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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais para esta terça-feira (02). Os destaques ficaram para as prévias os PMIs de vários países referentes ao primeiro trimestre, principalmente os da Europa.

ÁSIA

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Na China, o índice de Gerentes de Compras do setor industrial (PMI) caiu para 50,3 em abril, de 52,3 em março, segundo pesquisa Caixin Media/Markit. O PMI oficial da indústria chinesa também recuou em abril, para a mínima em seis meses de 51,2 ante 51,8 em março.

O PMI-manufatura subiu para 56,7 em abril, de 56,2 em março, atingindo o maior nível em seis anos. Os dados mais recentes indicaram que os fabricantes chineses começaram o segundo trimestre com uma nova desaceleração na produção e crescimento de novos negócios. O emprego em todo o setor diminuiu ao ritmo mais rápido desde o início do ano e as compras de insumos aumentaram apenas ligeiramente. Ao mesmo tempo, o otimismo em relação à perspectiva de 12 meses foi o mais fraco observado até 2017 até agora.

EUROPA

Na Europa, a taxa de desemprego ajustada sazonalmente da Zona do Euro (EA19) foi de 9,5% em março de 2017, estável em relação a fevereiro de 2017 e de 10,2% em março de 2016. Esta é a taxa mais baixa registrada na área do euro desde abril de 2009. Na União Europeia, a taxa de desemprego foi de 8,0% em março de 2017, ante 8,1% em fevereiro de 2017 e 8,7% em março de 2016. Essa é a menor taxa registrada na UE28 desde janeiro de 2009. Estes números são publicados pelo Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia.

O Eurostat estima que 19.716 homens e mulheres na UE28, dos quais 15,515 milhões na EA19  estavam desempregados em março de 2017. Em comparação com fevereiro de 2017, o número de desempregados diminuiu 56 mil na UE28 e 5 mil na área do euro. Em relação a março de 2016, o desemprego diminuiu 1,647 milhões na UE28 e 991 000 na Zona do Euro.

Entre os Estados-Membros, as taxas de desemprego mais baixas em março de 2017 foram registadas na República Checa (3,2%), Alemanha (3,9%) e Malta (4,1%). As taxas de desemprego mais elevadas foram observadas na Grécia (23,5% janeiro de 2017) e Espanha (18,2%). Em comparação com um ano atrás, a taxa de desemprego em março de 2017 caiu em 23 Estados-Membros, na França e na Áustria, tendo aumentado na Dinamarca (de 6,0% para 6,2%), na Itália (de 11,5% para 11,7%) e Lituânia (de 8,0% para 8,1%). As maiores reduções registaram-se na Croácia (de 14,0% para 11,3%), em Portugal (de 12,0% para 9,8%), Espanha (de 20,3% para 18,2%) e Irlanda (de 8,3% para 6,4%).

Na Europa, o setor manufatureiro da Zona do Euro continuou ganhando impulso no início do segundo trimestre. Em 56,7 em abril, acima de 56,2 em março, os dados finais são do Markit Economics e foram apresentados hoje. O PM da Indústria da Zona Euro subiu para um máximo de seis anos. O PMI está pouco abaixo da estimativa no flash anterior de 56,8. Sete das oito nações abrangidas registraram melhora nas condições operacionais. A única excepção foi a Grécia, onde se verificou uma deterioração assinalado pelo oitavo mês consecutivo. O crescimento foi liderado pela Alemanha, que viu sua taxa de expansão permanecer perto da alta de março de 71 meses.

Na Alemanha, o PMI registrou 58,2 em abril, pouco abaixo de março em 58,3 e indicativo de uma melhoria ainda mais acentuada nas condições de negócios de fabricação. O indicador descendente do PMI refletiu taxas de crescimento ligeiramente mais fracas para a produção, as novas encomendas e o emprego, bem como uma contração das existências de compras, embora estas tendências tenham sido quase totalmente compensadas pelo maior número de fornecedores em seis anos. O atual período de 29 meses de crescimento global no setor de bens é o segundo mais longo na história de pesquisa de 21 anos.

Na França, o índice Markit do setor de Manufatura (PMI) registrou 55,1 em abril para sinalizar uma melhora adicional na saúde geral do setor manufatureiro francês. O índice estava acima da leitura de março de 53,3 e acima da média da série (51,2).

Na Itália, índice Markit de Manufatura (PMI) subiu para 56,2 em abril, em relação a março de 55,7. Esta foi a leitura mais alta por mais de seis anos e apontou para uma forte melhoria nas condições gerais de negócios em todo o setor.

Na Espanha, o índice Markit de Manuftaura (PMI) ficou em 54,5 em abril, acima de 53,9 em março, o PMI sinalizou uma melhoria mensal contínua na saúde do setor. Condições comerciais estão reforçadas por 41 meses consecutivos.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos a agenda está vazia.

BRASIL

No Brasil, o setor industrial  permaneceu em território de expansão em abril, com crescimentos registrados nos volumes de novos pedidos e de produção pelo segundo mês consecutivo. Necessidades de produção mais elevadas incentivaram as empresas a adquirir insumos adicionais, mas não conseguiram estimular a criação de empregos. Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a reduzir seus estoques. Com relação aos preços, as taxas de inflação se atenuaram tanto para os custos de insumos quanto para os preços cobrados.

O Índice Gerente de Compras do Markit Economics para o Brasil (PMI), sazonalmente ajustado, registrou acima da marca crucial de 50,0 pela primeira vez desde janeiro de 2015. Contudo, ao aumentar de 49,6 para 50,1 em abril, a leitura mais recente apontou condições basicamente inalteradas enfrentadas pelos produtores de mercadorias. O volume de novos pedidos se expandiu pelo segundo mês consecutivo em abril, fato que os entrevistados da pesquisa atribuíram à melhoria nas condições de demanda. Porém, o ritmo de aumento permaneceu modesto no geral e quase inalterado em relação a março. Tanto o setor de bens de consumo quanto o de bens intermediários observaram um crescimento, enquanto que as empresas de bens de capital sofreram uma contração adicional.

Os dados de abril sugeriram que a recuperação no total de novos trabalhos foi impulsionada pelo mercado interno, à medida que os novos pedidos para exportação diminuíram, revertendo o aumento observado em março.

O volume de produção industrial cresceu como reflexo de quantidades mais elevadas de novos pedidos. O aumento mais recente foi o segundo em dois meses, mas o ritmo de expansão atenuou-se em relação ao observado em março. Além disso, a recuperação ficou centrada na categoria de bens de consumo.

Os dados de abril destacaram o primeiro aumento nas quantidades de compras desde janeiro de 2015, com os entrevistados da pesquisa relatando necessidades mais elevadas de produção. De um modo geral, a taxa de expansão foi marginal.

No Brasil, o mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano pela oitava semana consecutiva. Agora, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,04% para 4,03%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central do Brasil (BCB), em Brasília.

A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa foi reduzida de 4,32% para 4,30%, no quarto ajuste seguido.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano passou de 0,43% para 0,46%. Para o próximo ano, a estimativa permanece em 2,5%.

Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 11,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Em sete capitais, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou com queda de 0,12%, taxa 0,19 ponto percentual menor do que na última apuração (0,31%). No acumulado desde janeiro, o índice teve elevação de 1,61% e, nos últimos 12 meses, de 4,17%.

Quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimo, com destaque para habitação (de -0,09% para -0,69%). O resultado foi influenciado pela tarifa de eletricidade residencial com redução de 6,22% depois de uma queda de 2,67% na pesquisa passada.

A pesquisa do IPC-S é feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

No grupo alimentação houve redução no ritmo de alta com a taxa passando de 1% para 0,69%. Em educação, leitura e recreação ocorreu queda de 0,19% ante 0,02% e, em despesas diversas, caiu a velocidade de aumento (de 0,34% para 0,13%).

Já em comunicação, o índice subiu com mais força (de 0,30% para 0,84%). O mesmo ocorreu em saúde e cuidados pessoais (de 0,96% para 1,15%). Em transportes foi mantido o resultado negativo, porém, menos expressivo (de -0,20% para -0,14%) e situação igual foi verificada no grupo vestuário (de -0,66% para -0,47%).

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram tomate (37,38%); batata-inglesa (29,44%); plano e seguro de saúde (0,99%); refeições em bares e restaurantes (0,34%) e gás de botijão (2,68%).

Entre os itens que ajudaram a conter o avanço figuram tarifa de eletricidade residencial (-6,22%); gasolina (-1,27%); etanol (-3,21%); condomínio residencial (-1,12%) e passagem aérea (-6,93%).


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