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Este é um resumo dos indicadores econômicos das principais agendas globais. O destaque é a prévia do Produto Interno Bruto do Brasil.

ÁSIA

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No Japão, o superávit comercial diminuiu em março, com o crescimento das importações superando as exportações. O Ministério das Finanças informou um superávit comercial de mercadorias para março ficou em ¥ 614,7 bilhões, abaixo de um excedente de ¥ 813,4 trilhões em fevereiro. Analistas, em uma previsão mediana, esperavam excedente de ¥ 575,8 bilhões. As exportações subiram 12% em março, depois de um ganho de 11,3% no mês anterior. As exportações aumentaram por quatro meses consecutivos, parcialmente compensando uma queda de 15 meses. As importações japonesas subiram 15,8% nos 12 meses até março, após um ganho de 1,2% em fevereiro.

EUROPA

Na Alemanha, em março de 2017, o índice de preços nos produtos industriais aumentou 3,1% em relação ao mês correspondente do ano anterior. Também em fevereiro de 2017, a taxa de variação anual foi de 3,1%, conforme informado pelo Escritório Federal de Estatística.

Em comparação com o mês anterior de fevereiro de 2017, o índice geral não se alterou em março de 2017 (0,2% em fevereiro e 0,7% em janeiro).

Em março de 2017, os índices de preços de todos os principais grupos industriais aumentaram em relação a março de 2016: os preços da energia subiram 4,5%, embora os preços dos diferentes portadores de energia divergissem. Os preços dos produtos petrolíferos aumentaram 16,2%, enquanto os preços do gás natural (distribuição) diminuíram 7,2%. Os preços dos bens intermédios aumentaram 3,9%, os preços dos bens de consumo não duráveis em 2,7%. Os preços dos bens de consumo duráveis aumentaram 1,2% e os preços dos bens de capital em 1,0%. O índice geral desconsiderando a energia aumentou 2,6% em relação a março de 2016 e 0,3% em relação a fevereiro de 2017.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, na  semana que terminou em 15 de abril, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ajustados ficaram em 44 mil, aumento de 10 mil do nível não revisado da semana anterior de 234 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 243 mil, uma diminuição de 4.250 da média não revisada da semana anterior de 247.250. A taxa de desemprego ajustada foi de 1,4% para a semana que terminou em 08 de abril, queda de 0,1 ponto percentual da taxa não revisada da semana anterior. O número antecipado do benefício ajustado durante a semana que terminou em 8 de abril foi de 1.979 mil, uma diminuição de 49 mil do nível não revisto da semana anterior. Os números mostraram que o mercado de trabalho permanece apertado, conforme o relatório do Departamento do Trabalho divulgado hoje.

BRASIL

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,78% em fevereiro comparativamente a janeiro, segundo a série com ajuste sazonal. Esta taxa mensal é a segunda variação positiva consecutiva desta série. Na mesma comparação, com periodicidade trimestral, o trimestre findo em fevereiro apresentou crescimento de 0,15% quando comparado ao trimestre findo em novembro de 2016. A variação do trimestre findo em agosto de 2015 foi a pior apresentada na série recente (segunda maior variação negativa de toda a série histórica trimestral iniciada em agosto de 2000) e tem mostrado recuperação desde então.

“Na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2016, o PIB do trimestre findo em fevereiro cresceu e é a primeira taxa positiva após oito trimestres negativos consecutivos”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV apresentado nesta quinta-feira.

A taxa trimestral móvel do PIB no trimestre findo em fevereiro, comparada com o mesmo período do ano anterior, apresentou queda de 0,9%. Nesta comparação, o PIB tem apresentado recuperação desde janeiro de 2016 quando esta taxa apresentou um recuo de 6%. No setor industrial, a única variação negativa apresentada, nesta comparação é a da atividade de construção (-7,0%), enquanto que no setor de serviços, apenas serviços imobiliários (+0,1%) e administração pública (+0,1%) apresentaram variações positivas.

O consumo das famílias recuou 2,0% no trimestre findo em fevereiro na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Por categoria de uso, o componente de serviços, é o que mais tem contribuído para a taxa negativa do consumo das famílias (em média -1,4 p.p. desde janeiro de 2016). Os demais componentes do consumo das famílias apresentaram progressiva diminuição de sua contribuição negativa, principalmente a partir do final de 2016.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) teve contração de 3,1% no trimestre findo em fevereiro em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar da evidente melhora apresentada na variação da série, devido ao bom desempenho apresentado pelo componente de ‘máquinas e equipamentos’, o componente de construção tem intensificado sua contribuição negativa para a taxa trimestral interanual da FBCF (-5,1 p.p. para o trimestre findo em fevereiro).

Depois de discreta variação positiva na taxa trimestral interanual móvel apresentada em janeiro (+0,5%), a exportação voltou a apresentar recuo nesta comparação com queda de 3,0% no trimestre findo em fevereiro, em comparação ao mesmo trimestre em 2016. Os destaques dessa mudança de sinal são os bens intermediários e bens de capital que ampliaram a contribuição negativa em 2,6 p.p. e 1,4 p.p., respectivamente, na taxa trimestral interanual da exportação de janeiro para fevereiro.

A importação cresceu 12,2% no trimestre findo em fevereiro, na comparação com igual período do ano anterior. Esta variação apresenta tendência consistente de crescimento. Apesar dessa tendência positiva, o componente de ‘bens de capital’, mesmo com melhora na variação, ainda se encontra em patamar negativo com queda de 9,6% registrada no trimestre móvel findo em fevereiro. Em termos monetários, o PIB do mês de fevereiro em valores correntes alcançou a cifra aproximada de R$530 bilhões, R$460 milhões, acumulando no ano aproximadamente R$1 trilhão e R$53 bilhões.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, voltou a avançar na segunda quadrissemana de abril ao passar de uma alta de 0,31% para 0,43%. O resultado foi influenciado pelo grupo alimentação que atingiu 1,07% ante 0,84% da primeira prévia do mês.

Mais quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumentos mais expressivos do que na apuração passada: saúde (de 0,87% para 1,18%); habitação (de 0,32% para 0,48%); despesas pessoais (de 0,23% para 0,28%) e educação (de 0,06% para 0,11%).

Já em vestuário, o índice teve recuo de 0,11% ante uma alta de 0,05% e, em transportes, houve redução de 0,61% a mesma variação do último levantamento. A pesquisa em torno do IPC é feita com base na variação de preços das famílias com ganho mensal entre um e dez salários mínimos.


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