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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta terça-feira (12). O destaque fica para a quinta estimativa de safra do Brasil apresentada pelo IBGE.

ÁSIA

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Na China, os bancos ampliaram 1,15 trilhão de yuans (US $ 179,58 bilhões) em novos empréstimos líquidos em maio, abaixo das expectativas dos analistas. A oferta de moeda larga do M2 cresceu 8,3% em maio ante o ano anterior, mostraram os dados do Banco Popular da China nesta terça-feira, sem previsões para uma expansão de 8,5% e comparando 8,3% em abril. Os empréstimos pendentes em iuan cresceram 12,6% em relação ao ano anterior, mais devagar do que o esperado aumento de 12,7%, comparado a um aumento de 12,7% em abril. Os bancos chineses estenderam o recorde de 13,53 trilhões de yuans em novos empréstimos no ano passado, um aumento de 7% em relação a 2016, apesar de um esforço do governo para reduzir os riscos no sistema financeiro de uma rápida acumulação de dívidas. O surpreendente corte do Banco Popular da China na taxa de reservas (RRR) em 17 de abril e os temores de uma guerra comercial com os Estados Unidos estimularam as expectativas do mercado de uma política mais flexível para apoiar a economia.

No Japão, o relatório mensal sobre o índice de preços de mercadorias corporativas (preliminares para maio de 2018) foi apresentado hoje pelo Banco Central do Japão. O Índice de Preços ao Produtor aumentou 0,6% em relação ao mês anterior. O Índice de Preços de Exportação (base de moeda contratada) subiu 0,2% em relação ao mês anterior. O Índice de Preços de Importação (base de moeda contratada) subiu 1,3% em relação ao mês anterior.

Na Austrália, a estimativa de tendência para o valor total dos compromissos de financiamento habitacional, excluindo alterações e adições, caiu 0,8%. Os compromissos de habitação ocupados pelo proprietário caíram 0,1% e os compromissos de habitação de investimento caíram 2,0%. Em termos dessazonalizados, o valor total dos compromissos de financiamento habitacional, excluindo alterações e adições, caiu 0,2%. O número de compromissos de moradia, os contratos, de abril de 2018 em comparação com março de 2018, em termos tendenciais, o número caiu 1,1% em abril de 2018. Em termos tendenciais, o número de autorizações para a construção de moradias caiu 1,7%. Os dados são do Governo da Austrália.

No Japão, as atividades industriais terciárias estão aumentando. O índice de atividade da indústria terciária subiu para 106,1, a primeira taxa mensal de 1,0%, subindo pela primeira vez em dois meses. Olhando para o índice de atividade industrial terciária para indivíduos e sites de negócios, o serviço foi definido de forma ampla, versus pessoal, aumentou em 106,2, uma alta de 1,1% pela primeira vez em 3 meses. Serviços corporativos subiram 106,2, 0,8% para o mesmo nível pela primeira vez em 2 meses. No geral, há sinais de recuperação na atividade da indústria terciária. Os dados são do Governo do Japão.

EUROPA

Na França, no primeiro trimestre de 2018, a criação de empregos na folha de pagamento totalizou 48.800, alta de 2,2% depois de um aumento de 0,4% no trimestre anterior, quase estável no setor público, o emprego em folha de pagamento cresceu 47.700 no setor privado e no ano aumentou 288, 200 empregos líquidos (alta de 1,2%): 301. 200 empregos foram criados no setor privado e 13 mil postos de trabalho destruídos no serviço público. O emprego contabilizado pela folha de pagamento ficou estabilizado na indústria no primeiro trimestre de 2018 depois da alta de 0,2% , mostrando, no entanto, um aumento homólogo (alta de 5.600). Os números são do Instituto Nacional de Estudos Econômicos e Estatísticas.

No Reino Unido, estimativas da Força de Trabalho, novembro de 2017 a janeiro de 2018 e fevereiro a abril de 2018, mostraram que o número de pessoas no trabalho aumentou, o número de desempregados diminuiu e o número de pessoas com idade entre 16 e 64 anos que não trabalhava e não procurar ou disponível para trabalhar (economicamente inativo) também diminuiu. Havia 32,39 milhões de pessoas no trabalho, 146 mil a mais que no período de novembro de 2017 a janeiro de 2018 e 440 mil a mais do que no ano anterior. A taxa de emprego (era a proporção de pessoas com idade entre 16 e 64 anos) foi de 75,6%, maior do que no ano anterior (74,8%) e a mais alta desde que os registros comparáveis começaram em 1971.

Na Alemanha, o Indicador de Sentimento Econômico do ZEW registrou uma queda de 7,9 pontos em junho de 2018 e agora está em menos 16,1 pontos. Esta é a leitura mais baixa desde setembro de 2012 e bem abaixo da média de longo prazo de 23,3 pontos. A avaliação da situação econômica atual na Alemanha diminuiu em 6,8 pontos, deixando o indicador correspondente em 80,6 pontos.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o Índice de Otimismo para Pequenas Empresas aumentou significativamente em maio para 107,8, um grande ganho de 3,0 pontos. Esta é a segunda maior leitura do índice em sua história de 45 anos. Os relatórios de aumento de remuneração atingiram um recorde de 45 anos.

Os proprietários relataram adicionar uma média de 0,20 trabalhadores por empresa, em média, mais lenta do que no início do ano, mas forte. Em 16% relataram aumento no emprego, uma média de 3,4 trabalhadores por empresa e 8% (queda de 1 ponto) relataram redução de emprego em média de 3,2 trabalhadores por empresa (com ajuste sazonal). Os 58% relataram contratar ou tentar contratar (até 1 ponto), mas 48% (83% das pessoas contratando ou tentando contratar) relataram poucos ou nenhum candidato qualificado para os cargos que estavam tentando preencher. Os 23% dos proprietários citaram a dificuldade de encontrar trabalhadores qualificados como o problema único mais importante para os negócios (acima de 1 ponto), 1 ponto abaixo do recorde do levantamento. Os 33% de todos os proprietários relataram vagas de emprego que não puderam preencher no período atual, queda de 2 pontos, mas historicamente muito alta. Os 29% têm vagas para trabalhadores qualificados, a terceira maior leitura desde 2000, com as duas leituras mais altas ocorreram nos últimos 12 meses. Os 12% têm vagas para trabalhadores não qualificados, 4 pontos abaixo do recorde de 16% alcançado em março deste ano. Os 12% relataram usar trabalhadores temporários, inalterados. Um plano líquido de 18%, sazonalmente ajustado, prevê a criação de novos postos de trabalho, um aumento de 2 pontos em relação a abril e muito forte.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor Urbanos no geral (CPI-U) aumentou 0,2% em maio, com ajuste sazonal, depois da alta de 0,2% em abril, informou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Nos últimos 12 meses, o índice de todos os itens subiu 2,8% ante o ajuste sazonal. O índice de gasolina aumentou 1,7%, mais do que compensando os declínios em alguns dos outros índices de componentes de energia e levou a um aumento de 0,9% no índice de energia. O índice de assistência médica subiu 0,2%. O índice alimentar permaneceu inalterado ao longo do mês. O índice para todos os itens menos alimentos e energia subiu 0,2% em maio. O índice de abrigos subiu 0,3% em maio. Os índices de veículos novos, educação e comunicação e fumo aumentaram em maio, enquanto os índices de móveis e utilidades domésticas e carros e caminhões usados caíram. Os índices de vestuário, recreação e cuidados pessoais ficaram inalterados. O índice geral subiu 2,8% nos 12 meses encerrados em maio, continuando a tendência de alta desde o início do ano. O índice para todos os itens, menos alimentos e energia, subiu 2,2% nos 12 meses encerrados em maio. O índice de alimentos aumentou 1,2% e o índice de energia subiu 11,7%.

BRASIL

No Brasil, o IBGE apresentou hoje a quinta estimativa da safra nacional para o mês de maio de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizando 228,1 milhões de toneladas, 5,2% inferior à de 2017 (240,6 milhões de toneladas), redução de 12,5 milhões de toneladas.

A estimativa da área a ser colhida foi de 61,2 milhões de hectares, acréscimo de apenas 43.260 hectares frente à área colhida em 2017. Em relação à estimativa de abril (230,0 milhões de toneladas), a produção caiu 0,8%, ou 1,9 milhão de toneladas, e a área teve o pequeno aumento de 4.521 hectares (0,0%). Somados, o arroz, o milho e a soja são 92,9% da estimativa da produção e 87,0% da área a ser colhida.

Em relação a 2017, houve alta de 2,6% na área da soja e reduções de 7,3% na área do milho e de 3,6% na área de arroz. Já a produção de soja deve alcançar seu recorde histórico com 115,8 milhões de toneladas, 0,7% maior que no ano passado, enquanto milho e arroz devem cair 15,1% e 7,0%, respectivamente.

Em maio, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção em relação a abril: algodão herbáceo (4,5%), café canephora (4,1%), café arábica (2,9%), milho 1ª safra (0,2%), soja (0,1%), feijão 1ª safra (-0,2%), milho 2ª safra (-3,4%), feijão 3ª safra (-4,5%) e feijão 2ª safra (-5,1%).

No Brasil, a greve dos caminhoneiros afetou severamente os resultados da segunda quinzena de maio da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do País. A quantidade processada da matéria-prima atingiu 32,38 milhões de toneladas, o equivalente a perda média de 4,5 dias de moagem. O levantamento foi apresentado hoje pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar – UNICA

Segundo Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da UNICA, “deixou-se de processar cerca de 13 milhões de toneladas nessa quinzena devido à suspensão das operações pela falta de diesel e outros insumos à produção”. No Paraná, Estado mais impactado, a perda chegou a 10 dias de moagem.

Considerando os preços vigentes na comercialização do açúcar e etanol, a redução da receita do setor sucroenergético devido à greve totalizou cerca de R$ 1,2 bilhão.
Ainda, o recuo no processamento de cana ocorreu mesmo com o clima favorável à colheita e à qualidade da matéria-prima. A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) alcançou 133,44 kg por tonelada na última metade de maio, contra 122,75 kg verificados em igual data de 2017. No acumulado até 1º de junho, o indicador registrou alta de 4,53%, com 123,71 kg por tonelada.

Na segunda quinzena de maio, 67,46% da cana processada destinou-se à fabricação de etanol, frente a 52,53% em igual período de 2017. No acumulado desde o início da atual safra até 1º de junho, esse percentual atingiu 65,46%. Estas cifras ratificam o entendimento quanto a um mix de produção bastante alcooleiro para o ciclo 2018/2019.

Produção

A produção de etanol anidro totalizou 546,36 milhões de litros nos 15 dias finais de maio, recuo de 16,95% sobre a primeira metade do mês. No caso do etanol hidratado, a redução alcançou 15,46%, com 1,20 bilhão de litros produzidos.

O açúcar apresentou a maior retratação. A quantidade fabricada somou 1,34 milhão de toneladas na segunda quinzena de maio, queda de mais de 550 mil toneladas sobre a quinzena anterior (1,91 milhão de toneladas). Trata-se também do menor volume já apurado para esse período.

Essa queda da produção é claramente demostrada nas vendas de açúcar ao mercado externo pelas unidades do Centro-Sul e por conta de um mix mais alcooleiro, priorizando a produção de etanol.

Vendas

As vendas de açúcar para o mercado externo pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançaram 703,68 mil toneladas nos últimos 15 dias de maio. A média nessa quinzena nas três últimas safras é de 1,30 milhão de toneladas.

“O Centro-Sul deixou de entregar 160 mil toneladas de açúcar para comercialização no mercado doméstico e mais de 170 mil toneladas para exportação”, destaca Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Depois de sucessivos recordes, o volume de etanol hidratado comercializado no mercado interno pelas unidades do Centro-Sul caiu para 564,45 milhões de litros na metade final de maio – aquém dos 760,03 milhões de litros contabilizados na quinzena passada e dos 601,47 milhões de litros vendidos em igual data de 2017.

m relação ao etanol anidro, apenas 226,95 milhões de litros foram comercializados, menos da metade do valor registrado no mesmo período da safra 2017/2018. Nesse ponto, importante ressaltar o aspecto do etanol importado como agente redutor das vendas das unidades produtoras.

Estas quedas foram de tal ordem que, no acumulado mensal, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul diminuíram. Somaram 1,88 bilhão de litros, contra 2 bilhões de litros em maio do ano passado.

“Embora em plena safra e com produção crescente de etanol, as distribuidoras não conseguiam retirar o biocombustível nas usinas e destilarias. Nos dias de paralisação, as unidades deixaram de entregar 300 milhões de litros de etanol hidratado e 150 milhões de litros de anidro”, acrescenta o diretor da UNICA.

Contudo, o impacto efetivo sobre a demanda de etanol devido à greve será conhecido após a divulgação das estatísticas pertinentes pela ANP.

A demanda de combustíveis do ciclo Otto (gasolina C + etanol hidratado), em gasolina equivalente, no período de janeiro a abril de 2018, apresentou uma sensível queda de 1,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O cenário deve se acentuar nos próximos meses, também em função da queda no consumo indicada em maio decorrente da greve dos caminhoneiros.

A previsão para o ciclo de abril/2018 a março/2019 indica que a demanda de ciclo Otto deverá indicar uma retração entre 2% a 2,5%.


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