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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (04). O destaque fica para o Boletim Focus.

ÁSIA

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Na Ásia, a economia medida pelo setor manufatureiro viu uma nova melhoria nas condições de operação no meio do quarto trimestre.

O índice Nikkei Asan de Manufatura, PMI, aumentou de 50,4 em outubro para 50,8 em novembro, marcando o quarto mês consecutivo de melhoria na saúde do setor. Enquanto a taxa de melhoria foi o mais forte desde abril, permaneceu semelhante ao observado nos três meses anteriores e marginal.

No Japão, a confiança dos consumidores melhorou, como esperado em novembro, ao mais alto nível em quatro anos, os dados são da pesquisa do Gabinete do Gabinete.

O índice de confiança do consumidor subiu para 44,9 em novembro, de 44,5 no mês anterior. A figura também corresponde à estimativa do consenso. Além disso, a pontuação mais recente foi a mais elevada desde setembro de 2013, quando foi de 45,4.

O indicador de subsistência aumentou para 43,2 em novembro, de 43,0 no mês anterior. O índice de crescimento da renda aumentou de 42,5 para 43,0.

O indicador de emprego avançou para 49,3 de 48,7 e a vontade de comprar bens duráveis subiu para 44,0 a partir de 43,6.

A pesquisa foi realizada entre 8.400 domicílios em 15 de novembro.

EUROPA

Na Europa, em outubro de 2017, em comparação com setembro de 2017, os preços dos produtores industriais aumentaram 0,4% na Zona do Euro (EA19) e na União Europeia (UE28), de acordo com as estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em setembro de 2017, os preços aumentaram 0,5% em ambas as zonas. Em outubro de 2017, em comparação com outubro de 2016, os preços dos produtores industriais aumentaram 2,5% na área do euro e 2,6% na UE28.

Na Europa, o índice de economia Sentix para a EA19 conclui sua série de elevadas altas e retorna 2,9 pontos em dezembro. As expectativas são responsáveis por isso, com uma queda mais pronunciada de 6,0 pontos. A avaliação da situação, por outro lado, pode aumentar ligeiramente (+0,7 pontos).

Os valores para a Alemanha também estão caindo. O índice geral caiu 3,3 pontos para 39,1 pontos. As expectativas econômicas caíram 5,3 pontos. Há também um efeito calmante sobre a economia global. A queda das expectativas domina, com os mercados emergentes perdendo o mínimo em termos relativos. A recuperação do outono parece estar chegando ao fim.

Na Espanha, o número de desempregados registrados nos escritórios dos Serviços Públicos de Emprego aumentou em novembro em 7.255 pessoas em relação ao mês anterior. No ano passado, em novembro de 2016, o desemprego aumentou em 24.841 pessoas. Nos últimos 8 anos, no mesmo mês, o desemprego registrado aumentou em média em mais de 25 mil pessoas (24,919). Desta forma, o número total de desempregados registrados situa-se em 3.474.281, permanecendo assim no seu nível mais baixo nos últimos 8 anos. Em termos dessazonalizados, o desemprego caiu em 22.744 pessoas. Nos últimos 12 meses, o desemprego foi reduzido em 315.542 pessoas.

No Reino Unido, o índice ajustado para as influências sazonais do IHS Markit para o setor de Construção, PMI, saiu de 50,8 em outubro para 53,1 em novembro, para permanecer acima do valor de 50,0 sem mudança para o segundo mês consecutivo.

A última leitura foi a mais alta por cinco meses e sinalizou uma forte taxa de crescimento da atividade comercial em todo o setor de construção.

*ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, serão apresentados indicadores ao longo do dia.

BRASIL

No Brasil, o mercado financeiro espera um crescimento maior da economia neste ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,73% para 0,89% este ano, e de 2,58% para 2,60% para 2018. As informações são do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Na última sexta-feira (01), o IBGE informou que o PIB fechou o terceiro trimestre de 2017 com alta de 0,1% na comparação com o segundo trimestre. Nos nove meses do ano, o crescimento acumulado ficou em 0,6%, em relação a igual período de 2016.

Enquanto, o mercado financeiro aumentou a projeção de crescimento econômico, a estimativa para a inflação em 2017 caiu. A expectativa é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine o ano em 3,03%. A projeção anterior era 3,06%. Essa foi a segunda redução consecutiva.

Para 2018, a estimativa para o IPCA foi mantida em 4,02%. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic caia para 7% ao ano, nesta semana, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2017. Para o fim de 2018, a estimativa para a taxa segue em 7% ao ano.

No Brasil, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou em cinco das sete capitais pesquisadas, entre as semanas encerradas em 22 e 30 de novembro.

Segundo dados divulgados hoje pela FGV/IBRE, na semana encerrado no último dia do mês a taxa foi a 0,36%, alta de 0,04 ponto percentual em relação à semana encerrada no último dia 22 (0,32%).

Os dados divulgados pela FGV indicam que a maior variação de preços ocorreu no Rio de Janeiro, onde a taxa saltou de uma deflação (inflação negativa) de 0,02% para uma variação positiva de 0,23% – alta de 0,25 ponto percentual.

A maior inflação, no entanto, continua sendo registrada na cidade de Porto Alegre, onde o IPC-S saltou de 0,69% para 0,74%. Já a menor taxa foi registrada em Recife, onde o IPC-S ficou em 0,14%, a menor taxa entre as sete capitais.

Em Brasília a taxa variou de 0,33% para 0,37%; em São Paulo, de 0,33% para 0,34%; em Belo Horizonte, de 0,2% para 0,28%; e em Salvador, de 0,5% para 0,2%.

No Brasil, os pedidos de falência caíram 17,1% na variação acumulada no ano até novembro contra o mesmo período do ano anterior, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC. Mantida a base de comparação, as falências decretadas subiram 3,1%, enquanto nos pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas foram observadas quedas de 23,3% e 16,8%, respectivamente.

Com exceção de falências decretadas que ainda apresentam crescimento, os demais indicadores seguem em retração quando observados pelos valores acumulados em 12 meses.

Passado o período de intensa diminuição da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, as empresas passam agora a demonstrar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência, tendência que deverá ser mantida devido às melhorias das condições de juros, spreads, inflação, entre outros fatores.

Devido ao movimento atípico do volume de pedidos e deferimentos de recuperação judicial realizados por um grupo do setor imobiliário, em março de 2017 contabilizou-se para as respectivas séries somente o CNPJ principal da empresa em questão.


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