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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quarta-feira (13). O destaque fica para o estoque de petróleo bruto dos Estados Unidos.

ÁSIA

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No Japão, o Índice de Preços ao Produtor manteve-se inalterado em agosto se comparado com o mês anterior. O Índice de Preços de Exportação (base de moeda do contrato) aumentou 0,6% em relação ao mês anterior. O Índice de Preços de Importação (base de moeda do contrato) aumentou 0,2% em relação ao mês anterior. Os dados preliminares foram apresentados hoje pelo Banco do Japão.

EUROPA

Na Europa, em julho de 2017 em relação a junho de 2017, a produção industrial dessazonalizada aumentou 0,1% na Zona do Euro (EA19), enquanto diminuiu 0,3% na UE28, de acordo com as estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em junho de 2017, a produção industrial caiu 0,6% em ambas as zonas. Em julho de 2017 em relação a julho de 2016, a produção industrial aumentou 3,2% na EA19 e 3,1% na UE28.

O aumento de 0,1% na produção industrial na área do euro em julho de 2017, em comparação com junho de 2017, deve-se à produção de bens de capital aumentando 0,8%, bens de consumo duráveis em 0,7% e bens intermediários em 0,5%, enquanto a produção de bens de consumo não duráveis diminuíram 0,4% e a energia em 1,2%.

Na UE28, a queda de 0,3% deve-se à produção de energia caindo 1,1% e aos bens de consumo não duráveis em 0,6%, enquanto a produção de bens de consumo duráveis aumentou 0,2% e a dos bens intermediários e bens de capital em 0,4%.

Na Europa, o número de pessoas empregadas aumentou 0,4% na Zona do Euro (EA19) e na UE28 no segundo trimestre de 2017 em comparação com o trimestre anterior, de acordo com as estimativas das contas nacionais publicadas pelo Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. No primeiro trimestre de 2017, o emprego aumentou 0,5% em ambas as áreas, ajustados.. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o emprego aumentou 1,6% na EA19 e 1,5% na UE28 no segundo trimestre de 2017 (depois das altas de 1,6% e 1,5%, respectivamente, no primeiro trimestre de 2017).

Na Alemanha, os preços ao consumidor subiram em 1,8% em agosto de 2017 quando comparado com o mesmo período de 2016. A taxa de inflação – medida pelo índice de preços ao consumidor – aumentou ligeiramente pelo terceiro mês consecutivo. Em comparação com julho de 2017, o índice de preços ao consumidor subiu 0,1% em agosto de 2017. Os dados do Escritório Federal de Estatística (Destatis) apresentados hoje confirmam e estimativa de 30 de agosto de 2017. Um dos principais motivos da elevação da taxa de inflação em agosto de 2017 foi o desenvolvimento dos preços da energia. Em agosto de 2017, os preços da energia subiram 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho de 2017, a taxa de aumento do preço da energia foi de + 0,9%.

O Destatis mostrou também que os preços de venda no comércio por atacado aumentaram 3,2% em agosto de 2017 em relação ao mês correspondente do ano anterior. Em julho de 2017 e em junho de 2017, as taxas de variação homólogas foram altas em 2,2% e 2,5%, respectivamente. De julho de 2017 a agosto de 2017, o índice subiu 0,3%.

No Reino Unido, as estimativas da Pesquisa de Força de Trabalho mostram que, entre fevereiro a abril de 2017 e maio a julho de 2017, o número de pessoas no trabalho aumentou, o número de pessoas desempregadas caiu e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 64 anos não trabalha e não busca ou disponível para trabalhar (economicamente inativo) também caiu. Havia 32,14 milhões de pessoas no trabalho, 181 mil a mais do que em fevereiro a abril de 2017 e 379 mil a mais do que no ano anterior. A taxa de emprego (a proporção de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 64 anos que estavam no trabalho) foi de 75,3%, a maior desde que os registros comparáveis começaram em 1971.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor para a demanda final avançou 0,2% em agosto, com ajuste sazonal, informou hoje o Departamento do Trabalho. Os preços da demanda final diminuíram 0,1% em julho e subiram 0,1% em junho. Em uma base não ajustada, o índice de demanda final aumentou 2,4% nos 12 meses encerrados em agosto.

Na metade de agosto, o índice de bens de demanda final subiu 0,5%. Os preços dos serviços de demanda final aumentaram 0,1%.

O índice de demanda final menos alimentos, energia e serviços comerciais aumentou 0,2% em agosto, depois de nenhuma alteração em julho. Para os 12 meses encerrados em agosto, os preços da demanda final menos alimentos, energia e serviços comerciais aumentaram 1,9%.

Nos Estados Unidos, as entradas de petróleo bruto nas refinarias para a semana encerrada no dia 08 de setembro ficaram em média a 14,1 milhões de barris por dia, ou seja, 394 mil barris por dia menos do que a média da semana anterior.

Os estoques de petróleo bruto comercial (excluindo os da Reserva Estratégica de Petróleo) subiram 5,9 milhões de barris em relação à semana anterior, volume acima da estimativa de 4,1 milhões de barris. Aos 468,2 milhões de barris, os estoques de petróleo bruto estão na metade superior da faixa média para esta época do ano. O estoque total de petróleo comercial aumentou 1,7 milhão de barris na semana passada.

A produção de gasolina aumentou no período, média de 9,9 milhões de bpd. A produção de combustível destilado diminuiu a semana passada, com média de cerca de 4,0 milhões de bpd.

As importações de petróleo bruto dos Estados Unidos ficaram, em média, a 6,5 milhões de bpd na semana passada, queda em 603 mil bpd na semana anterior. Nas últimas quatro semanas, as importações de petróleo bruto ficaram em cerca de 7,6 milhões de bpd, 7,4% abaixo do mesmo período de quatro semanas do ano passado. As importações totais de gasolina a motor (incluindo a gasolina acabada e componentes de mistura) na semana passada média ficaram a 556 mil bpd. As importações de combustível destilado, em média, estavam em 136 mil bpd na semana passada.

Os estoques totais de gasolina diminuíram 8,4 milhões de barris na semana passada, mas estão no limite superior da faixa média. Os dois estoques, gasolina acabada e componentes de mistura, diminuíram na semana passada. Os estoques de combustível destilado diminuíram 3,2 milhões de barris, mas estão no meio do intervalo médio para esta época do ano.

Os inventários de propano / propileno aumentaram 2,3 milhões de barris na semana passada e estão no meio da faixa média.

As refinarias operaram em 77,7% de sua capacidade na semana passada.

BRASIL

No Brasil, o volume de serviços no país caiu 0,8% na passagem de junho para julho deste ano. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma queda de 3,2% no setor, na comparação com julho do ano passado. Houve também recuos de 4% no acumulado do ano e de 4,6% no acumulado de 12 meses.

Em relação à receita nominal, houve queda de 0,1% na comparação com junho deste ano. No entanto, foram registradas altas de 1,9% na comparação com julho do ano passado, 1,7% no acumulado do ano e 0,7% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de junho para julho, cinco dos seis segmentos dos serviços apresentaram queda no volume: outros serviços (-2,8%), atividades turísticas (-2,1%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-2%), serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (-0,9%) e serviços de informação e comunicação (-0,8%).

O único setor que registrou alta foi o de serviços prestados às famílias, que cresceu 0,9%, puxado pelos serviços com alojamento e alimentação, com alta de 1,4%.

No Brasil, o Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria recuou 2,8 pontos no terceiro trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, atingindo 105,1 pontos. O indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas. O indicador é da FGV/IBRE e foi apresentada hoje.

“O arrefecimento da tendência da alta do Indicador de Intenção de Investimentos retrata bem a dificuldade de se acelerar investimentos em um ambiente de elevadas ociosidade e incerteza. O setor industrial coloca-se em compasso de espera por notícias que aumentem o grau de certeza quanto ao rumo da economia no horizonte de dois a três anos. Essa postura pode ser ilustrada pela ocorrência de um recorde de empresas prevendo estabilização do ritmo de crescimento dos investimentos nos próximos meses apesar de a economia apresentar uma inequívoca tendência de aceleração no momento”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

Pelo segundo trimestre consecutivo, a proporção de empresas prevendo investir mais nos 12 meses seguintes superou a das que projetam investir menos, algo que não ocorria desde 2014. Entre o segundo e o terceiro trimestres de 2017 houve redução tanto da parcela de empresas que preveem investir mais, de 25,6% para 21,1%, quanto das que preveem investir menos, de 17,7% para 16,0%. Com a menor incidência de respostas extremas, foi registrada a maior proporção de empresas prevendo estabilidade dos investimentos na série iniciada em 2012. Este resultado foi possivelmente afetado pelo aumento do grau de incerteza em relação à execução do plano de investimentos na comparação com a Sondagem do segundo trimestre, cuja apuração foi quase inteiramente realizada no período anterior à crise política iniciada em 17 de maio.

Neste trimestre as empresas industriais também foram consultadas quanto ao grau de certeza em relação à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.

A proporção de empresas que estão certas em relação à execução do plano de investimentos (28,2%) superou a proporção de empresas incertas (27,3%) pelo terceiro trimestre consecutivo. Mas nos dois trimestres anteriores, as respostas denotavam um maior grau de certeza. No trimestre anterior estas proporções haviam sido de 25,0% e 21,3%, respectivamente. O resultado segue em linha com o Indicador Mensal de Incerteza Econômica do IBRE, que depois de um expressivo aumento em junho, manteve-se elevado em termos históricos em julho e agosto.

No Brasil, a inadimplência do consumidor caiu 3,1% em agosto, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC, considerando a avaliação com ajuste sazonal. Na análise acumulada em 12 meses (setembro de 2016 até agosto de 2017 frente aos 12 meses antecedentes) houve retração 2,1%. Nos valores acumulados no ano, a inadimplência ainda apresenta retração de 1,0% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2016, o indicador apresentou 3,7%.

As adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e consequentemente contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência. Mantendo a perspectiva de pequeno crescimento da economia e renda, juros menores e inflação controlada, espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, expandindo a renda disponível das famílias, fatores que deverão colaborar para a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência em 2017.


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