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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta terça-feira (27). O destaque ficou para a conta corrente do Brasil.

ÁSIA
Na Ásia, a agenda está vazia. Apenas a China apresenta indicadores esta noite.

EUROPA
Será apresentada as vendas no varejo da Alemanha.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o índice Conference Board Consumer Confidence , que mostrou queda em maio, subiu de forma moderada em junho. O Índice agora é de 118,9 (1985 = 100), acima de 117,6 em maio. O Índice de Situação Presente aumentou de 140,6 para 146,3, enquanto o Índice de Expectativas diminuiu de 102,3 no mês passado para 100,6. O índice que se baseia nas informações e análises sobre o que os consumidores compram e assistem tem data de corte para os resultados preliminares em 15 de junho.

A avaliação dos consumidores das condições atuais melhorou em junho. Aqueles que dizem que as condições do negócio são “boas” aumentaram de 29,8% para 30,8%, enquanto aqueles que dizem que as condições do negócio são “ruins” diminuíram de 13,9% para 12,7%. A avaliação dos consumidores do mercado de trabalho também foi mais positiva. Aqueles que afirmam empregos são “abundantes” aumentaram de 30,0% para 32,8%, enquanto aqueles que reivindicam empregos são “difíceis de obter” diminuíram ligeiramente de 18,3% para 18,0%.

Os consumidores, no entanto, foram menos otimistas sobre as perspectivas de curto prazo em junho. A porcentagem de consumidores que esperam que as condições de negócios melhorem nos próximos seis meses diminuiu de 21,5% para 20,4%, no entanto, aqueles que esperam que as condições de negócios piorem diminuíram ligeiramente de 10,3% para 9,9%.

A perspectiva do consumidor para o mercado de trabalho manteve-se mesclada. A proporção que espera mais empregos nos próximos meses aumentou de 18,6% para 19,3%, mas aqueles que antecipam menos empregos aumentaram de 12,1% para 14,6%. A porcentagem de consumidores que esperava uma melhoria em seus rendimentos aumentou de 19,% para 22,2%, mas a proporção que esperava um declínio aumentou ligeiramente de 8,7% para 9,2%.

Nos Estados Unidos, os ganhos no mercado interno recuaram um pouco, mas permaneceram robustos no começo deste ano, levando a perguntas sobre o quão sustentável pode ser essa série. O índice S & P para as vendas de casas em 20 cidades norte-americanas subiu 5,7% no período de três meses que terminou em abril em comparação com um ano atrás, abaixo de dois e ganho anual de 5,9% em março. Os economistas esperavam que o índice de 20 cidades aumentasse 5,9% no ano. Apesar dessas desacelerações, os preços continuaram refletindo a demanda robusta. Apenas em uma cidade das 20, o índice caiu, Cleveland, enquanto em Seattle, os preços subiram 2,6% no mês.

BRASIL

No Brasil, pelo terceiro mês seguido, o saldo nas contas externas ficou positivo. Em maio, o superávit em transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, ficou em US$ 2,884 bilhões, informou hoje o Banco Central do Brasil (BCB). Esse foi o maior resultado para o mês na série histórica iniciada em 1995. Em maio de 2016, também foi registrado saldo positivo, de US$ 1,186 bilhão.

O resultado de maio também é o melhor desde julho de 2006, quando chegou a US$ 3,007 bilhões. Nos cinco meses do ano, houve déficit de US$ 616 milhões, resultado bem menor do que o registrado em igual período de 2016 (US$ 5,998 bilhões).

O resultado positivo nas contas externas é influenciado pelo saldo comercial. Em maio, o superávit comercial chegou a US$ 7,419 bilhões e acumulou US$ 27,973 bilhões, nos cinco meses do ano. Para o ano, o BC revisou a projeção do superávit comercial de US$ 51 bilhões para US$ 54 bilhões. Esse foi principal fator que levou à redução na projeção de déficit das transações correntes de US$ 30 bilhões para US$ 24 bilhões.

Em relação a tudo o que o país produz, o Produto Interno Bruto (PIB), o saldo negativo deve corresponder a 1,19%, contra 1,45% previstos em março pelo BC.

A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) deve apresentar resultado negativo de US$ 34 bilhões. A estimativa anterior era US$ 36,7 bilhões.

No balanço das transações correntes, a conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) deve apresentar saldo negativo de US$ 46,8 bilhões, contra US$ 47,6 bilhões previstos anteriormente.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) deve registrar saldo positivo de US$ 2,8 bilhões, ante US$ 3,3 bilhões previstos em março.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir esse déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque recursos são aplicados no setor produtivo do país. A projeção do BC é que, este ano, esses recursos sejam mais que suficientes para cobrir o saldo negativo das contas externas porque devem chegar a US$ 75 bilhões, a mesma projeção anterior. Em relação ao PIB, esse valor deve corresponder a 3,71%.

O chefe adjunto do Departamento Econômico do BCB, Fernando Rocha, afirmou que, em maio, o IDP de US$ 2,926 foi o menor para o mês desde 2009, quando ficou em US$ 2,869 bilhões. Segundo Rocha, isso ocorreu porque não houve investimentos de maior porte em maio. Para junho, o cenário deve se manter, com projeção para o IDP de US$ 2,5 bilhões.

Rocha destacou que os volumes menores em maio e neste mês não levam a mudanças na projeção para os investimentos no ano. “Não imaginamos que isso seja uma tendência para o segundo semestre. Não implicam uma revisão da projeção do Banco Central”, disse.

No Brasil, o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) registrou taxa de inflação de 1,36%, em junho. A variação de preços ficou acima do 0,13% registrado em maio. O INCC-M acumula taxas de 2,61% no ano e de 5,12% em 12 meses. O dado foi divulgado hoje pela FGV/IBRE.

A inflação foi puxada principalmente pelo custo da mão de obra, que ficou 2,48% mais cara em junho. Entre os profissionais que ficaram mais caros, o destaque são os técnicos (2,65%), seguidos pelos especializados (2,39%) e auxiliares (2,35%). Em 12 meses, a mão de obra acumula inflação de 8,13%.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços teve variação de preços de apenas 0,02%. Os materiais e equipamentos ficaram 0,08% mais baratos, enquanto os serviços ficaram 0,39% mais caros. Os materiais, equipamentos e serviços acumulam alta de 1,66% em 12 meses.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) também da FGV recuou 2,9 pontos em junho, ao passar de 88,6 para 85,7 pontos, retornando assim ao nível de março passado. Apesar da queda, o indicador de média móvel trimestral ficou estável em relação a maio, sustentado pelas altas dos meses anteriores.

“A redução da confiança do comércio em junho foi bastante influenciada pelo aumento da incerteza a partir de 17 de maio. Mas houve, além disso, piora da percepção das empresas em relação ao nível atual da demanda, sugerindo uma leitura pouco favorável da atual conjuntura. Ainda assim, sustentados pela melhora das vendas após a liberação de recursos de contas inativas do FGTS e pelo otimismo com a tendência de queda dos juros, as expectativas dos revendedores de duráveis mantiveram em junho a fase ascendente”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

A queda do ICOM em junho ocorreu em 8 dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada tanto pela piora no Índice de Situação Atual (ISA-COM), que recuou 3,3 pontos, para 79,6 pontos, quanto pelo Índice de Expectativas (IE-COM), que caiu 2,4 pontos, para 92,4 pontos.

As expectativas do Comércio pioraram em junho pelo segundo mês consecutivo, revertendo o sinal da série de médias móveis trimestrais (queda de 1,1 ponto). Este comportamento, no entanto, não foi homogêneo entre os diferentes segmentos do setor.

O Índice de Expectativas dos revendedores de bens duráveis subiu 0,5 ponto no mês, mantendo a tendência de alta iniciada em janeiro da série de médias móveis trimestrais. Já o IE-COM dos revendedores de não duráveis, caiu 4,4 pontos no mês, intensificando a tendência esboçada no mês anterior. A aproximação do indicador de expectativas de duráveis dos 100 pontos parece estar ligada tanto a uma efetiva melhora das vendas a partir de março quanto a um otimismo com a manutenção da tendência de redução dos juros e da consequente melhora das condições creditícias no país.

A edição de junho de 2017 coletou informações de 1.139 empresas entre os dias 01 e 23 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem do Comércio ocorrerá em 26 de julho de 2017.

N Brasil, os gastos em viagem ao exterior ficaram em US$ 1,496 bilhão em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central do Brasil (BCB), divulgados hoje, em Brasília. Esse é o maior valor para o mês desde 2014, quando o total ficou em US$ 2,259 bilhões. No mesmo mês do ano passado, os gastos no exterior ficaram em US$ 1,113 bilhão.

De janeiro a maio de 2017 as despesas no exterior ficaram em US$ 7,295 bilhões contra US$ 5,161 bilhões registrados em igual período de 2016.

As receitas de estrangeiros no Brasil somaram US$ 419 milhões em maio, e US$ 2,682 bilhões nos cinco meses do ano contra US$ 434 milhões e US$ 2,754 bilhões registrados, respectivamente, em iguais períodos do ano passado.

Com os resultados das despesas e receitas, o saldo da conta de viagens internacionais fechou os cinco meses do ano com déficit de US$ 4,613 bilhões. A projeção do BC para o resultado negativo dessa conta este ano foi mantida em US$ 12,5 bilhões.


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