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A cautela global, com o acirramento da tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, segue pesando em quase todos os mercados acionários globais. Porém, nesta sexta-feira, os investidores na B3 e Nyse decidiram ficar de lado e seguir com as negociações.

Há pouco, o Ibovespa estava em alta de 0,44% aos 67.288 pontos. O volume financeiro segue para os R$ 4 bilhões. O IEE segue em queda de 0,88%.

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Os preços do petróleo seguem recuados e o do minério de ferro também recuou forte nas negociações no porto de Gingdao, China.

Ainda estão pesando no humor do mercado acionário doméstico os resultados financeiros apresentados por dezenas de empresas na noite desta quinta-feira (10) e madrugada de hoje. O volume, um dos maiores da temporada em um único dia, destacou o resultado da Petrobras e a influência está na desvalorização do papel.

As ações da Vale também estão desvalorizadas com o último dia para os acionistas que queiram aderir à conversão voluntária.

As ações com ganhos
Kroton ON, alta de 5,20%; JBS ON, alta de 5,28%; BRF ON, alta de 4,64%; Copel PNb, alta de 4,08%; e Suzano Papel PNA, alta de 2,87%.

As ações com perdas
Bradespar PN, queda de 2,04%; Cemig PN, queda de 4,02%; e Cosan ON, queda de 0,89%.

A Vale PNA estava em queda de 1,68% e a PN, queda de 1,13%.

A Petrobras ON estava em queda de 1,54% e a PN, queda de 0,91%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Empresas

A Petrobras (PETR4) reporta números aquém do esperado. Contrariando as estimativas, a Petrobras teve um trimestre fraco, o que deve pesar sobre suas ações no pregão de hoje. O lucro líquido do 2T ficou em apenas R$ 316 milhões, impactado pela adesão de aos programas de regularização tributária, no montante de R$ 6,2 bilhões, e por nova provisão para perdas. Além disso, a venda de derivados caiu 8,3% na comparação anual, afetado não só pelo fraco dinamismo interno, mas também pela perda de participação de mercado. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o desempenho também foi frustrante, com redução no volume de exportações, no EBITDA e no fluxo de caixa e livre, enquanto o endividamento se manteve praticamente estável.

Vale (VALE5) tem sucesso no plano de conversão de ações. A mineradora anunciou o resultado parcial do processo de conversão voluntária das ações PNs em ONs, que já atingiu 72,2% do total das ações preferenciais em circulação, bem acima da adesão mínima requerida de 54,09%, o que deve favorecer o desempenho de suas ações.

A Kroton (KROT3) superou mais uma vez as projeções de mercado com seu desempenho nesse 2T17. No comparativo anual com os dados ajustados pela venda a Uniasselvi, a receita líquida cresceu 9,2%, o EBITDA aumentou 10,7% e lucro líquido subiu 14,8%. Adicionalmente ao desempenho melhor que o esperado, a companhia distribuirá dividendos aos acionistas posicionados ao fim do pregão de 17 agosto, o que deverá levar ainda mais as ações KROT3 para o campo positivo. Serão distribuídos R$ 207,9 milhões em proventos, equivalentes à R$ 0,12 por ação, aproximadamente, sendo que o pagamento será feito no dia 28 deste mês e o dividend yield está próximo a 0,9% considerando a cotação de fechamento de ontem. Hoje a Kroton anunciou parceria com a BV Financeira para o financiamento privado do crédito estudantil, o primeiro do País.

A BRF (BRFS3) reportou fraco desempenho neste 2T17 com queda na receita líquida de 5,7%, EBITDA 39,1% menor e acabou revertendo o lucro líquido do 2T16 para prejuízo neste trimestre em análise. Este resultado ainda foi muito impactado pela operação Carne Fraca. No período em análise, a empresa reconheceu perdas de R$ 117,7 milhões relacionados a devoluções, fretes e armazenagem adicionais, além de ajuste no valor dos estoques.

Lojas Marisa (AMAR3) mostram números negativos neste 2T17. A companhia veio com números fracos neste 2T17, apresentando queda de 8,9% na receita líquida, redução de 30,5% no EBITDA, e ainda apresentou prejuízo, no entanto, veio melhor que o reportado no 2T16. A operação de varejo continua sendo afetada pelo cenário ainda fraco, além disso, a disputa por preços foi mais acirrada, onde um número relevante de varejistas optou por antecipar sua Liquidação de Inverno já na segunda quinzena de junho.

O Carrefour Brasil (CRFB3) reportou crescimento de 8,1% em sua receita líquida consolidada, elevação de 3,5% no EBITDA, no entanto, o seu resultado final veio menor em 3,4%, se comparado ao 2T16. As vendas no conceito mesmas lojas do grupo subiram 5,4%, excluindo os postos de combustíveis, com o Atacadão apresentando alta de 4,9% neste mesmo conceito. Vale comentar que o EBITDA foi impactado pelos desempenhos do CSF, dada a mudança que restringiu o uso do rotativo no cartão de crédito, bem como o investimento na implementação do cartão de crédito Atacadão, pois se excluímos a receita de serviços financeiros (CSF) da conta do EBITDA, o crescimento teria sido de 20,8%, com o EBITDA do Atacadão em alta de 27,2% e do Carrefour Retail de 10,3%. A queda no lucro é reflexo do problema exposto acima, com o CSF, e de maiores despesas financeiras.

Pagam dividendos nesta sexta-feira:
Alpargatas e Metal Leve.

Divulgam resultados hoje depois do fechamento do mercado:
B3, Cesp, Kepler Weber, Magnesita, Saraiva, Bradespar e Forjs Taurus.

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, segue em queda de 0,29%, cotado a US$ 48,45 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,94% aos US$75,19 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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