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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (26). O destaque ficou para o Boletim Focus.

ÁSIA

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Na Ásia a agenda estava vazia.

EUROPA

Na Alemanha, o sentimento entre as empresas alemãs é jubiloso, conforme revelou nesta segunda-feira o relatório Ifo do Clima de Negócios no índice 114,6 pontos no mês passado para 115,1 pontos em junho, quebrando o recorde do mês passado. As empresas ficaram mais satisfeitas com a atual situação comercial deste mês. Eles também esperam que as empresas melhorem. A economia alemã está se mostrando muito forte.

No Reino Unido, os últimos dados do banco BBA mostram que o crescimento do crédito ao consumidor foi de 5,1% em maio, em comparação com 6,4% no mês anterior. O empréstimo hipotecário bruto totalizou £ 13,3 bilhões em maio. O empréstimo hipotecário líquido foi 2,4% superior ao ano anterior.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, caíram mais desde dezembro. As encomendas de bens duráveis caíram mais desde novembro. As encomendas de veículos a motor e peças subiram 1,2%. Compara-se com os dados da indústria que mostram que as vendas de carros e caminhões leves diminuíram em maio pela quarta vez nos últimos cinco meses.

As ordens para produtos de metal fabricados caíram 0,2%, depois de um declínio de 1%.

As encomendas de máquinas aumentaram 0,6%.

As encomendas de produtos informáticos e eletrônicos diminuíram 0,2%.

As reservas para aeronaves civis e peças caíram 11,7%. As ordens de bens de capital de defesa caíram 8,2%.

Os estoques de bens duráveis aumentaram 0,2%. Pedidos não preenchidos para bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, avançaram 0,2%.

BRASIL

No Brasil, o mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia, este ano, pela terceira vez seguida. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, desta vez, caiu de 0,40% para 0,39%.

Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi reduzida pela quinta vez consecutiva, de 2,20% para 2,10%. Essas estimativas são do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela quarta vez seguida, ao passar de 3,64% para 3,48%, este ano. Para 2018, a estimativa caiu de 4,33% para 4,30% no terceiro ajuste consecutivo. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

No Brasil, o Índice de Confiança do Consumidor, medido pela FGV/IBRE recuou 1,9 ponto em junho, na comparação com o mês anterior, e chegou a 82,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A FGV acredita que a piora da confiança pode ser reflexo do aumento da incerteza política depois de 17 de maio.

As percepções dos consumidores tanto em relação à situação atual quanto em relação ao futuro apresentaram resultados inferiores aos registrados no mês anterior. O Índice da Situação Atual, que avalia o presente, teve sua terceira queda consecutiva (0,4 ponto), ao passar de 70,5 para 70,1 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores brasileiros em relação aos próximos meses e que havia se recuperado em maio, recuou 2,9 pontos e atingiu 91,7 pontos.

De acordo com a FGV, a avaliação dos consumidores sobre a situação financeira de suas famílias foi o componente que mais contribuiu com a queda do Índice de Confiança do Consumidor, ao recuar 5,6 pontos em apenas um mês.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu nas sete capitais pesquisadas pela FGV/IBRE entre a segunda e a terceira semana de junho. Quatro capitais chegaram a registrar deflação (queda de preços) na terceira semana do mês, segundo dados divulgados hoje.

As maiores quedas foram observadas nas cidades do Recife (-0,40 ponto percentual, ao passar de 0,57% para 0,17%), Belo Horizonte (-0,36 ponto percentual, ao passar de -0,30% para -0,66%) e Salvador (-0,31 ponto percentual, ao passar de 0,39% para 0,08%).

As outras cidades registraram as seguintes quedas: São Paulo (-0,25 ponto percentual, ao passar de 0,21% para -0,04%), Brasília (-0,20 ponto percentual, ao passar de -0,03% para -0,23%), Rio de Janeiro (-0,20 ponto percentual, ao passar de -0,06% para -0,26%) e Porto Alegre (-0,17 ponto percentual, ao passar de 0,18% para 0,01%).

A Dívida Pública Federal – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – aumentou em maio. O estoque da dívida subiu 0,26%, passando de R$ 3,244 trilhões, em abril, para R$ 3,253 trilhões, em maio, informou hoje a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,22%, ao passar de R$ 3,123 trilhões para R$ 3,130 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 25,67 bilhões, compensados pelo resgate líquido, no valor de R$ 18,74 bilhões.
Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, houve aumento de 1,31% sobre o saldo apurado em abril, encerrando maio em R$ 122,87 bilhões (US$ 37,88 bilhões). “A variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa”, diz relatório do Tesouro.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.


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