Clicky

MetaTrader 728×90

Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (09). O destaque fica para o setor de trabalho do Estados Unidos.

ÁSIA

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Na China, a taxa de inflação acelerou para 1,9% em outubro em relação ao ano anterior, superando as expectativas do mercado, conforme os dados do Departamento Nacional de Estatísticas (NBS). O índice de preços ao consumidor (CPI) deveria aumentar 1,8% em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 1,6% em setembro.

Os preços dos produtores subiram 6,9% em relação ao ano anterior, inalterados em relação ao aumento do mês anterior. Os analistas predisseram que o PPI aumentaria 6,6%.

A economia chinesa registrou crescimento melhor do que o esperado em quase 6,9% nos primeiros nove meses deste ano, impulsionado em grande parte por uma recuperação em sua fabricação e manufatura graças aos fortes gastos de infraestrutura do governo, um mercado imobiliário resiliente e uma força inesperada nas exportações.

Mas a atividade de propriedade e construção, dois dos principais impulsionadores do crescimento da economia, está começando a diminuir sob o peso das medidas governamentais para esfriar os preços da habitação aquecida e maiores custos de empréstimos.

No Japão, a medida da avaliação das pessoas para a economia local se fortaleceu inesperadamente em outubro para o nível mais forte em mais de três anos e meio, mostrou o levantamento do Gabinete do Governo.

O índice atual do levantamento de observadores da economia subiu para 52,2 em outubro, de 51,3 em setembro. Enquanto isso, os economistas esperavam que o índice caísse para 50,8. Além disso, a última leitura foi a mais alta desde março de 2014, quando foi de 53,8. Qualquer leitura acima de 50 indica otimismo e uma pontuação abaixo de 50 sugere pessimismo.

O índice de perspectivas também melhorou notavelmente para uma alta de 46 meses de 54,9 em outubro, de 51,0 no mês anterior. A previsão é de alta em 51,5.

EUROPA

Na Alemanha, a exportação de bens ficou no valor de €110,4 bilhões e os bens importados no valor de €86,3 bilhões em setembro de 2017. O dados provisórios são do Escritório Federal de Estatísticas (Destatis).

As exportações alemãs aumentaram 4,6% e as importações em 5,5% em setembro de 2017 ano a ano. Depois de ajustado o calendário, as exportações diminuíram 0,4% e as importações 1,0% em relação a agosto de 2017. A balança comercial apresentou um superávit de €24,1 bilhões em setembro de 2017. Em setembro de 2016, o superávit totalizava €23,7 bilhões.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego para a semana encerrada em 4 de novembro ficaram em 239 mil, alta de 10 mil do nível não revisado da semana anterior de 229 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 231.250, uma diminuição de 1.250 da média não revisada da semana anterior de 232.500. Este é o nível mais baixo para esta média desde 31 de março de 1973, quando eram 227.750.

Os procedimentos de reclamação continuam a ser severamente interrompidos nas Ilhas Virgens. A capacidade de reivindicação melhorou em Porto Rico e agora estão processando reclamações atrasadas.

A taxa de desemprego ajustada foi de 1,4% na semana que terminou em 28 de outubro, um aumento de 0,1 p.p em relação à taxa não revisada da semana anterior. O número de adiantamento para ajuste sazonal para o seguro durante a semana que terminou em 28 de outubro foi de 1.901.000, um aumento de 17.000 do nível não revisado da semana anterior de 1.884.000. Os dados são do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos e foram apresentados nesta quinta-feira.

BRASIL

No Brasil, no terceiro trimestre de 2017, as taxas de retorno da renda, capital e total foram de, respectivamente, 1,67%, -0,27% e 1,40%, sobre o trimestre anterior. A taxa de retorno do capital apresentou o sexto trimestre consecutivo de retração, intensificando o ritmo de queda com relação ao segundo trimestre de 2017. A taxa de retorno da renda novamente desacelerou com relação ao trimestre anterior, apesar da queda nos preços captada pela menor rentabilidade do capital. A taxa de retorno anualizada continuou a tendência de redução observada desde o último trimestre de 2013. Os dados são da FGV/IBRE.

No terceiro trimestre de 2017, as taxas anualizadas de retorno da renda, capital e total foram de, respectivamente, 7,52%, -0,81% e 6,66%. A taxa anualizada de retorno do capital apresentou a quarta variação negativa consecutiva. Os resultados da rentabilidade do setor imobiliário comercial durante o terceiro trimestre de 2017 continuam a refletir o ritmo lento da recuperação do nível de atividade econômica após a recessão terminada no último trimestre de 2016.

No Brasil, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país no ano que vem deverá ser 8,9% abaixo da safra de 2017. A estimativa é do primeiro prognóstico da safra de 2018, divulgado hoje pelo IBGE. De acordo com o levantamento, a safra deverá ficar em torno de 220,2 milhões de toneladas em 2018, 21,4 milhões a menos do que a produção esperada para este ano.

São esperadas quedas nas três principais lavouras de grãos do país: soja (-6,3%), milho (-14,4%) e arroz em casca (-6,8%). Também é esperado um recuo na produção de algodão herbáceo em caroço (-1,5%). Dentre as cinco principais lavouras, apenas o feijão em grão deverá ter aumento na safra: 1,3%.

As cinco regiões do país deverão ter queda na safra no ano que vem, em relação a esse ano: Norte (-3,2%), Nordeste (-5,8), Sudeste (-4,8%), Sul (-12,3%) e Centro-Oeste (-8%).

O IBGE também divulgou hoje sua décima estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2017, realizada em outubro. De acordo com a nova estimativa, a safra deste ano deverá ser 0,2% menor do que a estimada pelo nono levantamento, realizado em setembro.

Ainda assim, espera-se que o ano seja encerrado com uma safra 30% superior à observada em 2016: 241,6 milhões de toneladas, ou 55,8 milhões de toneladas a mais do que no passado.

Entre as principais lavouras, a soja deverá fechar 2017 com uma alta de 19,4% e o arroz com um crescimento de 16%. O milho teve aumento de 27,3% na primeira safra do ano e de 72% na segunda safra, de acordo com o IBGE.


Assuntos desta notícia