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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (17). O destaque fica para a pesquisa PNAD Contínua do IBGE.

ÁSIA

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Na China serão simplificados os procedimentos para a criação de empresas de investimento estrangeiro (FIE) para promover a liberalização de alto padrão e facilitar o comércio eo investimento, o Conselho de Estado decidiu em uma reunião executiva presidida pelo primeiro-ministro Li Keqiang nesta quarta-feira.

Foi decidido na reunião que uma única forma e serviços de balcão único serão introduzidos para o registro de negócios e registro de empresas de investimento estrangeiro. Todo o processo será conduzido on-line e gratuitamente, sem a necessidade de fluxos de papel ou presença em pessoa. Esta prática, que entrará em vigor a partir de 30 de junho, deverá reduzir significativamente o tempo necessário para os processos de negócios relacionados a FIE.

O compartilhamento em tempo real e o gerenciamento coordenado de informações relacionadas ao FIE serão promovidos entre as autoridades bancárias, alfandegárias, tributárias e cambiais. A inspeção do governo também será fortalecida para assegurar que as medidas tomadas sejam implementadas integralmente.

No relatório de trabalho do governo este ano, Li disse que os procedimentos para a criação de empresas com investimento estrangeiro serão simplificados, e o registro de negócios e o registro de empresas serão processados ​​juntos de uma só vez.

O primeiro-ministro disse na reunião que consolidar os procedimentos de arquivamento e registro de SIEs é uma questão de alta significância. Ele pediu que todos os departamentos do governo em questão colaborassem plenamente e se coordenassem mutuamente neste processo, para facilitar as coisas para as FIEs.

Estatísticas do Ministério do Comércio mostram que mais de 35.600 empresas de investimento estrangeiro foram criadas em 2017, um aumento de 27,8% em relação ao ano anterior. E o investimento estrangeiro pago subiu 7,9% em relação a 2016 e bateu um novo recorde de 877,5 bilhões de yuans (cerca de US$140 bilhões).

No Japão, o valor total de pedidos de máquinas recebidos por 280 fabricantes diminuiu 7,9% em março em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. No período janeiro-março caíram 5,3% em relação ao trimestre anterior.

As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, diminuíram em 3,9% em março, com ajuste sazonal, e aumentaram 3,3% no período de janeiro a março.

No período de abril a junho, o volume total de pedidos de máquinas deve aumentar em 9,9% e os pedidos do setor privado, excluindo volumes voláteis, devem crescer 7,1% em relação ao trimestre anterior, respectivamente. Esta previsão foi feita basicamente pela soma dos números de 280 fabricantes de máquinas.

No ano fiscal de 2017, o volume total de pedidos de máquinas aumentou 6,3%.

Na Austrália, a tendência da taxa de participação aumentou para um novo recorde de alta de 65,7% em abril de 2018, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas da Austrália.

A taxa de participação da força de trabalho foi a mais alta desde o início da série, em 1978, indicando uma crescente adesão à força de trabalho.

Em consonância com a taxa de participação crescente, o emprego aumentou quase 14 mil, com o emprego a tempo parcial aumentando em 8 mil pessoas e o emprego a tempo inteiro em 6 mil pessoas em abril de 2018. Isto continuou a desaceleração recente do crescimento do emprego, particularmente o crescimento do emprego a tempo inteiro.

É importante lembrar quantas mudanças há no mercado de trabalho todos os meses, abaixo de um aumento líquido de 14 mil pessoas. São mais de 300 mil pessoas entrando no mercado de trabalho e mais de 300 mil deixando o emprego em determinado mês.

No último ano, o emprego ficou em alta em 355 mil pessoas, ou 2,9%, acima do crescimento médio anual nos últimos 20 anos (2,0%).

A tendência das horas trabalhadas aumentou 4,7 milhões de horas, ou 0,3% em abril de 2018 e 3,3% no ano passado.

A tendência da taxa de desemprego permaneceu em 5,5% em abril de 2018, depois que o valor de março foi revisado para baixo.

EUROPA

Na Europa será apresentada a Balança Comercial da Itália.

ESTADOS UNIDOS

A taxa de demissões nos Estados Unidos subiu no início de maio para o nível mais alto em um mês, mas as chamadas reivindicações iniciais de seguro desemprego ainda estão perto dos níveis mais baixos em meio século.

Os pedidos iniciais de seguro desemprego aumentaram de 11 mil para 222 mil na semana encerrada em 12 de maio, informou hoje o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Reclamações em procedimentos em Porto Rico e nas Ilhas Virgens ainda não voltaram ao normal.

A média mensal mais estável de sinistros, por sua vez, caiu em 2.750 para 213.250. Pela segunda semana consecutiva, essas afirmações estavam no nível mais baixo desde 1969.

O número de pessoas que já colecionam benefícios de desemprego, conhecido como créditos contínuos, caiu em 87 mil para 1,71 milhão. A última vez que menos pessoas estavam recebendo benefícios sem emprego foi em 1973.

As vagas de emprego estão em um nível recorde, o desemprego é incomumente baixo em 3,9% e a maioria das empresas ainda está contratando nove anos após uma recuperação econômica.

Não há sinal de desaceleração à vista, e a expansão parece ser quase a mais longa de todas, se continuar como esperado por mais um ano. Um mercado de trabalho forte é uma grande parte do motivo.

BRASIL

No Brasil, no primeiro trimestre de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial) subiu para 24,7%, o que representa 27,7 milhões de pessoas. Essa é a maior taxa de subutilização na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior da série histórica. Os números são do IBGE.

A taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2018 no Brasil, divulgada em 27/04, foi de 13,1%. Em relação ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desocupação subiu em todas as regiões: Norte (de 11,3% para 12,7%), Nordeste (de 13,8% para 15,9%, as maiores entre as cinco regiões), Sudeste (de 12,6% para 13,8%), Sul (de 7,7% para 8,4%) e Centro-Oeste (de 9,4% para 10,5%). Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões.

No 1º trimestre de 2018, as maiores taxas de desocupação entre as unidades da federação foram: Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). As menores taxas foram de Santa Catarina (6,5%): Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

O contingente de desalentados, no primeiro tri de 2018, foi de 4,6 milhões de pessoas, o maior da série histórica. No último tri de 2017, esse contingente era de 4,3 milhões de pessoas. A taxa de desalento, no primeiro tri de 2018 ficou em 4,1% da força de trabalho ampliada do Brasil, a maior da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas tinha a maior taxa de desalento (17,0%) e Rio de Janeiro e Santa Catarina, a menor (0,8%, ambos).

Os menores percentuais de empregos (exceto domésticos) com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada estavam nas regiões Nordeste (59,7%) e Norte (62,9%) e o maior, no Sul (83,3%). Apenas o Norte apresentou expansão dessa proporção em relação ao 1º trimestre de 2017 (de 59,9% para 62,9%), enquanto as demais registraram queda.

No Norte (32,4%) e no Nordeste (29,0%) o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao observado nas demais regiões. Já as Regiões Sudeste (70,5%) e Centro-Oeste (70,1%) apresentaram participação maior de empregados. O material de apoio desta divulgação está na coluna à direita.

No 1º trimestre de 2018, 75,4% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 1,2 p.p. a menos que no 1º trimestre de 2017. Entre os trabalhadores domésticos, 30,0% tinham carteira de trabalho assinada; no mesmo trimestre do ano passado essa proporção era de 31,5%.

No primeiro trimestre de 2018, as mulheres eram maioria na população em idade de trabalhar tanto no Brasil (52,4%), quanto em todas as grandes regiões. Porém, entre as pessoas ocupadas, houve predominância de homens no Brasil (56,5%) e em todas as regiões, sobretudo na Norte (60,3%). Ao longo da série histórica da pesquisa este quadro não se alterou significativamente.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Ela faz parte da força de trabalho potencial.

O indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar (nível da ocupação) foi estimado em 53,6% no primeiro trimestre de 2018, o que representa uma redução de 0,9 p.p. em relação ao último trimestre de 2017 (54,5%) e uma expansão de 0,5 p.p. na comparação com o primeiro trimestre do ano passado (53,1%).

Os maiores níveis de ocupação foram nos grupos etários de 25 a 39 anos (72,3%) e 40 a 59 (67,1%).

Taxas de desocupação dos pretos (16,0%) e dos pardos (15,1%) superam a dos brancos (10,5%)

O contingente dos desocupados no Brasil, no 1º trimestre de 2012 era de 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa população, com brancos (40,2%) e pretos (10,2%) a seguir. No 1º trimestre de 2018, esse contingente subiu para 13,7 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,6%; a dos brancos se reduziu para 35,2% e dos pretos subiu para 11,6%.

A taxa de desocupação, no primeiro trimestre de 2018, dos que se declararam brancos (10,5%) ficou abaixo da média nacional (13,1%), enquanto a dos pretos (16,0%) e a dos pardos (15,1%) ficou acima. No 1º trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,7%; a dos pardos a 9,1%, e a dos brancos era 6,6%.

No 1º trimestre de 2018, os pardos representavam 48,1% da população fora da força, seguidos pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%).


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