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O IBGE mostrou hoje que no mês de abril, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 1,0% frente a março, na série com ajuste sazonal, depois de um ganho de 1,1% de março para fevereiro. Com isso, a média móvel trimestral ficou em 0,7% e manteve o ritmo do trimestre anterior, encerrado em março (0,7%). Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 0,6% em relação a abril de 2017. Foi a décima terceira taxa positiva seguida, embora a menos acentuada.

No levantamento, o efeito do deslocamento da Páscoa, exerceu influência negativa nas vendas de abril de 2018. Com isso, o varejo acumulou alta de 3,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,7%, praticamente mantendo o ritmo de março (3,8%).

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No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas variou 1,3% em relação a março e a média móvel trimestral ficou em 1,1% no trimestre encerrado em abril. Frente a abril de 2017, houve alta de 8,6%, décima segunda taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 7,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (7,0%) mantém trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%) foi o maior desde maio de 2013 (7,6%).
Crescimento atinge todas as oito atividades pesquisadas

A variação de 1,0% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de março para abril de 2018, série ajustada sazonalmente, alcançou todas as oito atividades investigadas. As maiores taxas foram em Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelarias (0,9%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,3%), enquanto Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%) ficou estável.

Em relação a abril de 2017, o volume do comércio varejista subiu 0,6%, décimo terceiro resultado positivo seguido, alcançando três das oito atividades.

Combustíveis e lubrificantes (-1,3% frente a abril de 2017) teve a quadragésima taxa negativa consecutiva, porém a menor desde outubro de 2017 (-0,9%). A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Assim, o segmento mostrou queda de 4,1% nos primeiros quatro meses do ano, com o acumulado nos últimos doze meses apresentando queda (-2,9%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

Resultados regionais: avanço em 14 estados em abril

Na passagem de março para abril de 2018, as vendas no comércio varejista avançam em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para São Paulo (3,6%), Rondônia (2,8%) e Espírito Santo (1,8%), enquanto Pernambuco, Alagoas e Ceará registraram estabilidade (0,0%). O recuo mais intenso foi no Amazonas (-8,5%). As vendas do comércio varejista ampliado aumentam em 19 das 27 atividades, com destaque para Espírito Santo (4,0%), Sergipe (3,7%) e Paraíba (3,6%). O maior recuo se deu no Acre (-4,8%).

Frente a abril de 2017, o comércio varejista registrou crescimento nas vendas em 16 das 27 Unidades da Federação.

Considerando o comércio varejista ampliado, na comparação com abril de 2017, as 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas no volume de vendas em abril de 2018.


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