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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (30). O destaque fica para o Relatório do Banco Central do Brasil sobre dívidas do Governo Geral.

ÁSIA

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Na China, a atividade enfraqueceu ligeiramente no mês de abril é o que revela a pesquisa mensal divulgada na segunda-feira. O índice oficial de gerentes de compras ficou em 51,4 em abril, queda de 51,5 no mês anterior, mas ainda acima da marca de 50 pontos que separa a expansão da contração na escala de 100 pontos do índice. Os números mais recentes surgem à medida que as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos permaneceram elevadas, com potenciais implicações para o extenso setor manufatureiro voltado para a exportação da China.

Os números mais recentes acalmaram temores sobre uma desaceleração na economia da China, que cresceu a um ritmo inalterado de 6,8% no primeiro trimestre. Os especialistas esperam que o crescimento esfrie este ano, enquanto Pequim tenta conter o aumento dos níveis de endividamento.

A atividade no resto da economia chinesa também se manteve razoavelmente bem, com um crescimento ainda maior no setor de serviços, que está desempenhando um papel cada vez mais importante à medida que os líderes comunistas em Pequim afastam o país de suas raízes agrícolas e industriais. O índice de gerentes de compras não manufatureiras do grupo subiu para 54,8 em abril de 54,6 em março. Os dados são da Federação Chinesa de Logística e Compras – CFLP.

Na Austrália, as vendas de casas novas nos cinco maiores estados da Austrália caíram 2,0% em março, um resultado para baixo em cada um dos primeiros três meses de 2018. No trimestre a queda consecutiva no volume de vendas foi registrada pela última vez entre julho e setembro do ano passado. No geral, as vendas de novas casas caíram 2,2% durante o trimestre de março de 2018 em comparação com os três últimos meses de 2017. Ao longo dos 12 meses até março de 2018, as vendas de novas casas foram 4,1% menores do que no período anterior de 12 meses. Os dados são da Associação da Indústria da Habitação – HIA.

EUROPA

Na Alemanha, segundo dados provisórios, o volume de negócios no comércio varejista em março de 2018 foi de, em termos reais, a 1,3% e, em termos nominais, 2,6% maior do que em março de 2017. O número de dias abertos para venda foi de 26 em março de 2018 e 27 em março de 2017. Comparado com o anterior o ano, o volume de negócios no comércio varejista foi nos primeiros três meses de 2018, em termos reais, 1,6% e em termos nominais, 2,9% maior do que no período correspondente do ano anterior. Quando ajustado pelas variações sazonais e calendário, o faturamento em março foi, em termos reais e em termos nominais, de 0,6% menor que em fevereiro de 2018.

Na Alemanha, conforme relatado pelo Serviço Estatístico Federal (Destatis), o índice de preços de importação diminuiu 0,1% em março de 2018 em comparação com o mês correspondente do ano anterior. Em fevereiro e janeiro de 2018, as taxas de variação anual foram de queda de 0,6% e alta de 0,7%, respectivamente. De fevereiro de 2018 a março de 2018, o índice não mudou.

O índice de preços de importação, excluindo o petróleo e derivados de petróleo, diminuiu 0,9% em comparação com o nível do ano anterior.

O índice de preços de exportação aumentou 0,7% em março de 2018 em comparação com o mês correspondente do ano anterior. Em fevereiro e janeiro de 2018, as taxas de variação anual foram de alta de 0,5% e alta de 0,7%, respectivamente. De fevereiro de 2018 a março de 2018, o índice de preços de exportação subiu 0,2%.

Na Itália, em abril de 2018, de acordo com estimativas preliminares, o índice italiano de preços ao consumidor para toda a nação (NIC) aumentou 0,1% em base mensal e 0,5% em relação a abril de 2017 (+ 0,8% em março de 2018). Em abril, a desaceleração do crescimento anual do índice ficou, principalmente, à reversão de tendência dos preços dos produtos energéticos regulados (de + 5,0% em março para -1,1%) e Serviços relacionados ao transporte (de + 2,5% para -0,7%), reforçada pelos preços dos Serviços relacionados à comunicação (-0,7%), que também reverteu a tendência do mês anterior (+ 0,4%). Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas – Istat.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, a renda pessoal aumentou US $ 47,8 bilhões (0,3%) em março, segundo estimativas divulgadas hoje pelo Departamento de Estatísticas. A renda pessoal descartável (DPI) aumentou US $ 39,8 bilhões (0,3%) e os gastos com consumo pessoal (PCE) aumentaram US $ 61,7 bilhões (0,4%). O DPI real aumentou 0,2% em março e o Real PCE aumentou 0,4%. O índice de preços do PCE aumentou menos de 0,1%. Excluindo alimentos e energia, o índice de preços do PCE aumentou 0,2%.

O aumento de US $ 50,0 bilhões do PCE real em março refletiu um aumento de US $ 24,2 bilhões nos gastos com bens e um aumento de US $ 26,8 bilhões nos gastos com serviços. Dentro das mercadorias, as compras de bens de lazer e veículos foram o principal contribuinte para o aumento. Nos serviços, o maior contribuinte para o aumento foi o gasto com eletricidade e gás para uso doméstico.

Nos Estados Unidos, a pesquisa para o Clima de Negócios de Chicago apresentado nesta segunda-feira mostra que o índice subiu 0,2 pontos, para 57,6 em abril, ante 57,4 em março, quebrando uma tendência de queda de três meses. A atividade empresarial continuou a subir em um ritmo sólido em abril, com o crescimento das operações das empresas subindo pela primeira vez no ano, embora marginalmente. Três dos cinco componentes do Barômetro caíram no mês, com apenas entregas de produção e fornecedores encontrando espaço para crescer.

Enquanto os níveis de produção subiram em abril, impulsionando o movimento ascendente no Barômetro, os pedidos de encomendas continuaram a enfraquecer. O indicador Produção encerrou uma série de três quedas consecutivas, subindo para o nível mais alto desde fevereiro. O indicador Novos Pedidos, por outro lado, ampliou o momento de baixa mostrado desde a virada do ano, atingindo uma baixa de 15 meses em abril. Os dois indicadores respondem por exatamente 60% do Barômetro e se situam 2,2% e 10,4% abaixo dos respectivos níveis do ano passado.

Nos Estados Unidos, as vendas pendentes de casas subiram pelo segundo mês consecutivo em março, mas as restrições implacáveis ​​de estoque mais uma vez mantiveram a atividade geral abaixo dos níveis do ano passado, de acordo com a Associação Nacional dos Corretores de Imoveis.

O índice de vendas pendentes, um indicador prospectivo baseado em contratações, avançou 0,4%, para 107,6 em março, de uma baixa revisada de 107,2 em fevereiro. Mesmo com o aumento da atividade no mês passado, o índice recuou anualizado (3,0%) pelo terceiro mês consecutivo.

As previsões para as vendas de residências existentes em 2018 devem ficar em torno de 5,61 milhões – de 5,51 milhões em 2017. Espera-se que o preço médio nacional das residências domésticas aumente em torno de 4,4%. Em 2017, as vendas existentes aumentaram 1,1% e os preços subiram 5,8%.

O indicador para o Nordeste caiu 5,6% para 90,6 em março, e agora esta em 8,1% abaixo do ano anterior. No Centro-Oeste, o índice subiu 2,4%, para 101,3 em março, mas é 6,0% menor que março de 2017. As vendas pendentes no Sul do país subiram 2,5%, para 128,6 em março, e estão 0,3% acima de março. O índice no Ocidente declinou 1,1% em março, para 94,7, e esta 2,2% abaixo do registrado há um ano. A Associação é a maior comercial dos Estados Unidos, representando 1,3 milhão de membros envolvidos em todos os aspectos dos setores imobiliário residencial e comercial.

De acordo com o Índice de Confiança, as propriedades que normalmente permaneceram no mercado por 30 dias em março, ante 37 dias em fevereiro e 34 dias atrás.

O índice é baseado em uma grande amostra nacional, representando normalmente cerca de 20% das transações de vendas de casas existentes. Ao desenvolver o modelo para o índice, ficou demonstrado que o nível de atividade de contrato de vendas mensal se iguala ao nível de vendas fechadas de casas existentes nos dois meses seguintes.

Um índice de 100 é igual ao nível médio de atividade do contrato durante 2001, que foi o primeiro ano a ser examinado. Por coincidência, o volume de vendas de casas existentes em 2001 caiu na faixa de 5,0 a 5,5 milhões, o que é considerado normal para a atual população dos Estados Unidos.

BRASIL

No Brasil, o mercado financeiro manteve as projeções para o crescimento da economia e a inflação este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) feita junto a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país) segue em 2,75%.

Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 13 semanas seguidas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central, em Brasília.

A estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanece em 3,49%. A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4% para 4,03%, abaixo do centro da meta (4,25%).

A projeção para o dólar comercial subiu de R$ 3,33 para R$ 3,35 no fim deste ano. Para 2019, permanece em R$ 3,40.

No Brasil, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$25,1 bilhões em março. O Governo Central e as empresas estatais apresentaram déficits de R$25,5 bilhões e de R$156 milhões, respectivamente, e os governos regionais, superávit de R$552 milhões. Os dados são do Banco Central do Brasil e foram apresentados hoje.

No primeiro trimestre, o resultado primário do setor público foi superavitário em R$4,4 bilhões, comparativamente a superávit de R$2,2 bilhões no mesmo período de 2017. No acumulado em doze meses até março, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$108,4 bilhões (1,64% do PIB), 0,21 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até fevereiro.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$32,5 bilhões em março, comparativamente a R$28,4 bilhões em fevereiro, elevação influenciada pelo aumento no número de dias úteis no mês de referência. Na comparação com março de 2017 (R$43,3 bilhões), houve diminuição, influenciada pela redução dos principais indexadores da dívida, a taxa Selic e os índices de inflação, especialmente o IPCA. Em doze meses, os juros nominais alcançaram R$379,5 bilhões (5,73% do PIB) até março, reduzindo-se 0,18 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em fevereiro.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$57,6 bilhões em março. Em doze meses até março, o déficit nominal alcançou R$487,9 bilhões (7,37% do PIB), elevando-se 0,03 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado no mês anterior.

A DLSP alcançou R$3.463,4 bilhões (52,3% do PIB) em março, elevando-se de 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. No ano, a expansão de 0,8 p.p. na relação DLSP/PIB decorreu da incorporação de juros nominais (aumento de 1,3 p.p.), do superávit primário (redução de 0,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial acumulada de 0,48% (redução de 0,1 p.p.), e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS, e os governos estaduais e municipais – alcançou R$4.984,7 bilhões em março, equivalente a 75,3% do PIB, crescendo 0,2 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em fevereiro, e 1,3 p.p em relação ao final do ano anterior.


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