de buscar crédito no horizonte de três meses. Oito em cada dez (84%) empresários consultados não possuem interesse em contratar qualquer linha de financiamento para seus negócios e 6% ainda não sabem. Conseguir manter o negócio com recursos próprios é a principal razão apontada por aqueles que não pretendem buscar recursos de terceiros (39%). Além desses, 26% mencionam as altas taxas de juros e 15% dizem estar inseguros com as condições econômicas do país.

Para quem vai investir, o capital próprio aparece como o principal recurso. A maioria (60%) desses empresários usará o dinheiro do próprio bolso, seja na forma de aplicações ou investimentos (46%) ou então a partir da venda de algum bem (14%). Há ainda 19% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras. Quando questionados do motivo de utilizar capital próprio para investir no negócio, a maioria desses empresários justificou o fato de os juros bancários serem muito elevados (67%).


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