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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (17). O destaque fica para o Boletim Focus do Banco Central do Brasil (BCB).

ÁSIA

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Na China, a economia mostrou uma surpreendente resiliência no segundo trimestre, já que os esforços de Pequim para controlar a alavancagem financeira e a especulação imobiliária tiveram um impacto menor do que o esperado no crescimento.

A economia cresceu 6,9% no segundo trimestre, sem alteração em relação ao primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Departamento Nacional do Comércio. O resultado ultrapassou uma expectativa de crescimento de 6,8% por economistas entrevistados pelo The Wall Street Journal.

Importantes embarques no exterior – refletindo a força renovada na economia global – e o sólido consumo interno ajudou a compensar uma desaceleração do investimento. O resultado deixa a China bem colocada para o seu objetivo de crescimento de 6,5% para o ano, embora ainda permaneçam as preocupações sobre o comportamento da economia no segundo semestre.

Em termos trimestrais, o produto interno bruto da China cresceu 1,7% em relação aos três meses anteriores, com base em dados sazonalmente ajustados, informou uma agência, em comparação com 1,3% em janeiro-março, sugerindo que a dinâmica da economia pode estar melhorando acima do que os números revelam ano a ano.

A mais recente produção industrial mensal, o investimento em imobilizado e os dados das vendas não varejo, também divulgado segunda-feira, em grande parte em linha com os dados do PIB.

A produção industrial aumentou 7,6% em junho em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento estimado de 6,5%.

O investimento em ativos fixos cresceu 8,6% no primeiro semestre deste ano, contra uma previsão média de 8,5%.

As vendas no varejo subiram 11% em relação ao ano anterior em junho, em comparação com uma estimativa mediana de 10,6%, conforme analistas.

EUROPA

Na Zona do Euro, a inflação anual ficou em 1,3% em junho de 2017, ante 1,4% em maio. Em junho de 2016, a taxa foi de 0,1%.

A inflação anual da União Europeia foi de 1,4% em junho de 2017, ante 1,6% em maio. Um ano antes, a taxa era de 0,1%. Estes números são do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia.

As taxas anuais mais baixas foram registradas na Irlanda (-0,6%), na Dinamarca (0,4%) e na Romênia (0,7%). As maiores taxas anuais foram registradas na Lituânia (3,5%), na Estônia e na Letônia (3,1%). Em comparação com maio de 2017, a inflação anual caiu em dezoito Estados-Membros, manteve-se estável em três e cresceu em seis.

Os maiores impactos ascendentes para a inflação anual da Zona do Euro provêm de serviços de alojamento (+0,08 pontos percentuais), feriados (+0,06 pp) e tabaco (+0,04 pp), enquanto telecomunicações (-0,10 pp), proteção social (-0,04 pp ) e pão e cereais (-0,03 pp) tiveram os maiores impactos para baixo.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, a atividade comercial cresceu modestamente no Estado de Nova York, de acordo com as empresas que responderam ao Inquérito ao Empire State Manufacturing de julho de 2017.

O índice geral de condições comerciais do índice caiu 10 pontos para 9.8. O índice de novos pedidos mudou para 13,3 e o índice de embarques caiu para 10,5, sugerindo que as encomendas e embarques continuaram a crescer, embora a um ritmo um pouco mais lento do que em junho. Os tempos de entrega continuaram subindo, e os níveis de estoque foram bastante estáveis.

Os indicadores do mercado de trabalho apontaram para um pequeno aumento no emprego e nenhuma mudança nas horas trabalhadas. Os preços de entrada e os preços de venda subiram aproximadamente no mesmo ritmo que no mês passado. Os índices de avaliação das perspectivas de seis meses sugeriram que as empresas permaneceram positivas sobre as condições futuras, embora fossem menos otimistas do que em junho.

Pelo menos 30% dos entrevistados relataram que as condições melhoraram ao longo do mês, enquanto 20% relataram que as condições tinham piorado. O novo índice de pedidos diminuiu cinco pontos, mas em 13,3, ainda mostrou que as encomendas aumentaram em um ritmo bastante sólido. O índice de embarques caiu 12 pontos para 10,5, sugerindo que os embarques cresceram, mas a um ritmo mais lento do que no mês passado. O índice de pedidos não preenchidos caiu abaixo de zero. O índice de tempo de entrega foi pouco alterado em 4.7, apontando para tempos de entrega um pouco maiores, e o índice de inventários caiu para 2,4.

BRASIL

No Brasil, o mercado financeiro diminuiu mais uma vez as projeções para a inflação deste ano e de 2018. A expectativa para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 passou de 3,26% para 3,08%, e para o próximo ano, de 4,31% para 4,19%. É a quinta queda seguida. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%. As estimativas foram divulgadas hoje pelo boletim Focus do Banco Central do Brasil.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8% ao ano, indicando uma redução em relação ao último levantamento, de 8,25%. Atualmente a taxa está em 10,25%. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou estável em 0,34%, em 2017. Para 2018, manteve-se em 2%.

Em relação à produção industrial, o mercado aponta melhora, segundo o Focus. As projeções de crescimento passaram de 0,84%, na última consulta, para 0,97% este ano. A expectativa para 2018 ficou estável em 2,30%.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal – IPC-S de 15 de julho de 2017 apresentou variação de -0,05%, 0,13 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Os dados são da FGV/IBRE e foram apresentados hoje.

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,29% para 0,17%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -3,98% para -0,72%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,25% para 0,49%) e Comunicação (-0,06% para 0,14%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: salas de espetáculo (0,15% para 1,42%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,39% para 0,14%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Transportes (-0,51% para -0,55%), Vestuário (0,51% para 0,34%), Despesas Diversas (0,24% para 0,13%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,31%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nesta classe de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: seguro facultativo para veículo (0,99% para 0,81%), roupas (0,59% para 0,21%), cartório (0,96% para 0,39%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,08% para -0,19%), respectivamente.

O grupo Alimentação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, -0,44%. As principais influências em sentido ascendente e descendente partiram dos itens: frutas (-4,65% para -3,96%) e laticínios (-0,33% para -0,75%), respectivamente.

No Brasil, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou -0,84%, em julho. A taxa apurada em junho foi de -0,62%. Em julho de 2016, a variação foi de 1,06%. A taxa acumulada em 2017, até julho, é de -2,25%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou taxa de -1,79%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Os dados foram apresentados pela FGV/IBRE na manhã desta segunda-feira.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -1,32%, em julho. Em junho, a variação foi de -1,17%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de -1,12%, em julho, ante 0,16%, em junho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,34% para -4,58%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de -0,53%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,21%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de -0,74%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,16%. A principal contribuição por este recuo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 1,47% para -4,52%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de -0,16%. No mês anterior, este índice registrou variação de -0,04%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de -2,26%. Em junho, a taxa foi de -4,34%. Contribuíram para a taxa menos negativa do grupo os itens: minério de ferro (-16,54% para -2,67%), cana-de-açúcar (-3,18% para -1,73%) e pedras britadas (-3,39% para 0,91%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: soja (em grão) (3,31% para 1,81%), mandioca (aipim) (-6,78% para -11,62%) e algodão (em caroço) (-2,24% para -8,30%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de -0,17%, em julho, ante 0,21%, em junho. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (0,83% para -0,16%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 4,76% para -2,79%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (-0,11% para -0,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,69% para 0,27%), Alimentação (-0,44% para -0,48%), Despesas Diversas (0,48% para 0,23%) e Vestuário (0,48% para 0,37%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: gasolina (-0,70% para -2,54%), medicamentos em geral (0,49% para -0,23%), laticínios (0,40% para -0,49%), tarifa postal (7,90% para 0,00%) e roupas femininas (0,52% para 0,04%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,20% para 0,31%) e Comunicação (0,01% para 0,05%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: show musical (0,27% para 1,11%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,49% para 0,05%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em julho, taxa de variação de 0,62%, ante 0,92%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,10%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,09%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 1,04%. No mês anterior, este índice variou 1,76%.

Ainda hoje será apresentada a Balança Comercial, o Caged e a Arrecadação Federal.


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