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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta terça-feira (11). O destaque fica para a produção industrial do Brasil.

ÁSIA

Na China, as medidas amplas da inflação permaneceram inalteradas no mês passado, à medida que os preços do consumidor e da fábrica aumentaram a um ritmo mais lento, mas constante. Conforme informou hoje o Departamento Nacional de Estatísticas, o índice de preços ao consumidor de junho (CPI) avançou 1,5%, seguindo um aumento idêntico no mês anterior. Em comparação com maio, os preços ao consumidor caíram 0,1%, conforme dados oficiais. A China continua lutando com a inflação fraca. O banco central está tentando englobar um aumento no chamado indicador central, que muitas vezes é um sinal de que a demanda do consumidor está ganhando força. O índice de preços no produtor (PPI) do governo – um indicador dos preços da fábrica – expandiu 5,5% anualmente em junho, seguindo um aumento idêntico no mês anterior.

No Japão, o valor total das encomendas de máquinas recebidas por 280 fabricantes que operam no país diminuiu 3,1% em maio em relação ao mês anterior, com base em dados sazonalmente ajustados. As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, diminuíram de 3,6% em maio.

EUROPA

Na Itália, o índice mede a evolução mensal do volume da produção industrial (excluindo a construção), em maio de 2017, subiu 0,7% em relação ao mês anterior. A variação percentual da média dos últimos três meses em relação aos três meses anteriores foi de +0,2.

O índice de produção industrial ajustado no calendário aumentou 2,8% em relação a maio de 2016 (os dias úteis do calendário em maio de 2017 são os mesmos que em maio de 2016). No período de janeiro a maio de 2017, a variação percentual foi de +1,7 em comparação com o mesmo período de 2016. O índice de produção industrial não ajustado aumentou 2,8% em relação a maio de 2016.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o índice de otimização das pequenas empresas caiu 0,9 pontos para 103,6, mas sustentou o aumento do otimismo que começou no dia seguinte às eleições. O Índice atingiu o pico em 105,9 em janeiro e caíram 2,3 pontos até à data, sem dúvida em parte devido à bagunça em Washington, DC. Quatro dos 10 componentes do Índice apresentaram um ganho, cinco declinaram e um não mudou. O progresso está sendo feito, mas mal comunicado, e os maiores problemas, saúde e reforma fiscal permanecem presos nas políticas da política de Washington. O crescimento econômico no primeiro semestre deste ano será quase o mesmo que experimentamos nos últimos três ou quatro anos, sem um progresso real. Não há muita euforia na perspectiva para a segunda metade do ano.

Os proprietários de pequenas empresas relataram uma alteração média ajustada do emprego por empresa de 0,04 trabalhadores negativos por empresa nos últimos meses, basicamente zero. Os números são da Pesquisa Econômica de Pequenas Empresas da NFIB apresentada hoje para o mês de junho de 2017.

Nos Estados Unidos, o número de postos de trabalho diminuiu para 5,7 milhões no último dia útil de maio, informou hoje o Departamento de Estatísticas do Trabalho, abaixo das estimativas de 5,9 milhões. Ao longo do mês, as contratações aumentaram para 5,5 milhões e os desligamentos aumentaram para 5,3 milhões. A taxa de abandono foi pouco alterada em 2,2% e a taxa de demissões e desligamentos foi inalterada em 1,1%.

No último dia útil de maio, o nível das ofertas de emprego diminuiu para 5,7 milhões (-301,000). A taxa de postos de trabalho foi de 3,7%. O número de vagas de emprego diminuiu para total privado (-283,000) e foi pouco alterado para o governo. Obras de emprego aumentaram no comércio varejista (+72,000) e serviços educacionais (+17,000). As oportunidades de emprego diminuíram em uma série de indústrias com as maiores na construção (-46,000) e transporte, armazenagem e utilidades (-45,000). O número de postos de trabalho diminuiu na região Centro-Oeste.

Nos Estados Unidos, os estoques de atacado subiram mais do que o estimado em maio, 0,4%. Os dados são do Departamento de Comércio e foram apresentados nesta terça-feira. Esse foi o maior ganho desde dezembro de 2016 e seguiu um declínio de 0,4% em abril. Em maio, os estoques aumentaram 0,3%.

Os estoques de automóveis subiram 0,7%, depois de um declínio de 1,4% em abril. O setor automotivo foi atingido pelo abrandamento da demanda, com os fabricantes reportando queda nas vendas por quatro meses consecutivos.

O componente dos estoques que se destinam ao cálculo do produto interno bruto – ações por atacado, excluindo automóveis – aumentou 0,3% em maio. Um relatório na semana passada mostrou que os estoques em fábricas caíram 0,1% em maio.

Os estoques de máquinas aumentaram 0,7%, o maior ganho desde novembro de 2014. Os estoques de petróleo avançaram 2,6%, o maior aumento desde dezembro passado.

As vendas nos atacadistas caíram 0,5% depois de diminuir 0,3% em abril. As vendas de veículos motorizados caíram 0,5% após um aumento de 1,3% em abril.

BRASIL

No Brasil, o crescimento de 0,8% na produção industrial em maio, reflete expansão no parque fabril em 10 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, que divulgou hoje os dados regionalizados da produção.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, o crescimento que se refere aos dados dessazonalizados teve como principal destaque o estado do Ceará, aonde a expansão chegou a 5,9%, representando 5,1 pontos percentuais acima do crescimento médio nacional da indústria e já divulgado na semana passada pelo IBGE, com índice de 0,8%.

Em seguida vem a Bahia, cuja expansão, não menos significativa, chegou a 3,6% e o Pará, com 3,1%. O Ceará foi a segunda expansão consecutiva, acumulando em abril e maio alta de 7,3%; enquanto a Bahia reverteu a queda de 0,7% registrado no mês de abril. O estado do Pará eliminou parte da perda de 7,5% acumulada entre fevereiro e abril deste ano.

No Rio Grande do Sul e em São Paulo a expansão foi 2,5%; em Santa Catarina (1,4%); no Paraná (1,4%); e na Região Nordeste (1,3%); todos com resultados foram acima da média nacional da indústria.

Com resultados positivos ficaram ainda Goiás, que registrou o mesmo avanço de 0,8% do crescimento da indústria para a totalidade do país; e Pernambuco, que apresentou resultado praticamente estável ao crescer apenas 0,1%.

Entre os quatro estados com resultados negativos ficaram o Amazonas, cuja indústria registrou a maior retração: de -3,6%, intensificando a queda de 0,6% verificada no mês anterior. As demais taxas negativas foram assinaladas no Espírito Santo (-1,9%), Rio de Janeiro (-1,6%) e em Minas Gerais (-0,2%).

Os dados do IBGE indicam, por outro lado, que o crescimento de 0,5% acumulado pela indústria nos primeiros cinco meses do ano (janeiro-maio) reflete expansões em 10 dos 15 locais pesquisados, frente a igual período do ano passado.

Os avanços mais acentuados foram assinalados pelo Rio de Janeiro, que ao avançar 4,6%, chegou a registrar crescimento 4,1 pontos percentuais acima da média nacional; Santa Catarina (4,3%); Espírito Santo (3,4%); e Paraná (3,1%).

Em Minas Gerais o crescimento foi 2,1%; no Amazonas e no Rio Grande do Sul (1,9%); em Goiás (1,5%); e em Pernambuco (1,3%) – todos com resultados estão acima da taxa média do país de 0,5%. Já o Pará registrou expansão de 0,2%.

Segundo o IBGE, nesses locais, o maior dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à expansão na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor agrícola e de construção); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário).

Por outro lado, a Bahia, ao fechar os primeiros cinco meses com queda de 6,6% em seu parque fabril, apontou o recuo mais elevado no índice acumulado do ano, chegando a ficar 7,1 pontos percentuais abaixo do crescimento médio nacional do período.

A queda expressiva foi pressionada, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e gasolina automotiva).

Os demais resultados negativos foram registrados na Região Nordeste (-1,6%), no Mato Grosso (-1,4%), em São Paulo (-0,6%) e no Ceará (-0,2%).

Os dados divulgados pelo IBGE indicam, ainda, que o expressivo crescimento de 5,9% verificado na indústria cearense de abril para maio foi impulsionado principalmente pelos setores de petróleo, vestuário e calçados.

O expressivo resultado acontece depois de o estado ter atingido em novembro do ano passado o patamar mais baixo de produção da série histórica: de -28,6%. A indústria cearense já havia mostrado recuperação no mês de abril (1,3%), o que levou o crescimento de maio fechar os dois últimos meses com avanço de 7,3%.

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de -0,95%, na apuração referente ao primeiro decêndio de julho. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de -0,51%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de julho compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de junho. Os dados foram apresentados hoje pela FGV/IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -1,44%, no primeiro decêndio de julho. No mesmo período do mês de junho, o índice variou -1,07%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 0,47% para -1,29%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 3,09% para -6,49%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou -0,66%, ante -0,27%, no mês anterior. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 0,50% para -3,22%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -2,57%. No mês anterior, a taxa foi de -3,95%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: minério de ferro (-17,19% para -4,76%), bovinos (-2,49% para -1,36%) e cana-de-açúcar (-2,30% para -1,86%). Em sentido oposto, vale mencionar: soja (em grão) (2,21% para -0,61%), milho (em grão) (-3,45% para -6,28%) e algodão (em caroço) (-0,44% para -7,19%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de -0,12%, no primeiro decêndio de julho. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,13%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (0,50% para -0,10%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 3,32% para -2,44%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,26% para -0,63%), Transportes (-0,10% para -0,38%), Despesas Diversas (0,37% para 0,05%) e Comunicação (0,07% para -0,04%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: carnes bovinas (0,62% para -1,58%), gasolina (0,34% para -2,91%), tarifa postal (4,94% para 0,00%) e tarifa de telefone móvel (0,03% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,64%), Vestuário (0,55% para 0,96%) e Educação, Leitura e Recreação (0,05% para 0,07%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: medicamentos em geral (-0,20% para 0,23%), roupas (0,42% para 1,30%) e show musical (0,68% para 1,82%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,06%, no primeiro decêndio de julho. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 1,43%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,01%, a mesma registrada no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou variação de 0,12%. No mês anterior, este índice variou 2,62%.

O IPC-S de 07 de julho de 2017 registrou variação de -0,18%, 0,14 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Todas as sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.

Salvador, queda de 0,08%; Brasília, queda de 0,41%; Belo Horizonte, queda de 0,64%; Recife, alta de 0,05%; Rio de Janeiro, queda de 0,21%; Porto Alegre, queda de 0,09%; e São Paulo, queda de 0,10%.

As projeções para um recorde na safra de grãos em 2017 continuam aumentando e os últimos números relativos ao Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho, divulgados hoje pelo IBGE, estimam que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá atingir 240,3 milhões de toneladas.

O resultado, além de ser recorde, é 30,1% maior do que o da safra do ano passado, que foi de 184,7 milhões de toneladas. Em relação às projeções de maio, houve um crescimento da produção de 1,7 milhão de toneladas (0,7%). Também as projeções em relação à área plantada cresceram 117,4 mil hectares, o equivalente a 0,2% em relação ao mês anterior.

A estimativa da área a ser colhida subiu 7% atingindo 61 milhões de hectares. Em 2016, a área colhida foi de 57,1 milhões de hectares. São esperados recordes na produção da soja e do milho. As previsões indicam que a safra da soja atinja 114,8 milhões de toneladas, resultado 19,5% maior do que a do ano passado, enquanto a do milho deverá atingir 97,7 milhões de toneladas, crescimento de 53,5%.

Em relação a 2016, houve crescimento de 2,3% na área a ser colhida da soja, de 17,7% no milho e 3,6% no arroz. Já as estimativas da produção do milho somam 97,7 milhões de toneladas. Estes três produtos representaram, juntos, 93,5% da estimativa da produção total da safra deste ano e 87,8% da área a ser colhida.

Comparando-se as estimativas de maio e junho, os destaques foram para o amendoim primeira safra (26,2%), cebola (5,7%), batata-inglesa 2ª safra (4,5%), batata-inglesa 3ª safra (2,3%), batata-inglesa 1ª safra (1,6%), milho 2ª safra (1,3%), soja (0,8%), milho 1ª safra (-0,4%), feijão 3ª safra (-1,4%), feijão 2ª safra (-3,9%) e amendoim 2ª safra (-54,3%).

Na avaliação do gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, Carlos Alfredo Guedes, chama a atenção que as estimativas de safra tenham ultrapassado as 240 milhões de toneladas, o que acontece pela primeira vez no país. Ele lembra o fato de que a safra de 2016 foi prejudicada pelas condições climáticas adversas e acabou ficando 11,9% menor do que a de 2015.

“O milho e a soja foram os principais responsáveis por esse novo patamar. No caso do milho, a segunda safra puxou a produção para cima e deve ser responsável pela maior parte da safra deste cereal em 2017. Em junho, estimamos que essa participação seja de 68,4%”.

Segundo Carlos Alfredo, a produção de milho, por exemplo, vem superando bastante as expectativas. “Com a alta da segunda safra, ficamos sem local para estocar o milho. Os produtores estão improvisando a armazenagem e até mesmo estocando o cereal a céu aberto”, disse.

Outra consequência dessa produção recorde da safra de milho pode ser o aumento das exportações. Segundo o gerente do LSPA, com a quebra da safra de 2016, o preço do milho subiu bastante e chegou a ficar mais alto no mercado interno do que no exterior e com isso, os produtores diminuíram as exportações.

Carlos Alfredo lembrou que as exportações de milho acumuladas no primeiro semestre de 2017 recuaram 72,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Mas, segundo ele, o recorde da segunda safra de 2017 poderá reverter esse quadro, derrubando os preços internos e aumentando as exportações de milho no segundo semestre.

No Brasil, conforme apresentado no Panorama Comerc de energia, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para a semana de 08 a 14 foi fixado em R$ 253,45/MWh para todos os submercados. O crescimento foi de 9% em relação à semana passada, quando estava equalizado em R$ 233,32/MWh.

A diminuição das vazões previstas para o Sistema Interligado Nacional (SIN) foi a principal influência para a alta no preço. Além disso, houve redução no nível dos reservatórios do SIN em relação ao que era esperado na semana anterior.

O preço segue equalizado em todo o país, uma vez que os limites de intercâmbio entre os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte não terem sido atingidos.

O cálculo semanal do PLD pela CCEE é influenciado pelo nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas, pelas previsões de Energia Natural Afluente (ENA), pela projeção de consumo de energia no país, entre outros fatores.


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