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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (07). O destaque fica para o setor de Trabalho dos Estados Unidos, mais precisamente os pedidos iniciais de Seguro Desemprego.

ÁSIA

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Na Austrália, a balanço comercial de abril, em termos de tendência, o saldo de bens e serviços foi superavitário em US $ 1,461 bilhões em abril de 2018, um aumento de US $ 300 milhões ante o superávit em março de 2018. Em termos dessazonalizados, o saldo em bens e serviços foi um superávit de US $ 977 milhões em abril de 2018, uma redução de US $ 754 milhões no superávit em março de 2018. Em termos dessazonalizados, os créditos de bens e serviços caíram US $ 763 milhões (2%) para US$ 34.18 milhões. Os bens não rurais caíram US $ 544 milhões (2%), os de ouro não monetário caíram US $ 294 milhões (16%) e os produtos rurais caíram US $ 8 milhões. Exportações líquidas de bens em merchanting subiram US $ 5 milhões (83%).

Japão e China divulgam indicadores nesta noite.

EUROPA

Na Zona do Euro, o PIB dessazonalizado aumentou 0,4% como na União Europeia durante o primeiro trimestre de 2018, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com uma estimativa publicada pelo Eurostat, o serviço estatístico da União Europeia. No quarto trimestre de 2017, o PIB cresceu 0,7% em ambas as zonas.

Comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB com ajuste sazonal subiu 2,5% na Zona do Euro e 2,4% na UE28 no primeiro trimestre de 2018, depois da alta de 2,8% e 2,7%, respectivamente, no trimestre anterior.

Durante o primeiro trimestre de 2018, o PIB nos Estados Membros aumentou 0,5% em comparação com o trimestre anterior (após + 0,7% no quarto trimestre de 2017). Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB cresceu 2,8% (após 2,6% no trimestre anterior).

Na Europa, com base em dados provisórios, o Serviço Estatístico Federal (Destatis) informa que as novas encomendas ajustadas pelo preço na indústria haviam diminuído em abril de 2018, com ajuste sazonal e calendário de 2,5% em relação ao mês anterior.

Para março de 2018, a revisão do resultado preliminar resultou em queda de 1,1% em relação a fevereiro de 2018 (primário – 0,9%).

As novas encomendas ajustadas pelo preço sem grandes encomendas na indústria manufatureira haviam diminuído em abril de 2018, em termos sazonais, e o calendário ajustou-se 1,7% em relação ao mês anterior. As encomendas domésticas diminuíram 4,8% e as encomendas estrangeiras diminuíram 0,8% em abril de 2018 em relação ao mês anterior.

As novas encomendas da Zona do Euro caíram 9,9%, as novas encomendas de outros países aumentaram 5,4% em relação a março de 2018. Em abril de 2018 os fabricantes de bens intermediários viram novos pedidos aumentarem 2,5% em relação a março de 2018.

Os fabricantes de bens de capital apresentaram quedas de 5,6% em relação ao mês anterior. Para os bens de consumo, registrou-se uma queda de 2,2% nas novas encomendas.

O faturamento ajustado pelo preço na indústria em abril de 2018 subiu em termos sazonais e o calendário ajustou 0,3% em relação ao mês anterior. Em março de 2018, o valor corrigido mostra um aumento de 0,6% para fevereiro de 2018 (valor primário: + 0,4%).

No Reino Unido, os preços dos imóveis nos três meses até maio foram 1,9% superiores ao mesmo período do ano anterior e acima das estimativas de 1,1%, experimentando um crescimento mais lento do que o crescimento anual de 2,2% em abril e 0,2% maior do que nos três meses anteriores (dezembro-fevereiro de 2018).

Em uma base mensal, os preços subiram 1,5% em maio, revertendo parcialmente a queda mensal de 3,1% em abril. O preço médio da casa é agora £ 224.439. Os dados são do Halifax House Price Index e foram divulgados hoje.

Na Itália, o índice do comércio varejista, em m abril de 2018, tanto o valor quanto o volume do comércio apresentaram quedas de -4,6% e -5,4%, respectivamente, em relação a abril de 2017, após forte crescimento em março de 2018.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, na semana que terminou em 02 de junho, os pedidos iniciais de seguro desemprego ajustados ficaram em 222 mil, queda de mil em relação ao nível revisado da semana anterior. O nível da semana anterior foi revisado em 2 mil de 221 mil para 223 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 225.500, um aumento de 2.750 em relação à média revisada da semana anterior. A média da semana anterior foi revisada em alta de 500, de 222.250 para 222.750.

As reclamações em procedimentos em Porto Rico e nas Ilhas Virgens ainda não voltaram ao normal.

O índice de desemprego, com ajuste sazonal, ficou em 1,2% para a semana encerrada em 26 de maio, inalterado em relação à taxa não revisada da semana anterior. O número antecipado para o desemprego segurado sazonalmente ajustado durante a semana que terminou em 26 de maio foi de 1.741 milhão, um aumento de 21 mil em relação ao nível revisado da semana anterior. Os números são do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos e foram apresentados hoje.

Ainda hoje serão apresentados indicadores nos Estados Unidos.

BRASIL

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 1,64% em maio, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando foi de 0,93%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,91% no ano e de 5,20% em 12 meses. Em maio de 2017, o índice havia caído 0,51% e acumulava alta de 1,07% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de 1,26% em abril para 2,35% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,21% em abril para 1,05% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 3,05% para 8,92%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,62% em maio após registrar alta de 0,20% em abril.

O índice do grupo Bens Intermediários subiu 3,30% em maio, contra 2,00% no mês anterior. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 1,24% para 2,22%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,06% em maio, ante 0,97% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de 2,80% em maio. Em abril, a taxa havia sido de 1,68%. Contribuíram para a alta do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-2,79% para 7,76%), aves (-3,04% para 7,32%) e café (em grão) (-0,06% para 4,00%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (8,49% para 2,98%), cana-de-açúcar (0,52% para -3,40%) e bovinos (-1,19% para -2,02%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,41% em maio, ante 0,34% no mês anterior. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Habitação (0,26% para 0,73%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,78% para 3,94%.

Também apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,07% para 0,48%) e Comunicação (0,07% para 0,20%). Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos itens gasolina (0,17% para 2,57%) e tarifa de telefone residencial (-1,07% para -0,32%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,12% para 0,70%), Educação, Leitura e Recreação (0,12% para -0,37%), Alimentação (0,29% para 0,24%), Vestuário (0,60% para 0,41%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nos seguintes itens: medicamentos em geral (2,36% para 0,65%), salas de espetáculo (2,54% para 0,28%), frutas (3,17% para -2,77%), roupas (0,79% para 0,46%) e clínica veterinária (1,32% para -0,12%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,19% em maio, ante 0,37% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 43 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 26 apresentaram taxas abaixo de -0,06%, linha de corte inferior, e 17 registraram variações acima de 0,50%, linha de corte superior. Em maio, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 53,25%, ficando 2,96 pontos percentuais abaixo do registrado em abril, quando o índice foi de 56,21%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,23% em maio, contra 0,29% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,39%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,31%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,10%, ante 0,27% no mês anterior.

No Brasil, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas recuou 2,5 pontos entre abril e maio, para 101,1 pontos. A queda de maio é a terceira consecutiva do indicador, o que não ocorria desde o início de 2015. Pela métrica de médias móveis trimestrais, o indicador também apresenta tendência declinante, ao recuar 2,9 pontos em relação ao mês anterior.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) aumentou 2,3 pontos entre abril e maio, para 96,5 pontos, devolvendo a queda de 2,0 pontos do mês anterior.

Seis dos sete componentes do IAEmp variaram negativamente em maio. As maiores contribuições para a queda do IAEmp foram os indicadores que medem a situação dos negócios nos seis meses seguintes nos setores de Serviços e da Indústria de Transformação, com variações, de -6,2 e -5,4 pontos, na margem, respectivamente.

As classes de renda que mais contribuíram para a alta do ICD foram as duas mais baixas: consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) aumentou 4,0 pontos; e a faixa entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, com variação de 4,3 pontos.


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