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O IBGE mostrou hoje que em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, compensando o recuo de dezembro (-0,5%). Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em janeiro (0,3%) reverteu a queda em relação ao resultado do trimestre encerrado em dezembro (-0,1%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,2%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação.

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O acumulado nos últimos doze meses subiu 2,5% em janeiro de 2018 e teve sua maior alta desde de novembro de 2014 (2,6%), prosseguindo em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (-6,8%).

Destaques

O volume de vendas do comércio varejista ampliado (varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) teve variação de -0,1% em relação a dezembro de 2017, após o recuo (-0,4%) em dezembro. A média móvel trimestral do volume de vendas do varejo ampliado subiu 0,6% no trimestre encerrado em janeiro, variação superior à do trimestre encerrado em dezembro (0,1%).

Frente a janeiro de 2017, o volume de vendas no varejo ampliado subiu 6,5%, nona taxa positiva seguida. O acumulando nos últimos doze meses subiu 4,6% em janeiro de 2018, sua maior variação positiva desde setembro de 2013 (4,9%), mantendo trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%).

O acréscimo de 0,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, série ajustada sazonalmente, teve perfil generalizado de crescimento, alcançando cinco das oito atividades investigadas. Dentre essas, os avanços mais relevantes foram observados em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) e em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%), ambos compensando os recuos registrados no mês anterior de -1,7% e -7,2%, respectivamente.

Ainda com resultado positivo frente a dezembro de 2017, encontram-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,7%); Tecidos, vestuário e calçados (0,9%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (0,3%). Por outro lado, mostrando recuo frente a dezembro de 2017, figuram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,5%); Móveis e eletrodomésticos (-2,3%); e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Comércio Varejista Ampliado

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação ficou próxima a estabilidade (-0,1%), após recuo de 0,4% no mês anterior, com Veículos e motos, partes e peças mostrando avanço de 3,8%, enquanto Material de construção assinalou queda de 0,2%).
O setor de Móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 5,3%, exercendo a terceira maior influência positiva sobre a taxa do varejo frente a janeiro do ano passado, décima taxa positiva consecutiva, sendo essa a menos acentuada desde maio de 2017 (14,0%).

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, mostrou aumento de 10,5% na comparação com janeiro de 2017, acima da média global do varejo.

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, com -4,0% de variação do volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a oitava taxa negativa consecutiva. A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços, é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses ainda permanece mostrando recuo (-3,1%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

O comércio varejista ampliado registrou para o volume de vendas, uma variação de 6,5% contra janeiro de 2017. Esse comportamento ocorre, principalmente, devido ao desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças, que com resultado interanual de 18,2% respondeu por 58,5% do total do varejo ampliado.

Vendas avançam em 19 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Roraima (8,6%); Amapá (8,4%) e Rio Grande do Norte (7,6%). O Piauí registrou estabilidade (0,0%). Por outro lado, Espírito Santo (-2,9%) e Goiás (-2,1%) mostraram os maiores recuos nas vendas nessa comparação.

Frente a janeiro de 2017, na série original, o comércio varejista registrou aumento no volume de vendas em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo, em termos de magnitude de taxa para Rondônia (18,2%), Santa Catarina (15,5%) e Roraima (14,5%). Por outro lado, Goiás (-9,2%) figura com a taxa negativa mais elevada dentre todas as Unidades da Federação. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: Santa Catarina (15,5%), São Paulo (2,0%) e Rio Grande do Sul (7,2%).


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