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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (10).  O destaque fica para o Boletim Focus do Brasil.

ÁSIA

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Na China, as medidas amplas da inflação permaneceram inalteradas no mês passado, à medida que os preços do consumidor e da fábrica aumentaram a um ritmo mais lento, mas constante. Conforme informou hoje o Departamento Nacional de Estatísticas, o índice de preços ao consumidor de junho (CPI) avançou 1,5%, seguindo um aumento idêntico no mês anterior. Em comparação com maio, os preços ao consumidor caíram 0,1%, conforme dados oficiais. A China continua lutando com a inflação fraca e o banco central está tentando englobar um aumento no chamado indicador central, que muitas vezes é um sinal de que a demanda do consumidor está ganhando força. O índice de preços no produtor (PPI) do governo – um indicador dos preços da fábrica – expandiu 5,5% anualmente em junho, seguindo um aumento idêntico no mês anterior.

No Japão, o valor total das encomendas de máquinas recebidas por 280 fabricantes que operam no país diminuiu 3,1% em maio em relação ao mês anterior, com base em dados sazonalmente ajustados. As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, diminuíram de 3,6% em maio.

EUROPA

Na Alemanha, o  Escritório Federal de Estatísticas (Destatis) informou hoje que as exportações subiram 14,1% e as importações 16,2%. As exportações de bens ficaram no valor de €110,6 bilhões e importaram bens no valor de €88,6 bilhões, em maio de 2017, ano após ano. Após o calendário e o ajustamento sazonal, as exportações aumentaram 1,4% e as importações em 1,2% em relação a abril de 2017.

A balança comercial externa apresentou um superávit de €22,0 bilhões em maio de 2017. Em maio de 2016, o superávit atingiu €20,7 bilhões. Em termos de calendário e corrigidos de sazonalidade, a balança comercial estrangeira registrou um superávit de €20,3 bilhões em maio de 2017.

De acordo com os resultados provisórios do Deutsche Bank, a conta corrente da balança de pagamentos apresentou superávit de €17,3 bilhões em maio de 2017, que leva em consideração os saldos do comércio de bens, incluindo itens comerciais adicionais (acima em € 24,4 bilhões ), serviços (abaixo em € 2,0 bilhões), renda primária (em queda de €3,6 bilhões) e renda secundária (em queda de €1,5 bilhões). Em maio de 2016, a conta corrente alemã registrou um superávit de €17,9 bilhões.

Em maio de 2017, a Alemanha exportou mercadorias no valor de €64,2 bilhões para os Estados-Membros da União Europeia (UE), enquanto importou bens no valor de €57,8 bilhões  desses países. Em comparação com maio de 2016, as exportações para os países da UE aumentaram 11,8%, e as importações desses países em 13,2%. Os bens no valor de €40,8 bilhões (alta de 13,4%) foram despachados para os países da área do euro em maio de 2017, enquanto o valor dos bens recebidos desses países foi de €39,1 bilhões (alta de 12,6%). Em maio de 2017, os bens ficaram no valor de € 23,5 bilhões (alta de 9,2%) foram exportados para países da UE não pertencentes à área do euro, enquanto o valor dos bens importados desses países foi de €18,7 bilhões (alta de 14,6%).

As exportações de bens para países fora da União Europeia (países terceiros) totalizaram €46,4 bilhões em maio de 2017, enquanto as importações desses países totalizaram €30,8 bilhões. Em comparação com maio de 2016, as exportações para países terceiros aumentaram 17,3% e as importações desses países em 22,3%.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o índice de Condições do Mercado de Trabalho (LMCI) registrou um aumento de 1,5% para junho, depois de um aumento revisado de 3,3% para o mês anterior, que originalmente foi relatado como um aumento de 2,3%. Depois de incorporar revisões aos dados principais, o índice aumentou nos últimos 13 meses consecutivos. Embora a versão de junho tenha quebrado a sequência de quatro aumentos sucessivos acima de 3,0%, os lançamentos recentes tendem a ser revisados para cima.

BRASIL

No Brasil, o mercado financeiro espera por inflação e crescimento econômico menores este ano.  A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, desta vez, caiu de 0,39% para 0,34%. A projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela sexta vez seguida, ao passar de 3,46% para 3,38%, este ano. Estas estimativas são do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi mantida em 2% e a estimativa para o IPCA foi ajustada de 4,25% para 4,24%. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

As instituições financeiras esperam por uma taxa básica de juros, a Selic, menor neste ano e em 2018. A projeção para o final de 2017 passou de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2018, a expectativa foi alterada de 8,25% para 8% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Semana – IPC-S de 07 de julho de 2017 apresentou variação de -0,18%, 0,14 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Os dados são da FGV/Ibre.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo habitação (-0,74% para -0,29%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -6,56% para -3,98%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: alimentação (-0,71% para -0,44%), transportes (-0,53% para -0,51%), educação, leitura e recreação (0,21% para 0,25%) e comunicação (-0,10% para -0,06%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-7,11% para -4,52%), gasolina (-2,86% para -2,71%), salas de espetáculo (-0,96% para 0,15%) e mensalidade para tv por assinatura (0,00% para 0,14%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: saúde e  cuidados pessoais (0,52% para 0,32%), vestuário (0,86% para 0,51%) e despesas diversas (0,31% para 0,24%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: medicamentos em geral (-0,07% para -0,23%), roupas (0,94% para 0,59%) e tarifa postal (2,07% para 0,25%), respectivamente.

A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 15.07.2017, será divulgada no dia 17.07.2017.

 


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