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Acompanhe os principais dados econômicos globais divulgados na manhã desta sexta-feira (24).

ÁSIA

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Na Ásia, as agendas ficaram vazias nesta sexta-feira.

EUROPA

Na Europa, os  bancos britânicos aprovaram o maior número de hipotecas em um ano no mês passado e os empréstimos com cartão de crédito, em parte, reviveu depois de uma trégua em dezembro, os números da indústria mostrados nesta sexta-feira, contrastaram com sinais anteriores de perda de dinâmica econômica. A associação de banqueiros britânicos disse que seus membros deram luz verde a 44.657 hipotecas em janeiro, acima de 43.581 em dezembro e o número o mais elevado desde janeiro o ano passado, quando 45.794 foram concedidos. O BBA disse que as baixas taxas de hipoteca também estavam gerando forte interesse de proprietários de casas existentes.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, as compras de novas casas em janeiro foram mais lentas do que a previsão, sinalizando um aumento nas taxas de hipoteca e que pode estar dando a fazendo com que alguns potenciais compradores adiem a decisão. As vendas subiram 3,7% para um ritmo anualizado de 555 mil, segundo dados do Departamento de Comércio divulgados nesta sexta-feira. Os números indicam uma melhora mais acentuada no mercado imobiliário à medida que os compradores se ajustam a maiores custos e preços de empréstimos.

A confiança do consumidor caiu em fevereiro pela primeira vez desde as eleições nos Estados Unidos,  de acordo com a pesquisa mensal da Universidade de Michigan. O índice do sentimento caiu para 96.3 de uma leitura de janeiro de 98.5, que era o mais elevado em uma década. Os economistas previam uma leitura de 96.

O aumento da confiança, que permanece acima dos níveis pré-eleitorais, tem sido uma das maiores histórias econômicas desde que o presidente Donald Trump ganhou as eleições. Outros inquéritos sobre a confiança dos consumidores e das empresas mostram que as promessas de Trump de reforma fiscal e desregulamentação ressoaram fortemente com muitos americanos.

BRASIL

No Brasil, o IBGE apresentou a  taxa de desocupação foi estimada em 12,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2017. Isso representa um crescimento de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao período de agosto a outubro de 2016 (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, novembro de 2015 a janeiro de 2016 (9,5%), o quadro também foi de elevação (3,1 p.p.).

A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) cresceu 7,3% (mais 879 mil pessoas) em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016 e subiu 34,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre do ano anterior.

Já a população ocupada (89,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade quando comparada com o trimestre de agosto a outubro de 2016. Em comparação com igual trimestre do ano anterior, quando o total de ocupados era de 91,6 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,9% (menos 1,7 milhão de pessoas).

O número de empregados com carteira assinada (33,9 milhões de pessoas) no setor privado apresentou estabilidade em comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2016. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.056) registrou estabilidade frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016 (R$ 2.040). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.047), o quadro também foi de estabilidade.

A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 180,2 bilhões) apresentou estabilidade tanto frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016, quanto frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

União, estados e municípios iniciaram o ano com resultado positivo nas contas públicas. O superávit primário de janeiro ficou em R$ 36,712 bilhões, contra R$ 27,913 bilhões registrados em igual mês de 2016, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). É o maior resultado positivo para o mês na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

Em janeiro deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou superávit primário de R$ 26,293 bilhões. Os governos estaduais também apresentaram resultado positivo, com superávit primário de R$ 8,909 bilhões, e os municipais, superávit de R$ 1,895 bilhão.

A UNICA mostrou nesta manhã que o  volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu  911,71 mil toneladas na 1ª quinzena de fevereiro de 2017. Nesse mesmo período, a produção quinzenal de açúcar totalizou 9,18 mil toneladas e o volume fabricado de etanol atingiu 64,3 milhões de litros.

No acumulado de 1º de abril de 2016 a 16 de fevereiro de 2017, o total processado atingiu 594,73 milhões de toneladas. Com esse resultado, a produção acumulada de açúcar alcançou 35,27 milhões de toneladas, enquanto que a fabricação de etanol totalizou 25,08 bilhões de litros, com 10,55 bilhões de anidro e 14,53 bilhões de hidratado.

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas, recuou 1,2 ponto em fevereiro, atingindo o total de 87,8 pontos. No mês anterior, o índice havia avançado 4,3 pontos. No trimestre, o índice subiu 0,5 ponto, totalizando 87,2 pontos. A queda da confiança ocorreu em cinco dos 19 segmentos industriais pesquisados.

Após subir 4,7 pontos em janeiro, o Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto em fevereiro, atingindo 89,3 pontos. A principal contribuição para a piora da expectativa partiu do quesito que capta as previsões para a produção nos três meses seguintes. O indicador caiu 2 pontos em fevereiro, atingindo 88,7 pontos, o menor nível desde maio de 2016.

O Índice da Situação Atual recuou 0,6 ponto, chegando a 86,4 pontos. O nível de demanda atual exerceu a maior contribuição para a diminuição desse índice. O indicador caiu 2,3 pontos em fevereiro, para 82,9 pontos. O percentual de empresas que avaliam o nível de demanda como forte passou de 6,3% para 5,9% do total; o das que o consideram fraco aumentou de 31,3% para 38,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada diminuiu 0,3 ponto percentual em fevereiro, totalizando 74,3%. No trimestre, o índice subiu 0,2 ponto percentual, chegando a 73,9%.

O número de empresas inadimplentes aumentou 5,28% em janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o indicador divulgado hoje (24) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O crescimento do número de pessoas jurídicas negativadas perdeu força em 2016 – em janeiro do ano passado, a variação anual foi 3,52%.

Levando em consideração os dados das cinco regiões brasileiras, o indicador demonstrou que o Nordeste teve o maior avanço do número de pessoas jurídicas negativadas em relação a janeiro do ano passado (6,70%), seguido pelo Norte (5,39%), Sudeste (5,29%), Centro-Oeste (4,47%) e Sul (3,17%).

No entanto, o Sudeste teve a maior concentração de dívidas registradas pelas empresas – 43,72% do total de registros do país pertence a empresas da região. Isso se explica pelo fato de a região ter a maior participação no PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro.

Houve também aumento de 3,45% na quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas, na comparação com janeiro de 2016. Ainda assim, o número também está em patamar baixo em relação à série histórica.

Além disso, o indicador mostrou que o número de dívidas mais recentes tem caído, enquanto o de dívidas antigas tem crescido. O número de dívidas atrasadas em até 90 dias caiu -19,94%, enquanto pendências entre 1 e 3 anos aumentou 21,29%.

O número de empresas devedoras por setor indica que o segmento de serviços (que engloba bancos e instituições financeiras) teve a maior alta de empresas negativadas em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano anterior (8,00%), seguido de indústria (4,78%) e comércio (4,12%).

O indicador de inadimplência das empresas resume todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil e da CNDL. As informações disponíveis referem-se a capitais e cidades do interior das 27 unidades da federação.


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